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Governança Corporativa I

Lato sensu, Governança Corporativa doravante referenciada apenas por GC, ao longo deste artigo abrange os assuntos relativos ao poder de controle e direção de uma organização, bem como às diferentes formas e esferas de seu exercício e aos diversos interesses que, de alguma forma, estão ligados à vida organizacional. A expressão refere-se ao sistema pelo qual as organizações principalmente as empresas são dirigidas e monitoradas, envolvendo no caso de sociedades empresariais os relacionamentos entre Acionistas/Cotistas, Conselho de Administração, Diretoria, Auditoria independente e Conselho Fiscal. Historicamente ligada ao mercado acionário, GC é potencialmente útil para minimizar a assimetria de informações, preservando os sócios minoritários e desconcentrando o capital, além de favorecer a minimização de conflitos de interesses na organização. Não obstante ter suas raízes em solo do mercado acionário, GC tem suscitado, ao redor do mundo, interesse crescente por parte de empresas de todos os segmentos, bem como de organizações governamentais e não-governamentais. No terreno da tradicional teoria econômica, a Governança Corporativa floresce como instrumento adicional para se lidar com o conflito de agência
, fenômeno que se verifica quando a gestão organizacional não é exercida diretamente pelos propietários. A teoria da agência

aborda precisamente a situação em que o titular da propriedade cognominado principal delega a terceiros o agente

a gestão da propriedade. Uma vez que os interesses de ambos principal e agente nem sempre estão alinhados, surgem os chamados conflitos de agência. O que se busca, pois, são mecanismos que permitam conformar o comportamento dos executivos com o interesse dos proprietários. Nessa perspectiva, as boas práticas de GC permitem aos proprietários manter o controle estratégico da organização e o acompanhamento de perto das ações da Direção Executiva. O tema, apesar de cediço, ganhou maior visibilidade nos últimos tempos devido a escândalos como os ocorridos com

Enron, Tyco, Worldcom, Barings e Parmalat, no exterior, e com o Banco Santos, no Brasil. Outros aspectos de Governança Corporativa serão abordados em artigos subseqüentes. Até a próxima.
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