Indicadores de Desempenho Ambiental e Competitividade

Artigo completo no link: http://www.maisprojetos.com.br/bench/artigos/IDA.pdf O conflito de sustentabilidade dos sistemas econômico e natural em virtude da escassez dos recursos naturais e dos impactos ambientais resultantes do modelo de produção e consumo adotado no ultimo século, fez com que uma nova visão de desenvolvimento fosse criada, ou seja, o desenvolvimento sustentável. Uma rápida Panorâmica: Desenvolvimento Sustentável, é aquele desenvolvimento que atende às demandas da geração presente, sem comprometer as oportunidades das gerações futuras. (UNITED NATIONS, 1987) Tivemos a partir da segunda metade do século passado, uma série de movimentos globais debatendo a questão ambiental e sua interferência na economia dos países e na vida do cidadão. Como conseqüência deste debate global, ações diversas voltadas ao objetivo da sustentabilidade ambiental nos planos: global, (planeta como um todo), regional (estados, países, etc.) e local, (pontuais), que acabaram por definir e apresentar indicadores de desempenho ambiental para tais finalidades. É importante ressaltar a importância dos indicadores para entendimento, interpretação e ação, quer seja de âmbito global ou local. Podemos citar alguns deles que de alguma forma já são do conhecimento de grande parte da população. Em relação aos indicadores de interesse global, podemos citar o Tratado de Kyoto, um acordo mundial que gerou vários indicadores permitindo visualização e entendimento do desempenho ambiental do planeta em relação ao chamado aquecimento global, apresentou metas e prazos para ratificação e implementação. Enfim, neste caso, os indicadores exerceram um papel de fundamental importância para compreensão, elaboração, implementação e aferição. Citando exemplos de indicadores do interesse do cidadão das metrópoles brasileiras, destacamos os indicadores da qualidade do ar, das praias, rios e reservatórios e áreas contaminadas no estado de São Paulo fornecido pela CETESB. A PERCEPÇÃO DA VARIÁVEL AMBIENTAL SOB A ÓTICA DA GESTÃO Responder a problemática da harmonização dos objetivos sociais e econômicos do Desenvolvimento com gestão ecologicamente prudente dos recursos e do meio (Ignacy Sachs, 1981) Indicadores de Desempenho são entendidos como expressões quantitativas ou qualitativas que fornecem informações sobre determinadas variáveis e suas interrelações, ou seja, informações indispensáveis para processos de melhoria contínua nas empresas. Para a Construção de Indicadores, devemos estar atentos a alguns atributos que os mesmos devem conter, ou seja, devem assegurar: 1- Base Científica 2- Modelo Adequado 3- Temas prioritários 4- Compreensão e aceitabilidade 5- Sensibilidade adequada 6- Facilidade de monitoramento 7- Fontes de informação 8- Enfoque preventivo ou antecipatório 9- Trabalhar com valores discerníveis (padrões) 10- Periodicidade Adequada (coleta) 11- Conjunto de indicadores com função de aplicabilidade Uma das referências conceituais mais utilizadas para seleção de Indicadores de Desempenho Ambiental na empresa é a NBR ISO 14031 (ferramenta de gestão ambiental), onde se descrevem 2 categorias gerais de indicadores a serem considerados na condução da Avaliação de Desempenho Ambiental (ADA) que são: Indicador de Condição Ambiental (ICA) e Indicador de Desempenho Ambiental (IDA). O ICA (Indicador de Condição Ambiental) fornece informações sobre a qualidade do meio ambiente onde se localiza a empresa por meio da comparação com os padrões e regras ambientais estabelecidos pelas normas e dispositivos legais (Ex: Qualidade do Ar, da água, etc.). Já, o IDA (indicadores de Desempenho Ambiental) analisa a eficiência da empresa em relação a seus principais aspectos ambientais (Consumo de Energia, de matéria prima, de materiais e a geração de resíduos), sob o prisma (tipo) do Desempenho Operacional (IDO) informações relacionadas as operações do processo produtivo da empresa e Desempenho de Gestão (IDG), informações dos resultados dos esforços de gestão da empresa. A escolha dos Indicadores de Desempenho Operacional (IDO) contempla as entradas e saídas de materiais, fornecimento de insumos, projeto, instalação, operação e manutenção das instalações físicas e equipamentos. Já a escolha dos Indicadores de Desempenho Gerencial (IDG), afere o atendimento aos requisitos legais, utilização eficiente dos recursos, Treinamento de Equipes e investimento em programas ambientais. Conclusões: O desafio dos indicadores de desempenho ambiental é apontar os pontos críticos do sistema e definir parâmetros de resiliência (a capacidade do sistema se recompor) para aferição e tomadas de decisão fundamentadas em informações transparentes e consistentes com sua devida credibilidade e confiabilidade. Um bom indicador é mais que uma estatística. Ele representa uma construção lógico-conceitual que permite uma correta interpretação da realidade e dá subsídios para tomadas de decisão, sejam elas no âmbito das políticas públicas ou decisões gerenciais das empresas ou segmentos corporativos. Assim como a temperatura do nosso corpo é um indicador que já aprendemos a respeitar, o mesmo ocorre em relação aos indicadores de desempenho ambiental, que sob determinados parâmetros permitem Responder a problemática da harmonização dos objetivos sociais e econômicos do Desenvolvimento com gestão ecologicamente prudente dos recursos e do meio subsidiando escolhas que venham garantir a conquista e manutenção do tão sonhado desenvolvimento sustentável, aquele desenvolvimento que atende às demandas da geração presente, sem comprometer as oportunidades das gerações futuras. Bibliografia: Indicadores de Desempenho Ambiental da Indústria, FIESP UNITED NATIONS, 1987 Sachs, Ignacy, 1981 Martinez, Quiroba, 2003 Brundtland, 1991 Boxwell, Roberto J., Benchmarking, competir com vantagens Sites pesquisados: http://www.panda.org/news_facts/publications/general/livingplanet/about_lpr.cfm#EFn http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/04112004ids.shtm http://www.fiesp.com.br/download/publicacoes_meio_ambiente/cartilha_indic_ambiental.pdf http://www.maisprojetos.com.br/agenda/pesquisa.htm http://www.maisprojetos.com.br/bench/index.htm http://www.mct.gov.br/clima/quioto/protocol.htm http://www.cetesb.sp.gov.br/Solo/areas_contaminadas/relacao_areas.asp http://www.footprintnetwork.org/gfn_sub.php?content=footprint_overview http://www.abiquim.org.br/conteudo_print.asp?princ=atu&pag=prog Autor: (*) Marilena Lino de Almeida Lavorato, Publicitária (PUCC) , pós-graduada em Marketing (ESPM), Sociologia e Política (EPGSP/SP), Gestão Estratégica de Negócios (FGV), Gestão Ambiental (IETEC), Gestão Empresarial Estratégica (USP-cursando), Aluna especial da Faculdade de Saúde Pública (USP) Sistema de Informações Ambientais para o Desenvolvimento Sustentável. Tem publicado artigos técnico-científicos em revistas especializadas e de interesse geral. Atual Diretora Executiva da MAIS Projetos Corporativos (Gestão Sócioambiental), Coordenadora do GMGA - Grupo Multidisciplinar de Gestão Ambiental, Coordenadora do Núcleo de Estudos Adoção das Boas Práticas Ambientais nas Empresas e Instituições do Setor de Estudos Marketing e Relações Institucionais do Projeto BECE Bolsa Brasileira de Commodities Ambientais, Organizadora do Prêmio Benchmarking Ambiental Brasileiro, e colunista do Jornal do Meio Ambiente. Todas estas iniciativas são dinâmicas e fazem parte de um calendário cujo objetivo principal é a difusão e o incentivo à adoção das boas práticas ambientais nas empresas e instituições. Email: marilena@maisprojetos.com.br Site: www.maisprojetos.com.br

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    Mari Lino

    Mari Lino

    profissional de mkt e negócios, e gestora sócioambiental
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