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Graduação e Inovação

A formação universitária tem sofrido mudanças rápidas com as novas demandas do mundo do trabalho. As graduações são oferecidas cada vez mais focadas, com saídas modulares intermediárias, num processo de aproximação permanente com o mercado exigente de novas características profissionais. Os cursos superiores de tecnologia vêm apresentando uma grande capacidade de encaixe a essa nova realidade do ensino superior. Oferecidos num tempo mais objetivo que as graduações tradicionais, os cursos de tecnologia têm proporcionado grandes possibilidades de formação acadêmica, com baixo custo e elevada aderência às demandas das empresas. Isso fez com que essa modalidade de graduação tivesse elevada procura e crescimento, nos últimos cinco anos. Dados do MEC mostram que a Educação Tecnológica cresceu dez vezes entre os anos de 1999 e 2004. As Faculdades de Tecnologia e os Centros de Educação Tecnológica ofereceram 74 cursos em 1999. Em 2004 esse número se elevou para 758, conforme o INEP. As Faculdades os Centros de Educação Tecnológica, apesar de significarem apenas 7,4% do total de instituições de ensino superior do sistema acadêmico brasileiro, foram os que apresentaram o maior crescimento na oferta de cursos dentre todos os tipos de organizações acadêmicas, alcançando uma elevação de 53,1% no ano de 2004. No ano de 1999, o Censo da Educação Superior registrou 16 instituições que ofereciam graduação tecnológica, todas públicas. Em 2002, o número já chegava a 53. No ano de 2004 totalizaram 144 instituições, o que indica um crescimento de 800% nesses 5 anos. A rede de ensino superior mais antenada a essas novas necessidades do mundo acadêmico é a particular. Assim, as instituições privadas vêm liderando a oferta de novos cursos de tecnologia no ensino superior. Conforme o INEP, do total de cursos tecnológicos brasileiros em 2002, 23% eram federais, 9% estaduais, 2% municipais e 66% foram ministrados em instituições da rede particular de ensino superior. Esses resultados foram confirmados no Censo de 2004. As empresas e as organizações profissionais devem estar preparadas para lidar e trabalhar com esse enorme conjunto de novos graduados, afinados com demandas específicas do mercado. O apego aos velhos modelos e o desconhecimento desse fenômeno tecnológico de formação universitária pode levar a perdas organizacionais de talentos humanos irreparáveis, num ambiente empresarial competitivo, onde as novas habilidades e competências são grandemente valorizadas.
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