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GESTÃO DA INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO APLICADOS AO AGRONEGÓCIO

A globalização da economia, fenômeno que derruba fronteiras e define uma nova ordem para a gestão dos negócios em todos os segmentos, impondo aos agronegócios brasileiro, uma revisão completa de suas práticas e conceitos. Entender a fazenda apenas como um modelo fornecedor de matéria prima, desconectada dos outros momentos de transformação, não cabe mais. É imperativo adquirir a visão sistêmica de produção e comercialização, buscar eficácia, de forma a favorecer a relação custo/benefício e permanecer competitivo. O agronegócio passa a ser encarado como um sistema de elos, abrangendo itens como pesquisa, insumos, informação, tecnologia de produção, transporte, processamento, distribuição e preço. O sucesso de uma empresa passou a depender da inter-relação de fornecedores, produtores de matéria-prima, processadores e distribuidores. É nesse contexto que os agronegócios brasileiro ganha importância. Atualmente, responsável por cerca de 25% do PIB nacional, o agronegócio emprega 36% da população economicamente ativa, o que demonstra a grande relevância do setor para a economia brasileira. No início do ano, o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, afirmou que em 2004 o agronegócio deve gerar 1,32 milhão de empregos. Segundo o ministro, os postos de trabalho diretos no campo devem chegar a 400 mil, já os empregos indiretos em toda a cadeia produtiva do setor devem atingir 340 mil. As outras 580 mil vagas serão geradas em conseqüência do efeito da renda agropecuária, ou seja, a capitalização dos produtores irá incentivar a abertura de empregos em outras áreas, como as indústrias de construção civil e automobilística. De acordo com o professor Aziz Galvão da Silva Jr., engenheiro agrônomo e Doutor em Administração Rural pela Universidade de Bonn, na Alemanha, afirmou que a cada R$ 1 milhão investido no agronegócio são gerados em média 120 empregos."Os resultados recentes obtidos pelo agronegócio, as perspectivas de manutenção de preços internacionais elevados para os principais produtos de exportação e a taxa de câmbio relativamente favorável ao setor exportador permitem prever maiores investimentos no setor. A competitividade está obrigando o produtor a se modernizar, usando tecnologia e informação, o que acaba incluindo mudanças na forma de administrar a propriedade rural e as empresas de uma forma geral. O primeiro passo é ter uma consciência para novos conceitos, de qualidade, tecnologia, informação e conhecimentos. Segundo (FREIRE,1997). Todas as formas associativas são afetadas pelas transformações tecnológicas inspiradas pela ciência. E, de uma maneira ou de outra, as mais diferentes sociedades, nos mais distantes lugares do planeta se deixam atingir, progressivamente, por essas transformações. A revolução científica e tecnológica conforma hoje o mundo e, desde logo, anuncia o começo do fim da civilização industrial e do trabalho e o surgimento, numa fantástica aventura humana, da civilização do conhecimento e da informação. Na história da sociedade contemporânea, a ciência tornou-se, assim, a principal forma de conhecimento sobre os mistérios do mundo, fundando a base para o desenvolvimento das tecnologias digitais que transformaram os meios de produção. Nesse contexto, o campo científico pode ser visto como estrutura que atende às necessidades de organização da sociedade, fazendo parte do seu sistema de comunicação e trocas econômicas. Uma característica marcante desse campo, é sua especialização por áreas de interesse. É o caso do aparecimento das novas ciências, como a ciência da informação. Em virtude do aumento da competitividade, as palavras de ordem são baixar custos, otimizar recursos e comercializar de forma diferenciada. Os profissionais e os empresários do setor agrícola e produtores rurais deverão ter acesso à melhoria da produtividade com aumento da produção agropecuária, aumento da eficiência gerencial nas atividades produtivas, incremento da renda, geração de oportunidades de trabalho, melhoria da segurança dos alimentos e melhor adequação às demandas dos mercados consumidores. Desse modo, a área de estudo em agronegócios, incorpora múltiplos aspectos, tais como: a organização industrial da cadeia produtiva, concorrência, políticas públicas e financeiras, cooperativismo, inovação tecnológica e gestão ambiental em agronegócios, estratégia e estudos organizacionais aplicados às cadeias agropecuárias, e assim por diante. Portanto, para não perder oportunidades de ampliar sua base geradora de empregos e renda, o agronegócio depende de tecnologia e informação, aumenta assim, a responsabilidade da pesquisa no desenvolvimento de técnicas, insumos e na difusão dos conhecimentos. Se a informação é a mais poderosa força de transformação do homem o poder da informação, aliado aos modernos meios de comunicação de massa, tem capacidade ilimitada de transformar culturalmente o homem, a sociedade e a própria humanidade como um todo. (ARAUJO, 1994, p. 41) A visão empreendedora estratégica associada à utilização de ferramentas, como os sistemas de informação e de comunicação, que possibilitam a visualização de nichos competitivos de mercados atuais e novos empreendimentos. Influenciar aparecimento de novas oportunidades de negócios nos mais diversos campos do agribusiness, de modo a adicionar valor aos produtos e às organizações na era dos profissionais do conhecimento. O uso correto da informação, conhecimento e tecnologia, sobre tudo, no que se refere à produtividade e competitividade dos produtores rurais, das agroindústrias e empresas ligadas ao agronegócios geram uma visão sistêmica dos conceitos de custos e oportunidades da informação, ou seja, quanto custa não tê-la. Mecanismos e sistemas de comunicação e informação, buscam obter vários benefícios como: Suporte para tomada de decisão, aumento do valor agregado ao produto, melhor vantagem competitiva, oportunidade de negócios e aumento da rentabilidade. Parece-nos, assim, que na sociedade do conhecimento, caberá aos trabalhadores da informação esse papel de facilitadores da comunicação do conhecimento, aproximando produtores e usuários da informação, de modo que os recursos disponíveis sejam utilizados por todos que deles necessitam. E podem iniciar considerando a possibilidade teórica e metodológica da existência de um campo de comunicação entre emissores e receptores, com seus limites e possibilidades. Essa visão pode significar não somente um novo olhar sobre conceitos e tecnologias disponíveis no campo científico, podendo se traduzir, também, no desenvolvimento de estratégias para uma prática profissional que se aproxime, o mais possível, das pessoas e grupos nos quais a informação que produzimos se manifesta como possibilidade de conhecimentos e agregação de valores importantes para a sociedade.
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