Inspirando e motivando colaboradores em tempos de crise

Crise, incertezas, insegurança, pessimismo, tudo conspira para o pior nas organizações. Que atitudes o profissional de Recursos Humanos pode ter para tentar mudar este cenário?

Um novo ano se inicia e com ele temos a oportunidade de rever quais foram nossas maiores dificuldades profissionais no ano que se encerrou, definir quais ações iremos adotar para que essas dificuldades não se repitam, e caso se repitam estejamos preparados para enfrentá-las.

Embora as prioridades variem de organização para organização, tendências globais e nacionais devem guiar as decisões e colaborar para o planejamento das ações dos setores de Recursos Humanos para este novo ano.

Em 2015, em razão da crise econômica, a maioria das empresas foi obrigada a realizar adaptações em suas estratégias, principalmente em relação aos seus custos, e em muitas delas, isso foi questão de sobrevivência. Um período de insegurança e incertezas tomou conta do país e infelizmente as previsões para o ano de 2016 não são as mais otimistas.

Em tempos de recessão, o comprometimento e engajamento dos colaboradores podem ficar comprometidos em razão da insegurança gerada pela crise. Muitos empregados ficam receosos e o medo do desemprego passa a assombrar a vida de muitos.

O que podem os Gestores de Recursos Humanos fazer para que esse tipo de comportamento não atinja a vida dos colaboradores, comprometendo assim o resultado produzido por eles?

A literatura disponível sobre políticas e práticas utilizadas por gestores de Recursos Humanos, a fim de colaborar com as empresas no ajuste em momentos de dificuldades é vasta, e podem ser até categorizadas, como por exemplo, ajustes nos cargos, reorganização de expediente, comunicação, engajamento, processos e inovações de produtos, entre outros.

Acredito que a ação mais importante a ser utilizada nesse tipo de situação é a comunicação. Manter os colaboradores regular e plenamente informados sobre a situação da empresa, bem como os planos da administração para curto, médio e longo prazo, é medida indispensável para a manutenção do comprometimento e engajamento dos empregados em períodos adversos. É necessário manter uma comunicação ativa, de modo a criar um forte canal com a gestão a fim de desenvolver políticas e ações que abordem os interesses de ambos, empresa e trabalhadores. A diferença entre comunicação competente e comunicação inspiradora pode ser o fator preponderante entre desempenho sofrível e resultados excepcionais.

A criação de meios de envolvimento dos empregados de diferentes níveis hierárquicos na formulação e implementação de planos de reestruturação organizacional também pode gerar um comprometimento muito satisfatório e surpreendente, pois é muito provável que resulte não só no compartilhamento do entendimento que está sendo criado entre todos colaboradores, mas também em ações conjuntas eficazes para a reestruturação, levando as organizações na obtenção de maior lucratividade.

O envolvimento atua como um acionador do sucesso. Quando empregados estão motivados para ir além daquilo que tem de fazer para aquilo que querem muito fazer, os resultados podem ser transformadores. Este “esforço adicional” pode fazer a diferença entre sucesso e fracasso – a diferença que faz a diferença.

Qualquer um que faça uma rápida pesquisa on-line pode descobrir evidências que níveis mais altos de envolvimento de empregados geram melhores índices de desempenho, melhorando os resultados financeiros das organizações, o que pode ser questão crucial em períodos tão difíceis.

O que tentamos realmente dizer quando falamos que desejamos colaboradores mais envolvidos é que queremos colaboradores com condutas mais positivas, que eles trabalhem com mais competência, que inovem mais, que prestem um melhor serviço, porém os empregados não farão esse esforço extra, a não ser que se sintam valorizados, apoderados e motivados. Muitas vezes nós, como profissionais de recursos humanos, e muitos também líderes, devemos analisar nossa conduta primeiro.

A cada dia, temos maior convicção de que líderes estão fazendo do próprio envolvimento uma meta estratégica de seus negócios, através de mensuração, monitoramento e gerenciamento.

A pergunta chave é: O que nós, como profissionais de recursos humanos, temos de fazer para inspirar as pessoas a se sentirem comprometidas, positivas e dispostas a mudar sua conduta em um período tão difícil, cheio de inseguranças e incertezas?

Quando respondermos a essa pergunta teremos melhores chances de envolver ossos colegas colaboradores em busca da excelência no trabalho, superando assim as crises que nos rodeiam em busca da tão almejada lucratividade.

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