Grécia de novo: vitória do "não"... pagaremos?

A vitória do "não" na Grécia muda o rumo de sua economia?

Voltamos a falar de Grécia. O plebiscito foi vencido pelo "não" (não aceitar as condições impostas pelo FMI). Agora a Grécia caminha a beira do abismo e reza para não bater um vento forte e à levar de vez.

Os mercados acordaram tensos por volta do mundo. E não a toa, com uma dívida deste tamanho, a Grécia tem credores por toda a Europa e em boa parte da América.

Não há segredos. A Grécia tem uma dívida estratosférica e impagável. Para começar a recuperar-se, terá que economizar. Se trata de equação matemática, nada mais. Tsipras tem a intenção de renegociar os termos com o FMI, mas só o conseguirá se demonstrar responsabilidade, afinal, quem empresta para alguém que, já lhe deve, e que não deixará de gastar mais do que tem?

Pois bem, esse é o caminho. A Grécia seguirá por ele? não há como saber, contudo, se sim, Tsipras escolheu o caminho mais duro. É verdade que a jogada foi boa, ora, "é assim que o povo quer, não eu", uma pressão a mais para que o FMI e o banco central Europeu ceda. Entretanto, já que para renegociar, Tsipras terá de apresentar responsabilidade, traduzida em um bom plano financeiro, talvez fosse melhor já te-lo feito desde cedo.

Agora, se a intenção da Grécia é permanecer no caminho do "desajuste fiscal", não há muita esperança. Sairá da zona do Euro, prejudicando a Europa como um todo e minando seu score de crédito. Terá de se virar sozinha, ou seja, terá de "ajustar contas" a força, no entanto, de forma mais amarga e abrupta.

Poderá a Grécia "dar um jeitinho"? Poderíamos esquecer que entendemos um pouco de economia e "dar uma de criança": Por que a Grécia não imprime dinheiro? Acredito que no mundo moderno ninguém mais caia nessa armadilha, porém, após tantos anos de irresponsabilidade Grega, é de se considerar. O que aconteceria? Em abandono total, traçaria o caminho para uma crise sem precedentes, minando toda a estrutura produtiva de sua economia e deteriorando o poder de compra e qualidade de vida de seus cidadãos.

Portanto, e ai Grécia, o que vai ser?

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