Home office ou não home office, eis a questão!
Home office ou não home office, eis a questão!

Home office ou não home office, eis a questão!

A união faz a força. E o home office faz o quê? Ao que tudo indica, desunião e baixos lucros para as empresas

O termo home office significa “escritório em casa”, geralmente praticado por trabalhadores independentes ou por algumas empresas que utilizam este sistema de trabalho caso seus funcionários não tenham necessidade ou não possam trabalhar no escritório da própria empresa. Mas, afinal de contas, para que serve esse tipo de sistema? Baixar os custos da empresa? Tornar os funcionários mais produtivos?

Talvez a melhor pessoa para responder a essas perguntas fosse Pep Guardiola, ex - técnico do Barcelona, que ganhou dezoito títulos em cinco anos e teve entre os seus jogadores Lionel Messi, escolhido o melhor do mundo por três anos consecutivos: 2010, 2011 e 2012. Então, será que Guardiola liberaria os seus jogadores para treinarem em casa e só se apresentarem no dia do jogo? Já imaginaram tal situação acontecendo nos times do Brasil?

A prática do home office começou nos Estados Unidos. No Brasil, já existe, apesar de muitas empresas não rotularem o serviço. Mas é um sistema de trabalho que está ganhando força, inclusive em órgãos públicos. Preparem-se!

São cada vez mais frequentes funcionários externos que dificilmente “colocam os pés” nas empresas. Mas não quer dizer que o conceito seja falho, só que esse benefício não pode ser atribuído a todos os departamentos de uma empresa nem a todos os funcionários.

A produtividade tem que ser levada em consideração na hora desses benefícios mais como forma de motivar e não como um direito adquirido do funcionário. Como diz o ditado, duas cabeças pensam melhor que uma e três melhor que duas. Então, um departamento de marketing junto pensa melhor que todo mundo trabalhando sozinho em casa.

Prova disso é que recentemente a CEO (Chief Executive Officer), ou simplesmente diretor geral, do Yahoo!, Marissa Mayer, ex- funcionária do Google, nomeada em julho de 2012, tomou uma atitude drástica na sua gestão. Acabou com o home office: a ordem é todos de volta à empresa. Um dos principais motivos dessa atitude foi o grande número de funcionários remotos que nunca pisavam na empresa e também pela desorganização de alguns setores como marketing e engenharia.

Os desafios de Marissa Mayer não são poucos, principalmente pelo que a empresa já foi. O Yahoo! entrou na bolsa em 1996 valendo US$ 1,4 milhão. Em 1999 estava valendo US$ 50 bilhões de dólares e hoje em dia vale em torno de US$ 18 bilhões. Alguns anos atrás a mesma recusou um pedido de compra pela Microsoft de 45 bilhões, quase o mesmo valor de 1999, mas foi recusado.

Agora cabe à nova CEO reerguer a empresa e torná-la o que já foi um dia. Mas pelos números ela está indo bem, até agora! Segundo informações retiradas da própria bolsa de valores eletrônica americana, Nasdaq, no dia da sua nomeação, 16/07/2012, as ações valiam US$ 15,65 e no dia 08/03/2013 estavam valendo US$ 22,90, ou seja, um ganho de mais de 30% em menos de um ano.

Prova de que a gestão de Marissa Mayer está sendo reconhecida é que a mesma acabou de embolsar um bônus de mais de US$ 1,12 milhão pelos trabalhos prestados de julho a dezembro de 2012, além de quadruplicar os lucros da empresa em relação ao ano anterior. Mas, apesar do bom começo, temos que dar tempo ao tempo e analisar daqui para a frente, até mesmo para sabermos como vai ficar a empresa depois dessa abrupta mudança.

Esse não é um caso isolado. A Best Buy, empresa do setor varejista americano, decidiu neste mês acabar com o programa ROWE ( Result Only Work Enviroment ou Ambiente de Trabalho Baseado Apenas em Resultados), que é um tipo de "home office".

Em tempos de crise, vale testar tudo ou quase tudo para aumentar a produtividade das empresas. E é provável que mais empresas tomem o mesmo caminho que o Yahoo! e Best Buy. Mas, antes que isso aconteça, é preciso que elas consigam ter êxito nas suas gestões e encontrem uma alternativa mais produtiva que o home office.


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