Gestão na saúde pública

Perspectiva a cerca da gestão da saúde pública no Brasil e o SUS.


Contemporaneamente, muito tem se discutido a respeito das Políticas de Saúde Pública. De fato, o Brasil, embora, tenha se individualizado em parte frente aos demais países, por outro lado, ainda, ostenta uma pequena parcela influenciada pela nação norte americana, pode-se verificar tal influência quando tratamos de crescimento versus desenvolvimento. Esse contraste se aplica também no setor da saúde. Entretanto, a implantação do SUS (Sistema Único de Saúde) pela Constituição Federal de 1988 e regulamentadopelas Leis n.º 8080/90 (Lei Orgânica da Saúde) e nº 8.142/90, com a finalidade de alterar a situação de desigualdade na assistência à Saúde da população, nos revela que, mesmo a passos lentos, o país, no caso o Brasil, dota de um avanço democrático, de fato, reconhecido.

Vale ressaltar, que foi através do princípio de descentralização que a reponsabilidade foi transferida aos municípios. Em teoria cabia aos municípios aproximar-se de seus cidadãos e resolver, claramente, de forma eficiente as questões referentes à saúde pública, porém a promissora reforma sanitária deparou-se com um novo problema, afinal, já que cada município teria autonomia para suas problemáticas a necessidade de uma padronização foi quase que extinta. Além disso, sabemos a eficiência organizacional está diretamente relacionada com as gerencias que englobam a própria organização, não dependendo exclusivamente dos serviços médicos de qualidade. Nota-se, portanto, uma relação de interdependência. Ainda, pode-se perceber que como toda organização as organizações de saúde, assim como as que utilizam o SUS, passaram por mudanças com o tempo, a mais sentida é o seufoco, visto que, antigamente, a gerencia estava mais preocupada com a relação dos custos, enquanto, hoje, o marketing, principalmente das organizações de saúde privada, vem ganhando força. Vide as constantes propagandas de prevenções sexuais, chamadas para vacinação, avisos ao final de propagandas farmacêuticas entre outros.

Mediante aos avanços do SUS não podemos deixar de notar, ainda, seus desafios, um deles citado na reportagem acima está relacionado a ampliação do financiamento da saúde. O artigo de Faveret, A. C. S. C (2003), quantifica que em 2000 o gasto público em saúde representou 3,7% do PIB, isso equivale a R$216,99 por habitante ao ano.

Nessa perspectiva, revela-se o quão baixo está o nível de saúde da população brasileira, que em sua grande maioria depende do Sistema único de saúde. Dessa forma, os três princípios doutrinários do SUS, sendo eles a universalidade, a integralidade e a equidade tornam-se conceitos de difícil alcance, pois não conseguem ser aplicadas por completo devido a falta de recursos e gestão ineficiente, ineficaz e não efetiva. A saúde pública não deve mais ser posta em segundo plano ou considerada importante em períodos eleitorais, enquanto isso ela é vista para fins mercadológicos no setor privado atraindo pessoas que poderiam obter o que lhe é de direito por um preço mensal.

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    Esthefani Agapito

    Esthefani Agapito

    Graduanda em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense é também apaixonada por assuntos de empreendedorismo e ações fomentadoras da economia brasileira e mundial.
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