Indicadores de clima nas organizações é fator importante para lideranças

Realização da pesquisa de clima organizacional é fundamental para área de Recursos Humanos

Cerca de 100 líderes empresariais que têm a inovação como estratégia de suas empresas foram entrevistados em 2015 pela Confederação Nacional das Indústrias. A resposta surpreendente do estudo é que 62% deles veem o nível de inovação no Brasil como baixo ou muito baixo. Entre os motivos surgem a falta de mão de obra qualificada, regulamentação exacerbada, escassez de incentivos e, especialmente, a falta de cultura de inovação. Diante dos impasses, surge um desafio ao departamento de Recursos Humanos das empresas que veem a inovação como um importante diferencial competitivo para geração de valor: a de criar ambientes favoráveis à inovação nas empresas.


Uma das ferramentas fundamentais para esse trabalho é a Pesquisa de Clima Organizacional, que tem como objetivo criar e manter um bom clima na empresa – o que não é um fator único, mas é fundamental para que a inovação se desenvolva. Para a consultora e professora na área de Gestão de Pessoas, Virginia Gherard, o monitoramento do clima organizacional é importante, inclusive, para a credibilidade do próprio departamento de Recursos Humanos, que deve buscar o equilíbrio entre iniciativas direcionadas às estratégias organizacionais e às necessidades dos funcionários.

Além disso, segundo ela, o monitoramento de clima é também ferramenta importante para o desenvolvimento de lideranças, à medida que os líderes passam a ter responsabilidade sobre as melhorias propostas na equipe. “É comum percebermos que, quando os empregados demonstram um baixo nível de satisfação em relação a sua liderança, outros fatores avaliados, como salário, benefícios, condições de trabalho, comunicação, interesse, realização no trabalho, integração e desenvolvimento/carreira, tendem a sofrer influência e podem ser percebidos mais negativamente”, explica.

Como fazer uma Pesquisa de Clima Organizacional

Primeiramente, a importância do monitoramento de clima deve também ser reconhecida pelos diretores e acionistas, que devem perceber que se trata de um investimento que traz geração de riqueza. Diante disso, surgem então os primeiros passos, sempre alinhados ao planejamento estratégico da empresa. É preciso prever, por exemplo, o planejamento e definição de indicadores a serem acompanhados e quais atributos devem ser analisados. Pesquisas via internet também são interessantes porque atingem rapidamente um grande número de pessoas e facilitam a tabulação de dados.

Para a consultora Virgínia Gherard, questões como cenário, fatos recentes e isolados tendem a influenciar a percepção e as respostas da pesquisa e, portanto, os participantes devem passar por uma preparação prévia afim de que possíveis desvios e tendências sejam reduzidos. Além disso, segundo ela, os questionários devem contemplar o público-alvo, a clareza e o nível de compreensão dos entrevistados. Termos difíceis ou que gerem dupla interpretação também devem ser evitados. A credibilidade do processo também passa por conscientizar os colaboradores que o fato de conhecer suas opiniões não significa que a empresa atenderá todas as expectativas. Por outro lado, a organização também tem que garantir o envolvimento das pessoas no plano de ação, visando a melhoria dos fatores indesejáveis e esclarecendo os motivos do que não será alterado.

O que fazer com os indicadores de clima?

Os indicadores obtidos na Pesquisa de Clima Organizacional devem direcionar os trabalhos, propor mudanças e vincular benefícios com metas. O resultado da pesquisa também deve ser divulgado amplamente e monitorado a cada seis meses. Essa comparação é fundamental para passar ao líder mudanças pontuais a serem trabalhadas para toda a empresa. Os ganhos da aplicação desse estudo passam pela diminuição do absenteísmo, melhorias no trabalho em equipe, valorização do trabalho das pessoas, diminuição do turnover, aumento da participação, clima inovador, mais produtividade, entre outros.

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