Governança Corporativa: o papel do Gestor Financeiro no crescimento interno das empresas

A implementação de princípios de Governança Corporativa nas empresas familiares, entre eles os valores básicos de transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa não raramente vai de encontro ao modelo clássico de gestão familiar, em que o chefe da família costuma centralizar informações e decisões, não permitindo que nem mesmo seus familiares e colaboradores de confiança tenham acesso a passos estratégicos a serem tomados.

Hoje vamos falar um pouco sobre um tema que as micro e pequenas empresas, principalmente aquelas de composição familiar, tem dado pouca importância: a Governança Corporativa. Segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), “Governança corporativa é o sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle e demais partes interessadas”.
Portanto, a implementação de princípios de Governança Corporativa nas empresas familiares, entre eles os valores básicos de transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa não raramente vai de encontro ao modelo clássico de gestão familiar, em que o chefe da família costuma centralizar informações e decisões, não permitindo que nem mesmo seus familiares e colaboradores de confiança tenham acesso a passos estratégicos a serem tomados.
O Gestor Financeiro, nesse contexto, possui papel essencial. Por cuidar das Finanças da organização como um todo, deve atuar sempre pautado pela transparência e pela contínua prestação de contas. Seu trabalho é, assim, uma mola propulsora dos princípios de Governança Corporativa dentro das empresas, já que o Gestor Financeiro invariavelmente dialoga com todos os departamentos e, consequentemente, troca informações preciosas para o crescimento interno da organização. Abre-se, portanto, o caminho para a implementação dos princípios da Governança Corporativa.
No caso das micro e pequenas empresas, principalmente aquelas de características familiares, esse quadro se potencializa, uma vez que a circulação de dados e informações tende a ser mais restrita. Com muito diálogo, liderança e compreensão, o Gestor Financeiro tem em mãos as ferramentas para tornar esse rígido cenário mais transparente e flexível, uma vez que a gestão dos recursos financeiros da empresa acaba por influenciar nos rumos da organização.

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    Fernando Hungaro

    Fernando Hungaro

    Administrador de Empresas na Ecopontes / Co Founder e Consultor Empresarial na MindConnect. Professor da Toledo Prudente Centro Universitário em disciplinas de Finanças. Mestrando em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional pela Unoeste - Universidade do Oeste Paulista

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