Importância estratégica na adoção de CSC em empresas de tecnologia: sucessos e insucessos

No segmento de tecnologia, cada vez mais os clientes estão exigindo custos menores, evolução tecnológica, serviços e produtos diferenciados e isto gera a necessidade constante dessas empresas em revisitar sua forma de negócio

O segmento de tecnologia tem ocupando a cada ano um destaque maior no desenvolvimento econômico do Brasil. De acordo estudo realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES – 2015) e em parceria com a International Data Corporation (IDC – 2015) a indústria brasileira de tecnologia está posicionada em 7º lugar no ranking mundial, com um investimento de US$ 60 bilhões, em 2014. Este estudo aponta que o Brasil está posicionado em 1º lugar no ranking de investimentos no setor de tecnologia na América Latina, com 46% desse mercado, composto por micro e pequenos negócios, com participação de 45,62% e 49,02%, respectivamente.

Neste cenário, com um mercado cada vez mais competitivo, as empresas do setor de tecnologia necessitam revisar como executam seus processos de apoio e suporte de forma a buscar uma melhor geração de valor para o resultado, principalmente menores custos, controles e medição de desempenho e ter foco no seu “core business” para maximizar seus resultados.

Uma alternativa para esta situação é a adoção dos Centros de Serviços Compartilhados com a essência de uma área de atividade-meio e suporte, que presta serviços para as unidades de negócio, permitindo o aumento da vantagem competitiva na cadeia de valor da empresa e consequentemente um menor custo de operação, controle e melhora em seu resultado operacional.

A criação de um Centro de Serviços Compartilhados pode ser semelhante a uma terceirização de serviços (outsourcing), ou seja, repassar os processos de apoio para uma unidade interna realizar os mesmos e não para uma empresa externa.

Implantado corretamente, o Centro de Serviços Compartilhados estabelece uma relação entre as unidades de negócio e a área meio/suporte de cliente/fornecedor, podendo utilizar índices de desempenho quantitativos para mensurar os níveis de serviços e também medição de desempenho e os seus resultados

Sucessos e Insucessos

Para o pleno sucesso do funcionamento do CSC temos que nos certificar que as características básicas do modelo devem estar presentes, por exemplo: unidade de serviços precisa ser semiautônoma não sendo subordinada as unidades de negócio da empresa, avaliação de resultados, atuar em conformidade com as melhores práticas e padronização, sistemas tecnológicos de suporte adequados e plano de comunicação constante.

Por melhor que tenham sido implantados o modelo CSC, podemos ter insucesso caso não haja um forte programa de gestão de mudança, a qual deve ser entendida aqui como um esforço integrado, envolvendo, principalmente a alta direção, todos os colaboradores e membros da equipe do projeto, influenciadores, gestores e usuários finais para preparar a alinhar a empresa para o processo de mudança.

A implantação de um CSC, realizada de forma correta e adequada as necessidades da empresa, permite a concentração de foco necessária, a redução de custos que os clientes demandam, facilidades de apoio as unidades de negócio, controle e possibilidade me mensurar o desempenho da organização com o objetivo de acrescentar valor à empresa.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ABES: Associação Brasileira das Empresas de Software. Disponível em: www.abessoftware.com.br

AFFONSO, Henrique José “Centro de Serviços Compartilhados: Impactos da Implantação do modelo na estratégia e na gestão de empresas do setor privado. ” (2010) Dissertação apresentada à FUMEC.

FUNDAÇÃO DOM CABRAL. Centro de Serviços Compartilhados: Conceitos e principais discussões da literatura, Prof. Samir Lótfi, 2012.

MAGALHÃES. C. apud AFFONSO, Henrique José, 2010. Passo para planejamento, estruturação, estratégia e processos de um Centro de Serviços Compartilhados. São Paulo: Conexões Educação Empresarial.2009.

PEREIRA, N. A. F. Impactos da implantação do centro de serviços compartilhados sobre sistemas de controles: estudo de caso. 2004, Dissertação (Mestrado em Administração) – Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba, 2004.

SILVA, E. D.; PEREIRA, N. A. F. Centro de serviços compartilhados e a gestão de vínculos: uma análise integrada. Revista Alcance, Itajaí, V. 11, n. 1, p. 49-64, jan./abr. 2004.

Sum, F., & Paula, I. (2011). Definição de diretrizes para o business case para implantação de um CSC. Recuperado em 20 de outubro de 2014.

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