Inovação: a criatividade nos negócios
Inovação: a criatividade nos negócios

Inovação: a criatividade nos negócios

Muito se tem feito em termos de prática da inovação pelo Brasil e pelo mundo. É um bom começo, mas sabemos que não é só isso!

Diariamente, em nossa rotina pessoal e profissional, ficamos instigados a ceder espaço para a criatividade apenas para aqueles que realizam algum tipo de atividade que envolva arte, música ou comunicação. Porém, quem se aprofunda, sabe que em todas as funções e posições há espaço para criatividade e inovação. Para que isso seja coerente e produtivo, há que se estabelecer o espaço para o desenvolvimento do contexto em que sua empresa vive e como a inovação se contempla nele. Uma pesquisa do perfil inovador da empresa e das pessoas é um excelente alavancador.

Já vimos em artigos anteriores que a criação de ideias só é solúvel se reproduzida em resultados e estes podem estar motivados por uma mudança interna ou externa voltada a clientes ou processos – no estabelecimento de agilidade e até em estratégias de desenvolvimento de modelos de negócios.

Com esta mentalidade, podemos desenhar onde e como nos capacitaremos para sermos mais criativos e inovadores e os papéis que deveremos desempenhar.

Estabelecer um ponto de melhoria em custos e conseguir alcançá-lo através de ações que se mantenham é uma solução criativa. Além disso, estabelecer comprovadamente uma linha de atuação em um setor para resolver problemas de outro, e até problemas corporativos, contemplando resultados expressivos para o negócio, também é inovador. Claro que os desafios possuem sua própria forma de gestão e os obstáculos são diferentes, mas, estabelecer critérios padrão a partir de uma visão comum e alinhada pode inspirar uma plataforma de soluções criativas de problemas.

1 - Com a GRH – Gestão de Recursos Humanos pode atuar?

A GRH pode apoiar das mais variadas formas, guardando a memória da evolução e desenvolvendo “intencionalmente” uma Cultura de Inovação, principalmente em dois cenários:

a) Na organização de forma geral, no sentido de se construir uma organização que inova e possui um clima de criatividade;

b) Desenvolvimento de ações e atividades específicas para formação e concretização de projetos para crescimento da empresa e das pessoas.

2 - Como a liderança pode ajudar?

Um vasto portfólio de pesquisas, nos mais diversos institutos, consolidadas com uma das experiências (gosto do Search Plus Human Resources), me fazem eleger pelo menos 4 “key factors” para que possamos afirmar que existe apoio do empreendedor (alta administração, se for o caso) à criatividade e inovação:

Estes líderes:

  • Promovem as ideias em toda a organização;

  • Incentivam comportamentos empreendedores, principalmente de avaliação de riscos;

  • Conduzem para que as ações inovadoras sejam em duas frentes: redução de custos e crescimento de receitas, simultaneamente;

  • Estabelecem ambiente de aprendizado com erros e tolerância com o fracasso.

Durante as consultorias, ao pesquisar com executivos e líderes, principalmente da GRH, percebo que a inovação ainda não é um tema prioritário nas organizações, apesar de o assumirem como moderno e para o tempo presente. Normalmente, mesmo que o foco não seja ainda o desenvolvimento de uma cultura inovadora, os executivos preferem investir em melhorias do sistema de gestão do conhecimento, integração interna, estabelecimento das competências necessárias à inovação e formalizam para que o processo de recrutamento seja coerente com estas competências.

Posso citar algumas práticas de GRH que tenho testemunhado como capazes de criar ambientes inovadores e de abrir espaço para o desenvolvimento da cultura de inovação:

  • Contratar pessoas que aceitem incertezas, bem como significados controversos ao seu;

  • Experimentar pessoas de origens diferentes (formação, experiências etc) para aumentar a diversidade na forma de pensar;

  • Incrementar a formação para o desenvolvimento do pensar criativo;

  • Descentralizar reconhecimentos por projetos de inovação (enorme desafio).

Conclusão

À medida que o ritmo da mudança continua a desafiar os líderes dentro das organizações e cresce a importância da velocidade na inovação, para serem competitivos, líderes e executivos de GRH terão que conduzir a inovação não incidindo apenas sobre os conceitos básicos de gestão de talentos, recursos humanos, recompensas e reconhecimento, ou requisitos de conformidade. Eles precisam se concentrar em aumentar a comunicação dentro da organização, permitindo que os trabalhadores tenham o tempo necessário para inovar. Precisam também encorajar a tomada de riscos, lembrando que as oportunidades sociais de pessoa para pessoa estão cada vez mais presentes no ambiente de trabalho.

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