Gestão de pessoas em tempo de crise

Não é novidade para ninguém que o país atravessa problemas econômicos, influenciados pela politica econômica do governo. Essa crise, como não podia ser diferente, atinge as vendas, a produção, o volume de dinheiro, as taxas de juros e o emprego. Mas considerando que muitas empresas serão afetadas pelo problema o que fazer internamente para manter o equilíbrio, a produtividade e o comprometimento do colaborador?Quando seu salário sofre atrasos ou mesmo diante da perda de um ou outro benefício? Acreditamos que a omissão e a falta de comunicação apenas promoverá o agravamento do clima organizacional, para tanto nossa sugestão é o dialogo, a comunicação, se não constante ao menos periódica entre gestores e colaboradores, visando com isso uniformizar a informação, as dificuldades que serão atravessadas e pulverização das estratégias adotadas para enfrentar o problema

Não é novidade para ninguém que o país atravessa uma crise econômica desafiadora nos mundo dos negócios gerada devido ações do governo central na esteira economica, ora subsidiando produtos e serviços, ora deixando de cobrar impostos, ora não autorizando os aumentos dos concessionários. As previsões dos indicadores econômicos para 2015 não poderiam ser piores o PIB ficará inferior a 1,0%, a inflação ameaça a casa dos dois dígitos, como amuito não se via, a taxa SELIC chegou ao seu teto mais de 14%, tanto que na última reunião do conselho monetário ficou certo que não há mais como aumentar a taxa, o dólar certamente continuará oscilando e não ficará abaixo da casa dos R$ 3,90, com isso teremos baixa nas vendas, as indústrias diminuiram a produtividade e toda a cadeia econômica foi severamente afetada.

Até mesmo as grandes empresas e os bancos que divulgam lucros bilionários nos primeiros meses do ano não foram aqueles os projetados no exercício anterior o que certamente gera desconforto para os acionistas e pode acarretar em redução de custos, principalmente nessas grandes corporações, isso significa corte de postos de trabalhos e diminuição no volume de investimentos.

Pois bem, se está difícil para as grandes imaginemos a situação das médias e pequenas empresas, que labutam no sentido de gerar receita e conseguir suportar os encargos fiscais, a concorrência, a falta de investimentos e incentivos do governo. É uma luta insólita de cada empregador que com a proporção desta crise pode ser levado à beira da falência. Diante deste cenário e com o fluxo de caixa afetado ou infectado, resta muitas vezes definir uma estratégia com objetivo de manter os pagamentos de fornecedores em dia e assim dar manutenção para a produção,visando a sustentação do negócio para não perder contratos, ampliar vendas (geralmente reduzindo preços), pagar salários e os benefícios com seus reflexos, encargos trabalhistas e sociais além dos demais tributos relativos à sua atividade. De fato é uma verdadeira odisseia.

Neste sentido, muitas vezes os pagamentos de salários e benefícios dos colaboradores são impactados. Algumas empresas atrasam os créditos, outras cortam benefícios e com a desaceleração dos negócios e da produção chegam a demitir funcionários sem honrar os pagamentos das rescisões.

O importante é agir antes de chegar a este ponto, se a executiva e os gestores estão cientes da situação financeira da empresa e já montaram um plano de ação para suportar a crise, devem, por uma questão de boas praticas, levar ao conhecimento dos seus colaboradores a real situação financeira da empresa e o que está sendo feito para que a empresa consiga passar por essa turbulência com menor impacto possível na sua estrutura e no seu caixa. Não obstante a tudo isso, o risco maior será permitir que as equipes sejam atingidas e não tenham prévioconhecimento do que está de fato ocorrendo, neste cenário as tais conversas de corredores, fofocas e os “achismos” pulverizados, certamente acarretarão na falta de comprometimento, alto índice de absenteísmo, insatisfação e perda de colaboradores estratégicos que muitas vezes nem trocam de emprego, apenas resolvem sair da empresa, como forma de repudio. A comunicação constante da situação dos ganhos e das perdas de cada ação tomada, podem até não resolver o problema de vez, mas certamente irá gerar verossimilhança entre líder e liderados e com isso juntos numa única corrente, devidamente integrada com a realidade, trabalharem no sentido de buscar metodologias, reduções de despesas, redefinições de processos e fluxos que vissem colaborar para que a empresa consiga se sustentar nesse período, digamos, de tempestade, com expectativa de que haverá bonança, mas com a certeza de que não faltará comunicação

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