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IMPLEMENTAÇÃO DA GESTÃO DO CONHECIMENTO NO ESCRITÓRIO JURÍDICO

A implementação da Gestão do Conhecimento é um programa que enfrenta difíceis barreiras dentro do escritório. Em primeiro lugar, conhecimento é um assunto complexo, que envolve uma grande dose de subjetividade. Em segundo, até que a gestão de conhecimento comece a contribuir para o trabalho dos advogados, todos no escritório têm que gastar um tempo extra com o assunto. Depois, e isso é o mais complicado, as pessoas pensam que após ter extraído seu conhecimento, a organização não vai mais precisar delas, e resistem a se envolver. Por isso, o programa deve começar com um objetivo específico e limitado, visando a diminuir o número de pessoas (e o volume da resistência) envolvidos, atingir o objetivo a curto prazo e conseguir um efeito de demonstração, que servirá para estender a amplitude de ação. Cássio Dreyfuss, vice-presidente e diretor de pesquisa para a América Latina do Gartner Group Brasil, sugere os passos de um projeto típico: 1. Identificar um problema: identificar um processo específico no qual administrar o conhecimento envolvido possa fazer a maior diferença; 2. Começar a mudança: sensibilizar o público-alvo para o projeto, sensibilizar toda a organização para a nova disciplina, projetar e iniciar o processo de gestão da mudança, que acompanha o projeto em todas as suas etapas até o final; 3. Mapear o conhecimento: usando metodologias e ferramentas de Tecnologia da Informação próprias, mapear o conhecimento. O mapa do conhecimento identifica todos os objetos de conhecimento envolvidos e seus relacionamentos (as coisas e as relações entre elas), criando uma taxonomia do conhecimento no domínio específico do problema. Esse mapa permite a criação da estrutura (vazia) de um repositório (base de dados) que receberá o conhecimento; 4. Criar o repositório de conhecimento: usando técnicas de interação e ferramentas de Tecnologia da Informação apropriadas, povoar o repositório com conhecimento específico. Essa é a parte mais delicada, pois consiste em extrair o conhecimento das pessoas; 5. Criar acesso: definir processos que levem as pessoas a capturar, organizar, armazenar, proteger e compartilhar o conhecimento como parte normal do seu processo de trabalho; 6. Medir o resultado: após o novo processo ter sido implantado (e absorvido), medir os novos resultados do processo, refletindo a contribuição da gestão de conhecimento. A importância da Gestão do Conhecimento Ao final, a Gestão do Conhecimento, apesar de seu nome, se refere a alguns aspectos básicos da administração de um escritório de advocacia, e é essencial para sua sobrevivência e crescimento. E, ao contrário do que se possa pensar, não é uma atividade restrita a escritórios de médio e grande porte. Pequenos escritórios podem não conseguir investir em caras infra-estruturas de Tecnologia da Informação ou empregar um profissional dedicado ao apoio de advogados nesse mister, mas o tamanho do escritório pode habilitar o gerenciamento de seu conhecimento baseado no compartilhamento entre seus membros e seu alojamento em pastas de seus sistemas-padrão de informática, por exemplo. Para os escritórios que pretenderem atravessar tempos de recessão na melhor forma possível, a manutenção de seus Sistemas de Gestão do Conhecimento pagará dividendos, tanto a curto, quanto a longo prazo.
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