IA e os profissionais do futuro: como lidar com a instabilidade e a disrupção?

5 passos para tornar-se hoje o profissional do amanhã

Não é de hoje que o desenvolvimento tecnológico instiga a competição entre homem e máquina. Porém, se na primeira revolução industrial o homem perdeu lugar para a máquina a vapor, hoje o ser humano lida com a concorrência direta da Inteligência Artificial (IA). É comum vermos empresários de diversos ramos, comunicadores, figuras públicas, políticos, professores, estudantes, todos preocupados com o seu lugar no futuro do mercado de trabalho. Então, como lidar com um futuro profissional tão instável e disruptivo?

A boa notícia é que a resposta está mais próxima do que parece. Preste atenção à seguinte situação: certo profissional de publicidade cria um anúncio e seleciona um público personalizado para uma campanha no Facebook. Depois que a campanha começa a rodar, surgem os dados referentes ao seu desenvolvimento. Estas métricas dão ao profissional responsável um feedback sobre a audiência impactada e, só a partir daí, ele avalia os dados e decide se é adequado redirecionar o público ou migrar o anúncio do Feed para os Stories, por exemplo. Ou seja, não adianta ter os dados da IA nas mãos se você não tem um profissional competente para direcionar a melhor estratégia.

Esta é apenas uma das situações corriqueiras em que a IA, por si só, não gera resultados. Embora o mundo já esteja repleto de robôs e vários processos antes analógicos passem a ser dominados por IAs, diversos serviços básicos ainda necessitam das habilidades refinadas de pessoas reais, capazes de dialogar e atender, de maneira humana, os seres humanos. Se antes o ser humano lutava para aprender a controlar e a construir a máquina, hoje, entender os dados gerados a partir destas novas tecnologias e torna-se um de seus maiores desafios.

Confira abaixo 5 habilidades recomendadas para os profissionais do futuro:

1- Criatividade e leitura dos contextos reais

Ter uma boa compreensão de mundo, associada à criatividade e à capacidade de ler e interpretar dados é uma das características essenciais do profissional do futuro. É preciso estar atento para perceber que boa parte desse “futuro” já faz parte do presente. A Internet das Coisas, por exemplo, possibilita que vários objetos do cotidiano - desde eletrodomésticos simples até supercomputadores - forneçam uma visão detalhada dos processos em tempo real, mas não elimina os velhos ingredientes da criatividade e da capacidade de ler e interpretar os contextos reais.

2- Versatilidade

O ingrediente da versatilidade torna o profissional do futuro capaz de lidar com os ciclos de disrupção, e para desenvolver esta habilidade, o profissional deve estar disposto a aprender e a se reinventar. É muito provável que esse profissional venha a desempenhar mais de uma função dentro da sua área e até mesmo em áreas correlatas. Isso não diminui a necessidade de especialização, pelo contrário, mas significa que as funções estarão cada vez mais interligadas e interdependentes.

3 - Cooperatividade

O profissional do futuro deverá ser capaz de compartilhar o trabalho, não numa visão cega de setorização, mas dentro de um princípio de harmonia entre profissionais. O movimento do software livre, que se observa não só no Brasil como no mundo, já comprovou sua eficiência em trazer soluções robustas ao mercado. São profissionais de várias categorias que, via de regra voluntariamente, contribuem para o avanço da sociedade. Não trata-se apenas de um simples networking mas de uma autêntica disponibilidade em compartilhar de forma democrática e horizontal a tomada de decisões e a execução referentes aos produtos e serviços.

4- Letramento Digital

Hoje, situações que antes só aconteciam dentro do sistema offline foram transpostas para o universo digital, e basta uma rápida zapeada nas redes sociais para percebermos o quanto nosso cotidiano está repleto de relações que misturam relacionamentos on e offline. Sob esta perspectiva, o letramento digital permite que o profissional esteja habilitado a transitar entre as mais variadas linguagens e interfaces que permeiam esses dois universos cada vez menos distintos.

5- Ética

Os softwares são, em geral, escritos por pessoas para pessoas. Isto quer dizer que os programadores responsáveis pelo desenvolvimento do Facebook e Instagram, por exemplo, escreveram seus códigos pensando nas reações e desejos dos usuários. Ao influenciar o mundo offline, estes softwares precisam respeitar os princípios éticos e sociais vigentes em cada realidade. Por isso, saber construir uma tecnologia que não venha a ferir leis ou direitos é um dos compromissos éticos do profissional do futuro, compromisso este que começa nos fundamentos das leis estabelecidas e se estende até o compromisso ético com a vida das pessoas.

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