Imagem Pessoal, a pública e a privada, você sabe diferenciar?

O significado da sua comunicação é a resposta que ela elicia em alguém, independente se era essa a sua intenção. Você sabe contextualizar e usar a sua comunicação de forma assertiva na esfera pública e privada?

"O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso."

Mário Quintana

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A comunicação é um todo que engloba voz, gestos, postura corporal e vocabulário. Para existir comunicação deve haver um contexto, um emissor, um receptor e um canal de ligação entre os dois. Isso sem falar no objetivo dessa interação. Para quê alguém se comunica e se relaciona com alguém? É importante salientar que a responsabilidade sobre os resultados de uma comunicação cabe única e exclusivamente ao comunicador, ao emissor. Assim, o significado da sua comunicação é a resposta que ela elicia em alguém, independente se era essa a sua intenção.

Outro dos pressupostos da PNL diz que "É impossível Não se comunicar". No entanto, a maioria das pessoas acha que a comunicação só ocorre quando alguém se dirige a outro com esse propósito. Ledo engano. Para emitir comunicação basta estar vivo. Tudo o que você faz é comunicação, independente se você deseja realizar esta comunicação ou não.

Todos nós vivemos em dois universos, o privado e o público, nos quais nos comunicamos continuamente. Neste contexto, a frase de Mário Quintana não se aplica, pois, quem atribui significados à nossa comunicação são os outros, e aí eles têm muito a ver com isso, mas, com certeza, o problema ou a solução resultante é sempre nossa. Daí que o poeta tem mesmo razão.

Você sabe contextualizar e usar a sua comunicação de forma assertiva na esfera pública e privada?

A imagem pessoal é resultante de todo o composto da comunicação. Tomar consciência de cada parcela desta comunicação é fundamental para se trazer para si a maior parcela sobre o controle desta comunicação e dos resultados esperados. No artigo "Você sabe valorizar a sua imagem?" abordei o tema de uma maneira complementar ao que temos aqui. A imagem pessoal é como uma bola, possui, no mínimo, dois lados, dos inúmeros que podem ser percebidos. Vejamos esses dois:

PÚBLICA: Ao fazer parte de um grupo social, seja em ambientes formais ou informais, você está sujeito às regras desse grupo. Você pode até discordar dessas regras, mas será "julgado" pelos demais membros daquele grupo de acordo com elas. A vida pública significa a imagem que os demais fazem de nós. E, aí, eles têm muito a ver com isso! O que significa que há um padrão socialmente aceito que é, com as devidas diferenças culturais, mais ou menos universal. Dependendo do objetivo a que você se lança, dependendo de a quem você deseja influenciar, seu comportamento deve ser moldado levando em conta a cultura e os contextos em que tais interações se darão. Isso significa que você é influenciado pelo meio, em detrimento de como deseja que este o receba, avalie e aprove ou reprove. Os hábitos pessoais devem ser avaliados seriamente nestas circunstâncias. Sua conduta pública é, portanto, pautada por uma série de regrinhas, nem sempre explícitas. Na esfera pública é impossível não se comunicar, muito mais do que em qualquer lugar. E, o pior, quem define sobre a comunicação e seus significados nem sempre é um sujeito explícito, metafórica ou literalmente, conforme mencionado no artigo anterior.

PRIVADA: Refere-se às coisas que você pode fazer privativamente e não lhe trará nenhuma resposta indesejada. Você canta no banheiro sem (quase) nenhuma preocupação; você faz algumas coisas privativamente e sabe que não pode fazê-las em público. Um exemplo? Lembre-se das coisas que você não faria em público e que as faz quando está sozinho, quando "pensa" que ninguém está olhando. Muitas vezes a pessoa não tem consciência de sua comunicação não-verbal, mas sofre as consequências dela. Por isso a importância dos dois pressupostos mencionados. Para ilustrar melhor, pense numa pessoa que para relaxar "limpa o salão" (enfia o dedo no nariz). Os resultados pessoais podem ser de relaxamento e controle. Mas, por outro lado, do ponto de vista público, as consequências podem lhe ser danosas. Ou seja, o comportamento em si pode ser benéfico, mas dado o contexto, as consequências podem ser desastrosas.

O "quase" grifado sobre o cantar no banheiro demonstra que mesmo neste ambiente, na teoria, altamente privativo, na prática não o é tanto assim. Dependendo de onde se localiza sua casa e seu banheiro, os vizinhos têm acesso auditivo e, quem sabe?, até visual dessa sua intimidade. Um desses vizinhos pode ser exatamente aquela pessoa que definirá ou influenciará alguma decisão sobre a qual você possui grande interesse.

Quanto mais sua imagem fizer diferença para você, mais cuidado você deverá cuidar dela. Quanto mais exposição pública você tiver, mais você deve se preservar. Por isso muitas pessoas que atuam com grande exposição pública, gente da TV, da política, artistas, etc. note que as pessoas de maior credibilidade em seus meios têm muito cuidado em separar a vida privada da pública. Os exemplos nefastos de quem não sabe fazer isso são inúmeros. Portanto, cuide-se!

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