Impeachment da Dilma: quem ganha e quem perde

Foi dada a largada rumo ao processo de impeachment da Presidenta Dilma Rousseff.

Na última quarta-feira (02/12), O Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), saiu de cima do pedido de instauração de processo de impeachment da Dilma protocolizado por um grupo de juristas capitaneados por Hélio Bicudo e autorizou a criação de comissão para discutir e votar sobre o referido pedido de abertura de processo.

Com isso, o governo Dilma Rousseff, que se vangloria de ter sido eleito democraticamente, porém à custa de promessas que não se concretizaram e se mostraram inverídicas logo após as urnas, sofreu mais uma derrota política e vê a ameaça de impedimento se tornar mais concreta com o apoio popular ao impeachment (excetuadas as linhas auxiliares do PT que atendem pelas siglas CUT, MST, MTST, UNE, dentre outras) e com o entusiasmo com que diversos setores empresariais receberam a notícia.

Agora, cabe aos diversos setores da sociedade analisar o cenário que se revela com a deflagração desse processo e identificar os prós e os contras dessa medida, a fim de determinar quem ganhará e quem perderá com a saída de Dilma.

De imediato, e considerando a atual conjuntura nacional, ceteris paribus, a saída de Dilma pelo processo de impeachment representará o esgotamento de um projeto de governo patrimonialista-assistencialista que se mostrou pernicioso ao desenvolvimento econômico-social do país no longo prazo.

Atualmente, vemos nosso país passar por um processo de recessão econômica, resultado de sucessivos escândalos de corrupção, ingerências e aparelhamentos da máquina pública e de políticas econômicas com efeitos de curto prazo e caráter eleitoreiro, como as políticas de estímulo ao consumismo e o Bolsa Família. Acrescente-se a isso a deterioração da educação pública básica e do Sistema Único de Saúde (SUS) e a falta de investimento maciço permanente nas áreas de ciência, tecnologia e infraestrutura, o que alavancou a perda de competitividade internacional do nosso país.

Diante dos fatos, a deflagração do processo de impeachment da Presidenta Dilma, mais do que um clamor popular que surgiu e ganhou envergadura com o aumento da inflação e do desemprego, com a retração do PIB e com a indignação com a corrupção que tomou de assalto o Estado brasileiro, representa uma nova chance de o país retomar o rumo do desenvolvimento e voltar a debater, planejar e implementar projetos e ações de longo prazo. Para tanto, a sociedade deve abandonar a apatia e participar ativamente das discussões em torno desse impeachment e do país que é desejado por todos doravante. Afinal de contas, nossa Constituição Federal deixa bem claro que todo o poder emana do povo e a este aquele deve servir.

Quanto aos que podem perder com a saída de Dilma e o PT do governo, fica a mensagem de que o Brasil não serve de cabide para alguns e de trampolim para outros que se aventuram e prosperam à custa da opressão do trabalhador, do estrangulamento das empresas e do uso da máquina pública em proveito próprio. Em outras palavras, chegou o momento de sacudir a árvore e remover os jabutis que impedem a pátria grande de se tornar uma grande pátria.

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!

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