Infra-estrutura logística

A infra-estrutura logística O que mais nos chama a atenção é o fato de que o problema da infra-estrutura logística no brasil, vem sendo tratada com grande descaso pelos governos estaduais e federais, nesta gestão e nas gestões passadas. É extremamente redundante que um pais que cresce a cada ano o PIB devido as exportações, e em sua maioria comodities, não possibilita aos exportadores uma infra-estrutura adequada, um pais onde 75 % da malha rodoviária se encontra em estado de precariedade segundo dados da CNT Confederação Nacional dos Transportes, uma frota com mais de 1 milhão e 900 mil veículos de carga com idade média de 18 anos, uma malha ferroviária que consegue trazer gargalos ao transporte, por alcançar em no máximo uma velocidade média de 25 km/h, além da grande dificuldade de se chegar aos portos, principalmente ao porto de Santos, que hoje deve passar dentro da cidade de São Paulo para que se chegue ao mesmo. A falta de vontade política traz um aumento significativo dos custos de manutenção, atrasos nas entregas dos pedidos, um descompasso entre a oferta x demanda, o que acarreta cada vez mais em perdas de clientes. Além destes pontos, tal precariedade coloca motoristas, veículos e cargas a mercê de quadrilhas de roubo de cargas. Tudo isto remonta e trás um aumento do custo logístico, que faz com que produtos e serviços, percam a competitividade, incorrendo em prejuízos ou diminuição de lucros. É extremamente antagônico que a finalidade que busca o profissional de logística em diminuir os elos da cadeia logística, otimizar o fluxo de materiais e o fluxo de informações otimizando assim a cadeia de abastecimentos, gerando assim oportunidades para as empresas, venha a ficar lento pelo simples fato de se fazer com que os projetos de melhoria da infra-estrutura, saiam do papel. Não adianta tratar a ineficiência portuária, se não dermos condições rodoviárias, ferroviárias e fluviais para o escoamento da produção. É necessário sim diminuir a burocracia dentro dos órgãos governamentais, fazer com que o dinheiro arrecadado pelos impostos, CIDE, por exemplo, sejam realmente utilizados para a execução das obras de infra-estrutura, não existe um único ponto a ser tratado, e sim um conjunto de ações estruturais, onde tem estas uma total interdependência. O investimento na malha ferroviária, iria propiciar uma redução dos custos logísticos, principalmente para o escoamento das Comodities, pois era um ganho para a competitividade, principalmente no caso da soja brasileira. Uma ação começaria com um mapeamento das rotas de exportações, identificando as mais críticas, começando por elas a recuperação da malha rodoviária, mas não apenas uma operação de tapa buracos, mas a recuperação total, abrangendo desde a base até as sinalizações. Junto a esta ação, o governo deve preparar os portos brasileiros, dando condições para agilizarem as operações que hoje se encontram com gargalos, seja por falta de equipamentos e condições físicas, seja por falta de uma maior agilidade alfandegária, agilizando e diminuindo as filas nos portos, o que acarreta ainda mais em prejuízo para o transportador. Uma segunda ação seria investir na modernização e integração das ferrovias, o governo privatizou as mesmas, mas ficou com a responsabilidade de se projetar sua ampliação, o que já se torna claro que não tem competência técnica e vontade política para seriamente sanar este gargalo, com tudo isto os produtos brasileiros destinados à exportação, perde em não se utilizar este modal de uma forma mais expressiva, por ter um custo inferior em relação ao modal rodoviário, o que possibilita uma maior competitividade para os produtos com baixo valor agregado e com alto volume para o transporte. Uma terceira ação por parte do governo federal, seria a criação de uma linha de crédito para a renovação da frota nacional, com juros baixos e com subsídios que daria uma maior condição e lucratividade nas operações no modal rodoviário. Uma quarta ação é o investimento em retornar as balanças e fiscalizações por parte da polícia rodoviária federal, que iria propiciar um maior controle, evitando os abusos cometidos por empresas e produtores que trabalham fora das especificações técnicas para uma boa conservação da malha rodoviária. Estas ações são parte de um trabalho que deve ao contrario de outras obras governamentais, deve ter um início e um fim, e serem somados a outras ações dos governos estaduais e com apoio dos municípios. As parcerias publico privadas, poderiam ser uma realidade para o financiamento destas obras, se houvesse uma seriedade e transparência política, o que desgasta a credibilidade destes projetos e que de certa forma tira a responsabilidade do estado em garantir a manutenção e conservação das infra-estruturas. É necessária uma postura diferenciada do governo federal, pois apenas há a projeção do crescimento das exportações, mas que é um verdadeiro tiro no pé, pois não se planeja com seriedade ações simultâneas para dar condição ao crescimento sustentado. Com estas ações acredito que teríamos uma condição melhor para trabalharmos dentro das competências logísticas, pois no caso da soja, poderíamos ter uma melhor competitividade se garantirmos um escoamento mais rápido por linha férrea, com um custo mais barato, fazendo assim com que aja uma maior agilidade e com isto uma competitividade maior pelo fato de se ter uma maior integração entre o produtor ao porto e ao armazém do comprador. Com este escoamento por linha férrea e com a adequação dos nossos portos ao modelo ideal (modelo ideal a ser definido por desenvolvimento de projeto logístico). Teríamos também um menor tempo de fila para descarga dos caminhões. Vale ainda comentar que com as situações hoje vivenciadas pela logística brasileira, ainda não tem a certeza de que o que sai do armazém do produtor é o que realmente chega no armazém do comprador, pois sabemos que existe uma grande perda entre as trocas de modais e deslocamento principalmente no modal rodoviário. Colocamos ainda um fato importante, que tais demoras em se efetuar o cross docking nos portos brasileiros, faz com que ainda mais o transportador, fique insatisfeito, pois a estocagem passa a ficar dentro dos caminhões, que dependendo da quantidade de dias parados, fica um quanto tanto inviável para o transportador que já tem em muito elevado seus prejuízos por motivos colocados acima no texto, além de acreditarmos estar também expondo o produto a diversas variáveis que independem do produtor ou comprador. Enfim em um ano de eleição presidencial o que vemos é o governo federal através de uma operação tapa buracos mostrar ao povo brasileiro uma preocupação com nossa infra-estrutura. Mais uma vez seremos obrigados a engolir esta ação que não resolverá em nada o problema logístico brasileiro. Heider Carlo Nascimento
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