Café com ADM
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Imaginem se o povo exigisse seus direitos e cumprissem seus deveres

Dois de janeiro, após longo período de greve os funcionários dos hospitais públicos, municipais, estaduais e federais voltaram ao trabalho. Uma longa fila de pacientes que se amontoam feitos ratos espera nas calçadas, pois os atendimentos apesar de marcados para às 7 horas ainda não começaram porque muitos médicos insatisfeitos com o valor do salário e ainda que baixo atrasados, ainda não chegaram. Os funcionários do hospital da mesma forma insatisfeitos atendem de má vontade esquecendo que são pagos por aqueles a quem tratam mal. A farmácia do hospital está vazias, as paredes quebradas, as condições de atendimento são péssimas. O ministro da saúde diz nos jornais que tudo está melhor do que no governo anterior, que o dinheiro já foi enviado mas que o governo estadual não fez nada. O secretário estadual de saúde diz que o governo não repassou a verba que os salários estão em dia e que a culpa é do município. O secretário municipal repete as palavras do secretário estadual alterando os níveis hierárquicos e culpa os municípios vizinhos, pois não possuem estruturas para atenderem seus pacientes. Com o quadro descrito acima obviamente nada mudará para todo o sempre. É preciso quebrar este status quo de não fazer a sua parte e colocar a culpa no outro, de torpor do povo, de impunidade. Mais as coisas começariam a mudar se o povo exigisse seus direitos e cumprissem seus deveres. No entanto não pensem que seria fácil, que bastaria elegermos por voto direto o diretor do hospital. Um quadro muito mais sério se desenha. Quem leu o artigo Primeiro de janeiro de um ano qualquer deve lembrar que lá criamos um Líder imaginário e perfeito que após um grande esforço conseguiu fazer com que os Brasileiros recuperassem seu amor próprio, seu orgulho de ser Brasileiro. Agora começa seu trabalho de mudança. Neste momento nosso líder está reunido com o diretor do hospital que reconhece todos os problemas, mas como sempre tenta colocar a culpa na estrutura. Nosso Líder pacientemente tenta explicar ao diretor que o papel dele implica na mudança de tudo aquilo e como resposta recebe um sorriso com ar de deboche. Nosso Líder firmemente explica se o diretor não quer fazer a parte dele ou é incompetente para tal deve entregar o cargo para que alguém possa assumir e começar as mudanças necessárias. Ao deixar o hospital o diretor encontra uma manifestação dos pacientes exigindo mudanças ou a saída do diretor. Apesar de acuado não teve maiores problemas para deixar o local. Ao chegar em casa, sua mulher e filhos o aguardavam muito preocupados, pois segundo ela seus colegas de trabalho exigiam que ela como mulher do diretor do hospital cobrasse dele as mudanças necessárias assim como ocorreu com os filhos nas escolas. À noite, as emissoras de televisão mostraram os mesmos protestos e manifestações de repúdio por todo o Brasil, a mesma pressão feita sobre o diretor daquele hospital estava sendo feita não só sobre os diretores de hospitais, mas também com os secretários municipais e estaduais de saúde, prefeitos e governadores, ministros e com o próprio presidente. Os meios de comunicação se juntaram ao povo exigindo mudanças, Os intelectuais, igrejas, ongs e associações de moradores exigiam mudanças por todo o pais. Nosso diretor não aceitou a pressão e entregou o cargo. O novo Diretor devido a sua grande experiência médica e administrativa, logo de início estabeleceu de tratar sua missão a frente daquele hospital e iniciou as reformas necessárias. Motivou aos funcionários, médicos e pacientes a serem parte da mudança. Colocou os salários em dia, capacitou seu pessoal para que eles pudessem realizar suas funções adequadamente, implementou os controles necessários, estocou a farmácia, estabeleceu metas para todos no hospital, transmitiu a cada um o que se esperava deles enquanto estivessem exercendo suas funções, fez uma grande reestruturação de forma que o hospital funcionasse de forma integrada com outros hospitais ao redor do mundo. Seu grande potencial de negociação e as pressões populares ajudaram a liberar as verbas necessárias juntos aos órgãos dos governos. Rapidamente as filas desapareceram e a notícia correu mundo. Pacientes de todos os municípios do estado, de todos os estados da federação correram para serem atendidos. Nosso Diretor juntamente com nosso Líder sabiam que não tinham estrutura para tal volume de atendimento e fizeram o que era necessário ser feito. Como não conseguiam ser atendidos no hospital daquele município a pressão sobre os governantes aumentou. Muitos diretores de hospital, secretários e até mesmo o ministro entregaram seus cargos por medo ou incompetência. Outros se juntaram ao nosso Diretor, utilizaram o trabalho dele como benchmark e fizeram suas partes naquele cenário de mudança. O povo percebendo às mudanças reduziam as pressões concentrando-as onde as mesmas ainda não haviam sido iniciadas. Em pouco tempo nossos profissionais puderam demonstrar suas tremendas capacidades de pesquisa e desenvolvimento produzindo vacinas e medicamentos que podiam ser utilizados ao redor do mundo para melhorar às condições de vida de povos que vivem em condições muito piores do vivíamos antes das mudanças. O governo federal comemora o salto que o Brasil deu no ranking de produtividade e do índice de qualidade de vida, mas todos sabemos que por trás desta mudança e de outras que ainda estão por vir está o povo preparado e guiado por Líder Honesto. O nosso Líder.
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