Instrumentos da Política Monetária

Resumo sobre os instrumentos da Política monetaria no Brasil

INSTRUMENTOS DA POLÍTICA MONETÁRIA

Operações de mercado Aberto: (Open Market) São compras e vendas de títulos do Governo pelo Banco Central, e o mais importante instrumento de política monetária, e o fator que determina os movimentos da base monetária e a oferta da moeda. Quando existe uma estabilidade na moeda e fácil controlar a oferta da moeda.

O Banco Central conduz dois tipos de operações no mercado aberto: As operações dinâmicas, que visam anular as flutuações da base monetária causada por perturbações ou outros fatores. Operações defensivas: que não refletem mudanças na política monetária, mas constituem na maior parte das operações de mercado aberto conduzidas pelo Banco Central.

O Banco Central precisa controlar o crescimento da moeda não apenas da que circulam no País, mas também de outros Países, por isso quando o valor do Dólar Cai o Banco Central entra no mercado comprando dólar, para isso ele emite títulos da divida publica, vende esses títulos e com os recursos entra no mercado comprando Dólar, quando o Valor do dólar está muito alto o BC entra no mercado vendendo Dólar.

Quando o governo vende um titulo publico ele esta diminuindo a base monetária, quando ele compra esses títulos ele aumenta a base monetária.

As operações de mercado aberto é o principal instrumento de controle da oferta da moeda a disposição do Banco Central, e isso se deve por três motivos Controle, Flexibilidade e Facilidade de implementação

Controle: o Banco central tem total controle no mercado aberto determinando o seu voluma.

Flexibilidade: As operações do mercado abeto são precisas e flexíveis, São realizadas de acordo com a necessidade.

Facilidade de implementação: As transações com títulos são realizadas rapidamente e sem burocracia:

Política de Redesconto: A política de Redesconto tem um impacto sobre a base monetária e na oferta da moeda, porque afeta o volume de empréstimos que o banco central concede aos bancos.

Redesconto é o nome dado para os empréstimos que o banco central concede aos bancos. Existem duas maneiras pelas quais o BC pode afetar o volume de empréstimos para os bancos, um aumento nos empréstimos de redescontos concedidos aumenta a base monetária e a oferta da moeda por outro lado uma redução nesse volume segura a base monetária e a oferta da moeda.

Para impedir que o empréstimo concedido por meio de redesconto seja utilizado de forma inadequada o BC toma várias medidas, uma delas e aumentar a taxa de redesconto mais alta com isso a taxa de juros fica bem mais alta que o mercado assim os bancos tendem a pedir menos empréstimos de redesconto ao BC.

O Banco Central também estabelece regras para impedir que os bancos tomem empréstimos freqüentemente, se algum banco esta constantemente solicitando o redesconto o BC não pode decidir não emprestar mais para esse banco futuramente.

As vantagens das operações de Redesconto sobre as operações de mercado e que as operações de mercado aberto pode aumentar o nível de reservas do sistema bancário e reduz as taxas de juros, mas não consegue resolver os problemas de liquidez dos bancos. E o redesconto aumenta as reservas do sistema bancário de foram eficiente, porque as reservas são direcionadas para os bancos que mais precisam delas.

Reservas Compulsórias: O Banco Central exige que os Bancos recolham diariamente uma parte dos depósitos efetuados para o banco Central.

Os bancos tem que cumprir algumas, regras uma delas e na poupança a cada deposito efetuado o Banco destinatário deverá depositar 60% para o banco central os outros 40% o banco disponibiliza para cobrir o financiamento do cheque especial.

No fundo de investimentos, 90% dos recursos o banco tem que comprar títulos públicos os outros 10% os bancos podem utilizar da maneira que achar melhor.

As Reservas Compulsórias não rendem juros por isso são consideradas como um imposto sobre depósitos avista dos bancos. O banco central pode exigir uma margem diferenciada para cada aplicação bancaria, mas mudanças nas taxas de reservas compulsória afeta o multiplicador monetário, e um aumento nas taxas de reservas reduz o multiplicador monetário, e uma redução da taxa de reserva aumenta o volume Maximo de depósitos.

A principal vantagem do uso da reserva compulsória como política monetária seria o fato em que uma pequena alteração na taxa ocasiona grandes alterações na oferta da moeda.

Os argumentos das reservas compulsórias são: Argumentos de liquidez e controle monetário.

Argumento de liquidez diz que os reservas compulsórias podem ser utilizadas para auxiliar os bancos em caso de pânico.

Argumento de Controle Monetário diz que as reservas são necessárias para aumentar o controle da oferta da moeda pelo BC, e se não fizessem reserva compulsória eles não teriam reservas suficientes para ofertar ao mercado.

No Brasil existe o sistema de reserva compulsória, mas mesmo se não existir os alguns bancos preferem manter reservado em algum lugar recursos para poder continuar mantendo a oferta da moeda.

Depósitos compulsórios é um mecanismo que representa o recolhimento de parte dos recursos capitados pelos bancos para o BACEN, diminuindo o poder de multiplicação da moeda bancaria. Com a fixação de um percentual de compulsório o BC obriga as instituições financeiras as não emprestar todos os recursos capitados, emprestando somente uma parcela desses recursos. Assim antes que o Banco faça outro empréstimo tem que recolher o valor compulsório, só ai pode repassar o valor restante para o mercado, dando continuidade o ciclo.

O banco Central implantou o SPB, que e um sistema “on line” onde o Banco Central controlava os saldos das contas dos bancos, Nesse momento foi criado a TED (Transferência eletrônica disponível), onde as informações eram transmitidas em tempo real para o BC, que olhava as contas do banco origem e verificava se tinha saldo disponível e debitava o valor da transação do banco de origem para e creditava na conta do banco destino. Como o volume de transações diárias é muito grande o BC criou o sistema STR (Sistema de Transferência de Reserva), onde todos os bancos diariamente são obrigados a creditar um determinado valor em suas contas no STR, esses valores não poderão ser retirados, somente creditados e no final do dia os valores que restarem na conta serão devolvidos para os bancos. Com esse sistema o Banco Central tem um controle maior sobre os bancos sabendo em tempo real de todas as transações de transferências realizadas pelos bancos.

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