Gerindo competências e seus desafios

A Gestão de Pessoas está passando por uma transformação; saindo de um modelo tradicional associado à idéia de controle de funcionários, intimamente ligado a Era Industrial, e passando a ter como foco principal o desenvolvimento do capital humano, atuando como suporte estratégico para o atendimento das metas individuais e corporativas

Atualmente as empresas estão sendo levadas a questionarem seus modelos de gestão, e assim, para atender a essa reestruturação do mercado globalizado, as organizações estão adotando modelos de gestão mais flexíveis e tendo como principal estratégia a convicção de que o maior patrimônio de uma organização são as pessoas que a compõem. Um grande desafio de todos envolvidos nesse processo é saber convergir os interesses das organizações e do capital humano, assim como as necessidades do mercado que a mesma atua e seus stakeholders.

De fato o modelo de Gestão de Pessoas está passando por uma transformação; saindo de um modelo tradicional associado à idéia de controle de funcionários, intimamente ligado a Era Industrial, e passando a ter como foco principal o desenvolvimento do capital humano, atuando como suporte estratégico para o atendimento das metas individuais e corporativas. O mercado está muito mais tecnológico, competitivo, exigente, e, caberá a Gestão de Pessoas legitimar essa transição e perceber que essa relação está intimamente ligada entre o desenvolvimento mútuo de organização e o capital humano é visto hoje como algo valioso e podendo ser usado de forma estratégica gerando competitividade ao mercado.

Segundo Colares e Ribeiro (2011), espera-se do trabalhador contemporâneo, qualificação, polivalência, envolvimento com o trabalho, espírito de equipe. Um dos maiores desafios da organização e de seus líderes é saber desenvolver de forma consistente e assertiva estratégias capazes de sustentar as competências de seus colaboradores a fim de despertar, valorizar o potencial individual e que este venha a alavancar o desempenho dos negócios. É preciso inicialmente mudar a mentalidade dos indivíduos e organizações. Que haja motivação por meios transparentes e defensáveis, alinhados com valores e competências.

Os indivíduos precisam sentir-se produtivos perante a sociedade. Profissionais cada vez mais capacitados utilizarão ferramentas que irão estabelecer,escalonar, mensurar esses valores intangíveis. Conviver com as equipes é sem dúvida uma grande e talvez a melhor ferramenta para compreender e mapear a singularidade de cada indivíduo/colaborador. Assim o gestor saberá fazer a leitura real da cultura da empresa e sua importância no âmbito da gestão por competências. Novamente a valorização das pessoas e o capital intelectual apresentam-se como um grande diferencial.

Um aspecto que deve ser considerado e analisado é que a competência deixa de ser simplesmente o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes adequados. Competência na visão atual é a inteligência prática, ou seja, dar respostas concretas ao contexto onde ela se insere agregando valores. Segundo Chiavenato (2009), desenvolva as pessoas e elas devolverão a organização. O crescimento individual conduz ao crescimento das equipes, o qual conduz ao crescimento das áreas funcionais e este ao crescimento da organização.

Referencial teórico:

CHIAVENATO, Idalberto. Treinamento e desenvolvimento de recursos humanos: como incrementar talentos na empresa. 7 ed. rev. e atual. Barueri, SP: Manole, 2009. 17 p.

COLARES, Bernadeth Mouta Cardozo et al. Uma abordagem sobre a gestão de pessoas por competência em uma instituição financeira. Revista Cientifica Perspectiva on line, volume 1, número 1, Jan-Abr 2011.

Disponível em:

<http://www.seer.perspectivasonline.com.br/index.php/humanas_sociais_e_aplicadas/article/view/190 >. Acesso em: 10 dez. 2015.

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