Café com ADM
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Gerente na Trincheira – Parte II

O poder acaba com o SER. Domínio que ocorre pelo invisível e pelo visível. Autoridade que dá para a estrada apenas um sentido e uma verdade. Excelência de integração social feita pela desintegração daqueles que são diferentes.

Aqueles que só querem mandar.

O poder acaba com o SER. Domínio que ocorre pelo invisível e pelo visível. Autoridade que dá para a estrada apenas um sentido e uma verdade. Excelência de integração social feita pela desintegração daqueles que são diferentes.

É muito fácil confundir a liderança moderna com mandar fazer e não é nada disso. O novo entendimento sobre gestão de pessoas, onde no século XXI ao invés de tarefeiros, as equipes passaram a serem formadas por trabalhadores de conhecimento, o trabalho é um conjunto de partes sequenciais e interdependentes, organizadas para desempenharem resultados, entre eles é muito importante, a felicidade individual e coletiva das partes que estão em reunião – o grupo.

Uma postura gerencial ditatorial deliberadamente instrucionista na qual o gerente impõe aquilo que ele acha que é o correto e da maneira que ele quer é sempre um desastre. É um grande retrocesso a falta de diálogo e de espaço onde todos possam sugerir incrementos nos eventos e nos processos. É o mesmo que pegar o relógio e fazê-lo andar para trás. Impossibilita o desenvolvimento continuado e a formação da competência humana, resumo da ópera, uma empresa burra, ao contrário de inteligente e sem inteligência não há soluções inovadoras.

O líder moderno busca mais trabalho para si, por isso que proporciona ao seu grupo uma atitude inquieta, curiosa e questionadora. O gerente que só quer mandar é preguiçoso, relaxado, abençoa aqueles que lhe dizem amém. Dá muito menos trabalho lidar com os submissos e sem iniciativa, mas não podemos nos iludir, a mente castrada é limitada. Enquanto que a mente livre e sem medo, essa sim tem possibilidades infinitas.
Conforme Joseph Campbell em suas análises quando estuda O PODER DO MITO E O MUNDO MODERNO, ele reflete: dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior do nosso ser e da nossa realidade mais íntimos, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivos. O trabalhador de conhecimento só se realiza em um ambiente que propicie a ele a capacidade de pensar, de no conhecimento aprender a aprender e de forma espetacularmente sensorial e inovadora, de criar a própria história individual e coletiva.

O gerente poderoso chefão vai conformando as pessoas, garantindo sua cadeira de tal forma que regula a informação, bloqueia o talento, é possessivo e controlador. Tudo isso porque tem medo, sempre tem medo de perder o seu cargo. Quem tem medo, não produz coragem e empreendimento. Quem tem medo só pode produzir mais medo e principalmente em relação à mudança.

Temos passado nossas vidas acreditando que o corajoso é aquele de opiniões fortes, rígido em suas decisões, que não dá espaço para ninguém e com planos bem definidos. Esse é o medroso, aquele que vai colocar os outros para fazerem para ele, o gerente dono dos outros.
Não somos donos de nada, muito menos dos outros. Não somos donos do tempo, nem de nossas vidas, muito menos das coisas materiais que adquirimos. Tudo é passageiro e todos nós estamos de passagem. Agora temos o livre arbítrio de tornar nossa passagem pela vida de outros seres um encontro de felicidade ou infelicidade. Nem mandar, nem obedecer. Compartilhar com cooperação sempre dá mais alegria.

Finalmente, apenas para pensar, será que ainda hoje confundimos conhecimento certificado com sabedoria? autoridade com poder? chefe com Líderes?........

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