Grandes ideias sobre economia

Neste artigo, estão contidos diversos pensamentos de economistas ao longo do tempo. Como a economia é feita sobre o que é pensado, você perceberá que tais pensamentos ajudam a compreender o mundo a nossa volta

Resolvi escrever este artigo, pois, a ciência econômica é construída sobre o que é pensado, e isto é o contrário do que ocorre nas ciências naturais. Então, aqui deixarei algumas das grandes ideias já deixadas por importantes economistas. Você verá que tais pensamentos nos ajudam a compreender melhor o que está acontecendo ao nosso redor no contexto econômico e até nos ajuda a pensar possíveis soluções.

Existe uma outra variedade da arte da aquisição que é comum e corretamente chamada de arte de ganhar dinheiro, e que na verdade tem sugerido a noção de que a riqueza e o poder não têm limites.” -Aristóteles, Política. O filósofo citado foi o primeiro pensador da atividade econômica e detestava a usura, ou a cobrança de juros sobre o dinheiro. Ganhar dinheiro sobre o dinheiro não era considerado natural, ele considerava tal ação perigosa e destrutiva devido à falta de limites na atividade. Obs.: Sim, eu sei é algo impensável em nossos dias, mas nos ajuda a refletir.

Uma coisa não deve ser vendida por mais do que seu preço justo.” -São Tomás de Aquino, Suma Teológica. Para justificar tal pensamento, Aquino baseou seus argumentos na autoridade moral, mais do que naquilo que poderia ser considerado hoje em dia como análise.

A especialização aumenta a produtividade e, como resultado, a produção aumenta acima do nível de subsistência.” e também “À medida que o governo se esforça para obter mais riqueza, ele aumenta os impostos. Isso no final arruinaria o Estado, pois as receitas de impostos diminuiriam, já que os cidadãos seriam desencorajados a trabalhar ou viver no país.” -Ibn Khaldun. Tais pensamentos não estão descritos em uma obra do autor, mas refletem uma síntese das reflexões do mesmo. Sinceramente, me fez pensar na atual situação do Brasil.

Nada é mais útil do que a água; mas ela não compra quase nada; quase nada pode ser trocado por ela. O diamante ao contrário, tem quase nenhum valor em uso; mas uma quantidade muito grande de outras mercadorias pode frequentemente ser trocada por ele.” - Adam Smith. A razão para tal pensamento estaria no suprimento e na demanda, isto é oferta e procura. Smith é bem conhecido por sua teoria da mão invisível, que diz sobre a existência de uma força que leva à busca do interesse próprio individual, de modo a contribuir para o bem comum. Cada indivíduo que persegue seu próprio interesse contribui para o maior bem-estar social. O interesse próprio e a ordem social então se reconciliam. A busca do interesse próprio individual se torna o motivo fundamental na política econômica.

Por mais difícil que possa parecer em casos individuais, a pobreza deve ser considerada vergonhosa.” -Thomas Malthus. Políticas para eliminar a pobreza por meio de subsídios do governo ou da caridade privada poderiam apenas tornar as coisas piores, de acordo com Malthus, já que o aumento do bem-estar dos extratos mais pobres da sociedade estimularia o crescimento da população, exarcerbando ainda mais os problemas de abastecimento. Malthus acreditava que, a menos que o crescimento da população pudesse ser controlado, a pobreza jamais seria erradicada.

Se um homem tem sete garrafas de água, a utilidade de uma garrafa em particular é menor para ele do que se ele tivesse apenas uma garrafa disponível. Porém, a utilidade marginal por diamantes diminui em uma taxa muito menor, pois sua oferta é limitada, mas a procura é alta. Assim, os diamantes carregam um valor monetário maior do que a água, mesmo que a água seja mais útil.” - Carl Menger. Este pensamento explica bem o de Adam Smith explanado acima, isso ocorre pois, nos tempos de Smith não era conhecido a definição de utilidade marginal dos bens.

O aumento do gasto governamental, se financiado com tributação, reduziria a renda privada disponível, levando a níveis mais baixos de poupança e consumo, e cortaria investimentos.” -Milton Friedman. Influente proponente das teorias monetaristas, Friedman é um dos economistas mais conceitados do século XX, recebeu o Nobel em economia no ano de 1976 e quanto ao pensamento citado, acho que nem precisa explicação e cá entre nós também me lembra muito a situação do Brasil atual.

Quero também falar sobre a Teoria da escolha pública, criada por James Buchanam, economista americano, também Nobel em economia no ano de 1986. Essa teoria rejeita a ideia de que os políticos e as autoridades políticas podem ser ou não motivados pelo comportamento de aumentar o bem-estar social da coletividade. A motivação primária deles é a reeleição, o aumento do poder político e a exploração das oportunidades econômicas. Assim, existe a tendência voltada para a manutenção e o aumento do tamanho do governo. Obs.: Não poderia haver teoria mais correta, não é mesmo?

Portanto, encerro com um pensamento de Adam Smith que diz: Os seres humanos sentem uma espécie de ansiedade diante do inesperado e do desconhecido, e se contentam com o que é familiar. Assim, nós tentamos classificar e categorizar o mundo de modo que tudo isso faça sentido. A finalidade da teorização é encontrar ordenamento para este rebuliço. Isso é o mais necessário e dificil, pois o objeto de estudo neste caso (economia capitalista) não é estático, mas dinâmico, o que significa que as regras que governaram sua operação em um período de tempo talvez não estejam mais ativas, e outras regularidades podem ter tomado seu lugar. Qualquer teoria econômica deve ser considerada dentro de seu contexto histórico.

ExibirMinimizar
Digital