Grandes empresas brasileiras investem pouco em inovação

Entenda

Em 2015, uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrava que apenas 37,5% das grandes empresas investiram mais de 5% de seu orçamento em inovação. A pesquisa apontava também que as entre as grandes corporações, 10% investiram entre 3% e 5%, enquanto 27,5% destinaram entre 1% e 3%.

O levantamento destacava ainda que 60% dos líderes empresariais, que comandam negócios inovadores, consideraram que o grau de inovação no Brasil deixava a desejar.

Sabemos da importância da inovação para a competitividade e sobrevivência das empresas no mercado global e da necessidade de criar ambientes favoráveis a negócios inovadores no Brasil, mas é preciso que a maioria dos empresários seja sensibilizada para isso e adote a inovação como estratégia em seus negócios.

A inovação é o principal meio para que as empresas possam obter resultados positivos e crescerem mesmo em tempo de crise, como o atual.

Torna-se necessário valorizar a proatividade, a criatividade e as habilidades dos colaboradores, mas isso só é possível com a criação de ambientes inovativos nas empresas.

Criar esses ambientes implica em pensar diferente e fazer diferente. Quebrar paradigmas.

Inovação não é prerrogativa ou atribuição de um departamento ou seção da empresa. Ela deve ser uma atitude colaborativa global, ocorrendo sistêmica e continuamente em todos os setores da empresa.

Nos ambientes ditos inovativos há participação de todos e as ideias são consideradas, avaliadas e priorizadas para que sejam atingidos os objetivos de competitividade e excelência.

Clientes e fornecedores principais também devem ser convidados a participar das discussões, pois eles têm uma enorme parcela de contribuições a oferecer para agregar mais valores aos produtos, serviços e processos.

O país só vencerá a crise e crescerá com a participação efetiva de suas empresas. Para isso, elas têm como desafio melhorar a qualidade e o custo dos bens produzidos e serviços prestados, tornando-os competitivos nos mercados interno e global.

Fazer isso só se torna possível com inovação.

Não adianta querer se sustentar e crescer baseado apenas nas medidas de proteção advindas do governo. As ações de mudança de comportamento devem partir das empresas.

Inovação só se torna possível e eficaz se precedida por atitudes empreendedoras e planejamento estratégico. Sem isso, o risco é grande e não pode ser mitigado.

Não existe fórmula mágica nem receita universal. Cada caso é um caso e deve ser tratado como tal. Nada que implique em mudanças radicais. Investimentos anteriores devem ser preservados, mas precisam ser avaliados e adequados às novas situações.

A gestão da inovação na empresa e seu alinhamento com a estratégia organizacional é um diferencial competitivo de grande significado.

É preciso adotar uma visão sistêmica sobre a gestão da inovação, para que as empresas gerem valor a seus produtos, serviços e processos, trazendo como consequências os benefícios que irão atender os colaboradores, parceiros, fornecedores, usuários e clientes.

A partir desta perspectiva, tratar a inovação de forma sistêmica e contínua, como um processo é a abordagem mais adequada para uma eficaz estratégia empresarial.

Novamente insisto: Comece pela adoção de uma atitude empreendedora, quebrando paradigmas, planeje estrategicamente e inove sistematicamente. Nessa ordem.

A criação de um ambiente inovativo na empresa é consequência dessa tríade. Atitude-Planejamento-Inovação.

Outra questão importante é que as grandes empresas devem sensibilizar e estimular sua cadeia de fornecedores a inovarem também.

Existem diversos modelos e ferramentas para que a inovação seja implementada com sucesso nas empresas. Não me prendo a nenhuma delas especificamente, mas posso garantir que sem elas, qualquer que sejam, fica difícil realizar essa transformação.

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