Gestão do Ralo

Caros amigos,

Antes que alguém se pergunte se a palavra utilizada no título está correta, sim, o verbete é esse mesmo, "ralo". O que para muitas pessoas é simplesmente o local onde descartamos as sujeiras de nossas residências pode também ser utilizado no mundo corporativo. Mas como?

Todos nós já trabalhamos, em uma única companhia que seja, em locais onde o termo-titulo pode ser empregado. Exemplo: um contrato fechado com algum fornecedor que seja por um período maior do que a companhia estrategicamente desejava, com preços acima do esperado (e que poderiam ser melhor negociados facilmente). No caso da empresa pouco a pouco já estar cancelando os serviços deste fornecedor, e novamente um acordo é realizado, toda aquela tendência que já estava desenhada na empresa é congelada, fazendo os custos subirem de forma desnecessária. Ou seja, dinheiro jogado fora - indo pelo ralo.

Outro caso, e clássico até: reuniões que envolvem vários setores da corporação, poucos falam, e a conversa envolve efetivamente apenas os que tomaram a palavra para si. E, sem esquecer, o tempo da reunião mais parece o de uma sessão de cinema - horas dispendidas sem a menor necessidade. Tempo valioso (e isso nos tempos atuais é fundamental) que deveria ser empregado em novos projetos é destinado ao nosso ralo.

Uma terceira situação envolve determinado projeto tecnológico realizado por, por exemplo, um ano e meio e, quando todo o planejamento fica concluído e o projeto, em momento de plena implementação, já nasce obsoleto. A tecnologia atual, como todos nós, Administradores, sabemos que evolui de forma assustadora. Algo que jamais deve ser feito é criar um projeto nessa área e desenvolvê-lo a partir de uma data fixa, sem qualquer modernização / adaptação do mesmo a novas evoluções externas lançadas no meio do estudo. O que configura um outro exemplo de tempo e recursos destinados... ao ralo!

É claro que existem muitos outros exemplos de quaisquer modalidades de recursos que são literalmente descartados, sem quaisquer contestação. Mas estamos em um mercado cada vez mais concorrido e veloz, onde o tempo e recursos perdidos podem ser fatais com o futuro das empresas.

Em tempos antigos, onde a comunicação era feita de forma até lenta, as mudanças ocorriam de forma bem mais lenta, ao contrário de hoje, onde podemos acessar, por exemplo, um site de notícias da Austrália em poucos segundos (mesmo a distância entre Brasil e Austrália sendo maior que 10.000 Km). O que nos ilustra que não estamos mais no tempo de ficarmos amarrados a antigos paradigmas e valores, apenas executando as tarefas diárias e ponto. Faz-se necessária atenção diária aos novos acontecimentos (de onde quer que seja) para não ser pegos no contrapé - perder para nosso tão famigerado... ralo!!

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