Café com ADM
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Graduação e Estímulo

As exigências das organizações e do mundo do trabalho por profissionais com formação superior têm provocado alterações significativas no quadro de matrículas das faculdades e universidades brasileiras. O perfil do aluno universitário tem se modificado com o ingresso de grande contingente de pessoas em busca de uma formação acadêmica e de um incremento em suas formações. Alavancar suas carreiras e acrescentar um diferencial no ambiente profissional são buscas de quem pretende se posicionar bem no mundo das corporações. Dados do Censo da Educação Superior - ano 2004 indicam que apenas aproximadamente 60% dos alunos ingressantes nas faculdades estão com idade dos 18 aos 24 anos. Novos universitários com idade maior que 24 anos totalizam, na média, 40% no País, apesar das distorções entre as Regiões do Brasil. Esse fenômeno - de matriculados fora da faixa etária considerada correta pelas autoridades do MEC - está trazendo novos ingredientes à vida acadêmica, dada a experiência de vida e a prática profissional de grande parcela dos universitários atualmente nas salas de aula. A oferta de vagas na rede particular e a adequação dos cursos universitários ao cotidiano dos estudantes são elementos impulsionadores desse fenômeno de inclusão dos alunos mais maduros na vida universitária. Cursos mais objetivos, focados e afinados com o mercado têm também fomentado essa valiosa motivação por estudar, em graduações universitárias mais dinâmicas e ágeis. A maior limitação ao amplo ingresso desses novos estudantes, com idade acima dos 24 anos, é a pouca capacidade econômica de arcarem com esses estudos nas faculdades. Números de pesquisas da educação superior brasileira, fornecidos pelo Inep/MEC, mostram que, aproximadamente 74% dos ingressantes das faculdades possuem renda familiar de até 10 salários mínimos. Porém, entre os concluintes, essa faixa de renda passa a ser de 64,6%. Esses dados são mais significantes quando se verifica que os estudantes com renda familiar acima de 10 salários mínimos são quase 26% dos ingressantes e representam 36,4% dos alunos concluintes dos cursos. A oportuna ação do governo em apoio aos estudantes universitários, sobretudo os que estão ingressando, com fomentos e estímulos financeiros para estudarem, é de grande importância neste momento de enorme esforço discente por aprimoramento, desenvolvimento e capacitação. Essas mudanças no meio acadêmico são bem vindas. Certamente propiciarão valiosos ciclos virtuosos nas organizações, com melhorias produtivas, profissionais e sociais para todos.
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