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Gestão da rede franqueadora: terceirizar ou gerenciar com equipe própria

Muito se comentou sobre a terceirização no mundo dos negócios e o que já foi uma tendência, se tornou realidade amplamente difundida e aceita. Porém, o que precisa ser discutido e refletido refere-se aos resultados que determinados tipos de estratégias e/ou decisões empresariais trazem para o seu negócio. Em algumas empresas, não se cogita a hipótese de terceirizar parte ou uma atividade integral pois não combina com seus valores ou princípios organizacionais. A decisão para esse tipo de empresa significa deixar de ter controle absoluto sobre um processo (ou parte dele). Isso não é absolutamente verdade, mas em marketing e na vida, a realidade não existe, o que existe é a percepção e acaba se tornando verdade. Temos prestado suporte à gestão de diversas redes de franquias nos últimos anos, além de elaborarmos a estratégia de canais de distribuição, mas percebemos que a terceirização só funciona efetivamente quando existe uma total integração entre a empresa, sua equipe e nós. E essa integração depende principalmente da empresa que está coordenando esse processo (no caso nós) e que precisa assimilar definitivamente o DNA (identidade genética) de seu cliente, precisa conhecer seus valores, cultura empresarial, princípios corporativos, enfim, fazer parte efetiva do negócio. Somente assim, a confiança é conquistada, pois atrelado às competências técnicas que são compradas pelo cliente (condição primordial), o relacionamento, como citou Philip Kotler (livro: Marketing de A a Z), é fundamental para fazer fluir todo o trabalho, de maneira harmoniosa e menos conflitante. Além disso, a visão externa de profissionais tecnicamente capacitados ajuda na renovação do oxigênio corporativo e se bem dosado, leva as pessoas envolvidas no projeto a uma busca por melhores resultados, uso de ferramentas gerenciais mais modernas e efetivas, enfim, uma melhoria contínua. A discussão é muito parecida com o dilema de empresas familiares, pois sabemos dos desafios existentes nesse tipo de relação, mas a nossa visão é que se há competência nas pessoas que compõem a família, não há o menor problema em integrar o quadro de colaboradores dessa empresa. Voltamos às questões-chave, competência e respeito aos valores organizacionais. É isso que temos praticado no nosso dia a dia, nas mais diversas redes de franquias que apoiamos a gestão, em muitos casos somos o próprio departamento de franquias, responsáveis pela prospecção e seleção de franqueados, pela implantação de Franquias e pela gestão propriamente dita, envolvendo a consultoria de campo, suporte aos franqueados, programas de capacitação, controles gerenciais, avaliação de resultados, fundo de marketing, conselho de franqueados e etc. Portanto, independente do que pode ou não ser terceirizado, é importante integrar competência com respeito aos valores e cultura da empresa e isso só se consegue se a empresa responsável pela terceirização contar com um time que atue no dia a dia muito alinhado com esse pensamento.
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