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Indice de felicidade nas empresas

Mesmo no mundo corporativo não podemos esquecer que o ponto de mira nessa viagem pela vida é a felicidade, pois, a estrada da carreira profissional pode levar ao sucesso, mas, não a felicidade.

Fundado no século XVII por um monge tibetano e convertido em paraíso imaginário no século XX pelo escritor James Hilton, encravado na encosta da Cordilheira do Himalaia, espremido entre a China e a Índia, iremos encontrar o Butão um pequeno reino de mosteiros.

Neste intrigante pequeno país cerca de 70% da população pertence à etnia drukpa, que tem origem tibetana e são seguidores do budismo. Seu sistema de governo é a monarquia onde reina atualmente o rei King Jigme Singye Wangchuck. Cerca de 90% dos seus súditos vivem da agricultura, apesar de que somente 6% do seu território seja cultivável.


A televisão acabou de desembarcar no Butão, onde o rei King Jegme sempre tentou preservar a cultura, os hábitos alimentares, a prática do esporte nacional, o tiro com arco, e a vestimenta tradicional.

Você deve estar questionando, o que tem a ver o Butão com um texto de gestão?

Muita coisa.

O reino do Butão sempre teve um conceito especial de era moderna, a começar que neste pequenino reino budista o conceito de desenvolvimento difere, em muito, de nossos conceitos.

No Butão a preocupação maior é com o crescimento do índice que mede a felicidade individual dos cidadãos, conhecido como FNB Felicidade Nacional Bruta que leva em conta fatores como desenvolvimento sócio-econômico duradouro e eqüitativo, a preservação do ambiente, a promoção da cultura e a boa governança.

Diante deste inusitado índice os butaneses não encontraram qualquer índice que estivesse de acordo com os seus valores e aspirações, conforme afirma o economista butanês Karma Galay.

Este índice de FNB foi uma proposta do rei King Jigme Singye em 1974, quando assumiu o trono, mas que somente agora é que o assunto tem começado a encontrar eco nas academias e entre os economistas. Em meio a tanta pobreza e injustiça, o mundo está começando a entender que o problema não é a falta de meios para produzir riqueza, mas, como esta riqueza é produzida e distribuída.

Diante disso podemos concluir que o homem parece que está se cansando de concentrar-se só no material e está chegando à conclusão que o progresso material não pode satisfazer sozinho as aspirações humanas de felicidade e bem-estar.

Mesmo no mundo corporativo não podemos esquecer que o ponto de mira nessa viagem pela vida é a felicidade, pois, a estrada da carreira profissional pode levar ao sucesso, mas, não a felicidade.

É claro que o sucesso profissional é sensacional, pois ele cria condições para a felicidade, mas, essa não é a única fonte de vida. A verdadeira realização profissional e pessoal só acontece quando valorizamos a pessoa que amamos e que nos ama, quando exercemos com sinceridade nosso papel de amigos dos amigos e, principalmente, quando conseguimos ser amigo de nós mesmos. Ser amigo de nós mesmos significa ter compreensão com nossos próprios erros, é ser nosso próprio cúmplice para os desafios, é nos estimular a ultrapassar novos obstáculos e, principalmente, aproveitar ao máximo a sensação de felicidade, sem culpa, sem medo.

Para isso, se você faz as coisas bem, faça-as melhor. Não seja ganancioso, mas seja audacioso, procure ser a primeiro sempre, seja diferente, mas acima de tudo, seja justo com seus colaboradores, tenha respeito ao seu nome, pois tudo passa, mas, ele permanecerá com você para sempre e tudo isso faça com alegria, buscando a cada dia, a perfeita alegria.

Diante de tudo isso, será que não está na hora de, além dos índices de produtividade, de lucratividade, de rentabilidade, de crescimento, de participação no mercado e tantos outro índices, criar também um índice de felicidade dentro das empresas?

Se precisar de uma fonte de inspiração talvez este pequenino país tão distante possa ser um exemplo.





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