Inovação como estratégia para competitividade
Inovação como estratégia para competitividade

Inovação como estratégia para competitividade

Empresas precisam olhar para fora de seus perímetros para construir novos modelos de negócios

Para aumentar a competividade das empresas brasileiras, precisamos ter uma estratégia clara para alavancar a inovação. Os dez países mais competitivos do mundo são, na ordem: Suíça, Cingapura, Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Japão, Hong Kong, Finlândia, Suécia e Reino Unido. Ao compararmos onde eles estão na lista no ranking da inovação, iremos perceber apenas pequenas alterações na ordem das posições.

Já o Brasil ficou no 75º lugar na edição 2015 do ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial. Caiu 18 posições em relação a 2014. É a maior queda de todos os 140 analisados e o pior resultado da história do País, que chegou a ficar em 48º em 2012 e vem caindo desde aquele ano. Com o enorme déficit fiscal e as pressões inflacionárias em alta, a performance macroeconômica fraca do Brasil piora a situação.

O Fórum Econômico Mundial define competitividade como o conjunto de instituições, políticas e fatores que determinam o nível de produtividade de um país. O relatório analisa 118 variáveis em 12 pilares, nos quais o Brasil sofreu queda em nove. As mais acentuadas foram em quesitos básicos (instituições, ambiente econômico, saúde e educação primária) e em sofisticação e inovação do ambiente empresarial.

O passado econômico recente do Brasil foi marcado por fraco crescimento e baixas expectativas. Os responsáveis são claros: o insignificante crescimento da produtividade e os níveis deficientes de inovação que afetam a capacidade brasileira de prosperar. A solução? Investir em inovação. Construir novos ecossistemas industriais é um caminho. O setor público tem uma clara função nisso, mas a comunidade empresarial também pode contribuir significativamente para garantir o seu sucesso. Acredito que as empresas também precisam olhar para fora de seus perímetros para construir novas parcerias que levem à criação de produtos, serviços e modelos de negócios inovadores.

Nesse processo, micro e pequenas empresas (MPEs) têm papel fundamental. Basta observar a revolução que têm provocado as startups. A inovação pode transformar a competitividade entre empresas em um movimento extremamente inteligente e rentável para muitos setores e para o País. Essa mesma inovação desafia um dos dogmas mais comuns da competitividade, pois estimula empresas a perseguir a diferenciação e a liderança de custos ao mesmo tempo.

Foi justamente para ajudar a discutir e a transformar esse cenário que criamos em 2013 a Business Leaders, uma plataforma de comunicação e de estratégia de negócios focada na inovação e na liderança para a geração de negócios. Trata-se de um portal online e uma série de encontros presenciais voltado para a distribuição de conteúdo customizado aos “C-levels” das empresas que atuam no Brasil, responsáveis por estratégias corporativas e que precisam de informações cada vez mais selecionadas e analisadas para tomadas de decisões assertivas. A decisão de investir nessa plataforma é intensa, expressiva e inovadora.

Intensa porque ela ia contra todas as previsões negativas, inovadora pela visão e desejo de melhorar a forma de fazer negócios e expressiva pela demanda que parecia pequena, mas que se mostrou muito maior a cada reunião com clientes insatisfeitos pela tradicional oferta do mercado. É assim que esperamos contribuir para que, em alguns anos, quem sabe, o Brasil esteja relacionado aos top 10. Potencial não nos falta.

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