GERENCIAMENTO EFICIENTE DA ARMAZENAGEM EMPRESARIAL

GERENCIAMENTO EFICIENTE DA ARMAZENAGEM EMPRESARIAL Willams Maciel Silva RESUMO O objetivo principal do presente trabalho é analisar as conseqüências práticas no que diz respeito a decisões de armazenagem e estocagem que possui em aspecto de elevada consideração no abastecimento de produtos juntos aos mercados, e empresas. Pois assimila uma parcela significativa direta e indireta na qualidade do nível de serviços oferecidos aos clientes, onde o investimento e qualidades nos setores do foco na atividade central do armazém, maximização sobre os investimentos da logística. Além de ter mostrar que o objetivo básico da armazenagem é estocar mercadorias da maneira mais eficiente possível. O uso efetivo do espaço para armazenagem é chamado de “administração do espaço”, sendo este um recurso básico, cuja manutenção representa um investimento considerável. Como qualquer outro investimento, ele deve ser administrado com o máximo cuidado. Outros objetivos da armazenagem são fornecer a identificação positiva do item e poupar tempo, mão-de-obra e equipamento. As instalações de armazenagem devem propiciar a movimentação rápida e fácil de suprimentos desde o recebimento até a expedição. O planejamento apropriado ajuda a efetuar a movimentação e a armazenagem eficientes e, no final, resulta em despesas operacionais menores

GERENCIAMENTO EFICIENTE DA ARMAZENAGEM EMPRESARIAL

Willams Maciel Silva

RESUMO
O objetivo principal do presente trabalho é analisar as conseqüências práticas no que diz respeito a decisões de armazenagem e estocagem que possui em aspecto de elevada consideração no abastecimento de produtos juntos aos mercados, e empresas. Pois assimila uma parcela significativa direta e indireta na qualidade do nível de serviços oferecidos aos clientes, onde o investimento e qualidades nos setores do foco na atividade central do armazém, maximização sobre os investimentos da logística. Além de ter mostrar que o objetivo básico da armazenagem é estocar mercadorias da maneira mais eficiente possível. O uso efetivo do espaço para armazenagem é chamado de “administração do espaço”, sendo este um recurso básico, cuja manutenção representa um investimento considerável. Como qualquer outro investimento, ele deve ser administrado com o máximo cuidado. Outros objetivos da armazenagem são fornecer a identificação positiva do item e poupar tempo, mão-de-obra e equipamento. As instalações de armazenagem devem propiciar a movimentação rápida e fácil de suprimentos desde o recebimento até a expedição. O planejamento apropriado ajuda a efetuar a movimentação e a armazenagem eficientes e, no final, resulta em despesas operacionais menores

Palavras – chaves: Armazenagem, Estocagem, Empresas.

ABSTRACT

The main objective of this paper is to analyze the practical consequences with regard to storage and storage decisions you have in high regard in respect of supply of products to the markets together, and businesses. For assimilates a significant direct and indirect interest in the quality level of services offered to customers, where investment and qualities in the sectors of activity focus on central warehouse, maximizing investments on logistics. Besides having to show that the basic purpose of storage is to store goods as efficiently as possible. The effective use of space for storage is called "space management", which is a basic resource, the maintenance of which represents a considerable investment. Like any other investment, it should be administered with extreme care. Other objectives are to provide storage of the positive identification of the item and save time, manpower and equipment. Storage facilities should provide a quick and easy movement of supplies from receiving to shipping. The proper planning helps to make the handling and storage efficient and ultimately results in lower operating costs.

Keywords: Storage, Storage, Enterprise.


INTRODUÇÃO

Nas empresas o maior problema é a falta de espaços para armazenar os produtos, e a falta de um bom profissional na área de administração de materiais e atividades de estoques. Obviamente se for necessário controlar o desempenho do serviço, isso requer uma compreensão clara e objetiva das suas exigências e, ao mesmo tempo, obriga o gestor ter uma visão ampla, para a empresa ter resultados positivos nas vendas, sendo assim torna-se imprescindível um cuidado com a armazenagem dentro das empresas, e analisar a influência da armazenagem na lucratividade da empresa, considerando que a mesma efetue diretamente na relação com o consumidor final. Logo, uma boa logística de armazenagem contribui para o aprimoramento das vendas e conseqüentemente o aumento do lucro.

Gerenciamento de armazéns é analisar de forma clara, objetiva e eficiente a movimentação de estoques em depósitos, respeitando as seguintes etapas: recebimento, armazenagem e expedição. Cada uma dessas etapas deve ser bem compreendida, para a redução de falhas e prejuízos organizacionais.

Tem-se insistindo de forma intensiva na importância da gestão eficiente de matérias para alcance de ganhos em economias no processo de compra e armazenagem e conseqüentemente, em maior lucratividade para as empresas.

A importância em avaliar o funcionamento do gerenciamento de armazéns esta relacionada ao fluxo de matérias em toda a cadeia de suprimentos. Ou seja, os armazéns têm a função estratégica, não como função de guarda-volumes, mas sim de movimentação continua para atendimento ao consumo, no relacionamento colaborativo com fornecedores e nos aspectos de integração de níveis adequados de serviço, respeitando os parâmetros adequados de qualidade, tempo e custo. Sendo estoque em dinheiro, este não pode ficar parado, pois representa o patrimônio e pode causar impactos no resultado liquido das organizações.
A questão central está como gerenciar e organizar de maneira ótima o fluxo operacional no gerenciamento de armazéns.

Muitas metodologias têm auxiliado os responsáveis pela área de estoques a gerir os níveis de matérias armazenados de forma a manter determinado nível de serviço considerado eficiente pela a empresa. Visando destacar os pontos principais do gerenciamento de armazéns, retratando de forma clara, objetiva e eficiente as etapas do recebimento, armazenagem e expedição para uma gestão de armazéns, no controle de estoques, com redução de riscos, perdas e depreciação de materiais.

1. GERENCIAMENTO EFICIENTE DA ARMAZENAGEM EMPRESARIAL
1.1 Conceito de Armazenagem
Para BALLOU (2006, p. 375), “a armazenagem é utilizada para dar valor ao produto. Ou seja, ao armazenar um produto perto dos clientes, o tempo de entrega é em geral reduzido e facilita a disponibilidade.”
Conforme MOURA (2005, p. 21), “armazenar é uma função da logística que envolve o tratamento dos materiais entre o tempo de produção e a sua venda ao consumidor final.”
Para MOURA (2005, p. 20), “armazenagem é a denominação genérica e ampla que inclui todas as atividades de um local destinado á guarda temporária e á distribuição de materiais (depósito, almoxarifado, centro de distribuição, etc)".
Segundo o mesmo autor (2004, p.181), “a função principal da armazenagem, consiste no gerenciamento de tempo e espaço. Os gestores precisam utilizar com eficiência os pequenos espaços disponíveis e o tempo é a mão de obra, que é substancialmente mais difícil de gerenciar.”
De acordo com FARIAS (2002 apud CHING,2007,p.196),” a armazenagem pode ser definida como sendo o conjunto de atividades para manter fisicamente estoques de forma adequada.”
Dias (2006, p.17), define “armazenagem/depósito/almoxarifado é responsável pela guarda física dos materiais, com exceção dos produtos em processo.”
A localização dos armazéns é um dos pontos cruciais na redução dos custos com transportes e armazenagem, facilitando também na rapidez no atendimento à clientes, obrigando algumas empresas a montarem centros de distribuições em locais estratégicos.
Conforme BALLOU (2006, p. 375), “sempre que se torna muito caro coordenar com eficiência oferta e demanda, surge a necessidade de armazenagem.”
Por anos algumas empresas não se preocupavam com os seus estoques, com a guarda, a armazenagem e a estocagem dos seus materiais, estas eram de responsabilidade do almoxarifado, considerado como um setor de menor importância.
Descreve MOURA (2005, p.131), sobre armazém “ fornece o material certo, na quantidade certa, no lugar certo e no momento certo”.
1.2 A importância da Armazenagem
A partir da década de 90 a armazenagem passa a ser tratada como uma área da logística de redução nos custos com fretes e eficiência no atendimento a clientes.
De acordo com MOURA (2004, p.181), “ na função de distribuição, a armazenagem pode otimizar o atendimento ao cliente, desde que o centro de distribuição esteja mais próximo dele, proporcionando-lhe melhor atendimento.”
Salienta ainda o mesmo autor (1989, p. 6), “que o processo de armazenagem está se tornando verdadeiramente complexo; são necessários estudos neste campo para aumentar a produtividade da superfície e do espaço e melhorar o aproveitamento total do armazém.”
Os processos de administração da armazenagem estão exigindo cada vez mais conhecimento dos seus gestores. São estudos específicos quanto a sua localização dos armazéns, capacidade de armazenagem e custos com mão de obra.
Segundo RODRIGUES (2003, p. 38), “a medida que os blocos econômicos vão se consolidando, o mundo se torna mais receptivo ao conceito de globalização da economia."
Em decorrência da diversidade dos fluxos e dos vários tipos de mercadorias, existem inúmeros fatores para compor o custo final das operações, e estes devem ser racionalizados para tornar os produtos mais competitivos na disputa pelo mercado global.
1.3 Princípios de gestão de armazéns

Armazéns, depósitos ou centros de distribuições são palavras usuais na logística e, ao mesmo tempo, são sinônimas. Constituem a aérea fundamental de armazenagem e movimentação de cargas, matérias e produtos em uma cadeia de suprimentos ou como alguns preferem denotar em uma rede logística.

Um dos sérios problemas da gestão de armazéns esta interligada a percepção das organizações sobre a importância estratégica desse “elo” na cadeia de suprimentos. Há a necessidade de programar modelos estratégicos de gestão, para um planejamento de longo prazo envolvendo desde o controle no cadastro de fornecedores, na execução do transporte, no recebimento de materiais, na movimentação interna na área de armazenagem, passando pela separação, expedição e ate no planejamento da capacidade de volume.

A estratégia e a qualidade total devem caminhar juntas, para a redução dos índices de perdas, roubos, depreciação, falha na estocagem e no atendimento excelente as demandas consumidoras.

1.4 Evolução do gerenciamento de armazéns

Momentos passados, notoriamente a partir do avanço tecnoindustrial do período entre guerras da primeira metade do século XX, salientam a dinamicidade do aumento de volumes na produção de diversos setores da economia mundial. Essa se torna claro quando analisamos a evolução da produção de automóveis, eletrodomésticos e produtos industrializados em geral.


Para dar vazão à produção e liberar as linhas para continuar o processo, os centros de armazenamento, como depósitos e os próprios armazéns, por sua vez, foram sendo “hipertrofiados” devido à intensidade da expansão dos excedentes gerados pelo modelo de produção vigente no qual a oferta e a produção de bens são majoritariamente ditadas pela própria capacidade produtiva.

Ou seja, produzia-se o tanto que era possível em razão da capacidade instalada e, então, escoava-se essa produção de forma empurrada para o mercado, daí a denominação de modelo de produção. os próprios, modelos de gestão e produção das empresas devem ser revistos e adaptados para modelos convergentes com a observância das realidades dos mercados, ou seja, sistemas “puxados” pelas demandas de mercados para uma readequação do nível de produção ate um ponto de equilíbrio sustentável com a nova realidade econômica.

Os armazéns bem como depósitos e centros de distribuição, são os locais de estocagem momentânea da produção ate o momento de venda e distribuição, com o conseqüente envio aos clientes, os quais dentro de uma cadeia de suprimentos ( rede logística) podem ser entendidos como os consumidores finais ou mesmo outro centro de processamento de componentes ou finais ou mesmo outro centro de processamento de componentes ou produtos nessa cadeia.

A referência a estocagem momentânea foi feita, pois os armazéns não devem ser utilizados como simples galpões para se estocar quanto de material for possível. Estoques podem e devem se entendidos como recursos financeiros despendidos e imobilizados na forma de produtos e materiais, possuindo assim atributos físicos, financeiros e fiscais.


Logo se deve aperfeiçoar a utilização desses recursos e do espaço físico disponível, buscando-se sempre um elevado índice de giro de estoque, visando garantir a manutenção tanto de níveis adequados de produtos estocados quanto da liquidez do retorno financeiro desses ativos imobilizados por meio das vendas.

Para tanto, autores da literatura nas áreas de gestão de materiais (Ballou, 2006) destacam a importância da utilização de métodos quantitativos para controle e determinação de níveis de estoques eficientes em virtude das características como consumo e valor de cada tipo de material.

A utilização desses métodos quantitativos é, segundo Viana (2002), convergente com a idéia de otimização dos recursos físicos e financeiros citada anteriormente, uma vez que esses modelos pressupõem a adequação dos níveis de materiais armazenado por meio de cálculos para a determinação de : estoque de segurança; estoque Maximo; nível de ressuprimento; índice de cobertura e sua eficiência; e lote econômico de compras (LEC).

Existem outras ferramentas disponíveis para auxiliar no processo de estoque de materiais, como a curva ABC (também conhecida como curva de pareto ou curva 80-20) e a determinação do custo do produto armazenado (CPA) e do fator de segurança “k”de cada material,componentes importantes que sustentam a modelagem de controle dos níveis de estoques.

1.5 Etapas do gerenciamento de armazéns

A importância dos armazéns dentro da cadeia de suprimentos é irrefutável, tendo em vista que estes constituem verdadeiras pontes entre os demais agentes da cadeia. O gerenciamento de suas atividades impacta em todas as etapas posteriores, podendo gerar prejuízos ou economias consideráveis para toda a cadeia, dependendo da forma que for administrada, uma vez que estima que 20 % dos custos em logística se encontram nas atividades de armazenagem.

As atividades desenvolvidas dentro dos armazéns podem ser sintetizadas e agrupadas em três conjuntos principais, que possuem características de competências e atividades internas próprias, sendo esses conjuntos: recebimento, armazenagem e expedição.

1.6 Recebimento

É a etapa inicial de todo o conjunto de atividade que venha a ser desenvolvida nos armazéns. Embora haja a conceituação acadêmica de separação entre o recebimento fiscal inicialmente e logo em seguida, o físico, na pratica, essas duas etapas são simultâneas no recebimento de matérias e produtos.

Uma questão que deve ser enfatizada nessa etapa é a atenção que deve ser dada à separação entre recebimento fiscal e físico por causa das especificidades de cada tipo.

A competência sobre o recebimento fiscal é da área fiscal, podendo ser representada pela área financeira, comercial, compras ou contabilidade da empresa. Isso se deve por motivos de segurança e controle para a gerência do armazém no sentido de manter sigilo sobre informações referentes ao valor das mercadorias movimentadas pelos estoquistas, que realizam o recebimento físico e fazem a movimentação desses materiais pelas áreas do armazém.

Ainda dentro da etapa de recebimento fiscal, existe a possibilidade de a nota fiscal dos produtos fornecidos não coincidirem com a ordem de compra da empresa. Nesses casos, é indispensável a emissão de nota fiscal de devolução que pode ser total ou parcial, a fim de não causar complicações fiscais para empresa ou mesmo problemas no controle de inventário.


Após o recebimento fiscal, é feito o recebimento físico, que é dividido em qualitativo (verificação das condições de estado dos materiais enviados pelos os fornecedores) e quantitativo (confrontação entre a quantidade solicitada e a efetivamente enviada). Essa verificação é feita por ordens de conferencia cegas para confrontação fiscal- físico.

1.7 Armazenagem

A atividade de armazenagem está relacionada, em um primeiro momento, com a guarda de recursos materiais. No entanto, essa função operacional tem relacionamento direto com a movimentação de recursos por ruas, estruturas de armazenagem, seus níveis, “boxes” e entregas aos consumidores finais.

Sem duvidas, a área de armazenamento de mercadorias é o espaço mais importante de um armazém e um fator decisório na determinação dos custos logísticos de uma empresa. Conforme o posicionamento de Figueiredo ET AL. (2006) sobre o assunto, a etapa de armazenagem é considerada determinante da lucratividade em cadeia de suprimentos.

Por causa da intensidade das atividades de movimentação de mercadorias realizadas nessa área, especial atenção deve ser dada a alguns fatores como: planejamento da adoção de estruturas de armazenagem compatíveis com as características de cada material estocado como fragilidade, se o produto e perecível ou durável; observância das normas técnicas de qualidade vigentes como normas ISSO (organização internacional para a padronização) e da ABNT (Associação Brasileiras de Normas Técnicas),que alem de garantir a qualidade dos estoques,são também sinônimos que refletem o aumento tanto das exigências das empresas quanto da própria competitividade de mercado.

Sendo um layout físico que promova dinamicidade e a segurança nos processos de localização, armazenamento e movimentação dos materiais gerando economias de tempo e recursos,promovendo a redução dos custos de operação dessa área.

Com a finalidade maior do armazenamento de materiais sua guarda para posterior ressuprimento dos estoques, é imprescindível, conforme ressalta Ballou (2006), a utilização de modelos quantitativos para a determinação dos níveis mais eficientes e adequados de materiais estocados, o que converge para a modelagem proposta por Viana (2002).

Ballou (1993) também enfatiza a necessidade de se dar atenção as questões de planejamento empresarial, principalmente para importância das previsões de demanda, podendo-se estender esse planejamento para outros pontos como utilização da capacidade instalada e plana de expansão futuros (em que deve ser observada a presença de áreas de folga) para os casos dos armazéns, centro de distribuição e depósitos.

Ainda, dentro da área de armazenagem, a utilização de códigos de barras principalmente conhecida como a classificação européia EAN (European Article Numbering), com segmentações de classificação por item unitário, fardo e palete. Os índices de redução de perdas e avarias com a utilização desse método chegam a 30%. Esse tipo de classificação vem evoluindo com o emprego das tecnologias de radiofreqüência, com ganhos de confiabilidade.

As últimas etapas do processo de armazenamento desenvolvidas nessa área são, respectivamente, o picking e o packing. A primeira consiste na seleção do pedido, verificando-se a existência dos materiais solicitados e sua posterior confirmação para a venda. A segunda refere-se à separação propriamente dita do material solicitado e confirmado para a venda, e seu posterior empacotamento unitizado em volume, o que facilita sua movimentação em relação a movimentações de unidades fracionadas.

Estoque e armazenagem, duas palavras corriqueiramente confundidas e, muitas vezes, trocadas na prática,

Estocagem define MOURA (1989, p. 3), “é a atividade que, a princípio, diz respeito à guarda segura e ordenada de todos os materiais do armazém, em ordem de prioridade de uso nas operações de produção e também as peças que estão para ser despachadas para as operações de montagem.”

Já o processo de armazenagem, segundo o mesmo autor (2005, p. 20),“é um conjunto de atividades que diz respeito à estocagem ordenada e distribuição de produtos acabados dentro da própria fábrica ou em locais destinados a este fim, pelos fabricantes, ou através de um processo de distribuição.”

Conclui o autor (1989, p. 3), “os termos “estocagem” e “armazenagem” são freqüentemente usados para identificar coisas semelhantes. Mas alguns preferem distinguir os dois referindo-se aos produtos acabados como “armazenagem” e aos suprimentos, matérias-primas e materiais em processo como “estocagem”.

RODRIGUES (2003, p. 42), define as funções básicas de qualquer estoque como:

• Garantir disponibilidade imediata de insumos para a produção;
• Atuar como amortecedor durante o período de ressuprimento;
• Reduzir o custo de transporte pela aquisição de maiores lotes.

Segundo o mesmo autor (2003, p. 43), a atividade de armazenagem apresenta tipos de demanda totalmente diferentes entre si, exercendo funções vitais no ciclo de transferência entre os centros produtores e os centros consumidores, suprindo basicamente as seguintes necessidades:

• Servir de “pulmão amortecedor” entre as operações produtivas e as distribuições físicas;
• Compensar diferenças entre períodos de procura e oferta de mercadorias, como no caso de safras agrícolas;

Vale ressaltar que, novamente, como na etapa de recebimento, os estoquistas que realizam a separação do material a ser vendido ou distribuído pelo armazém não devem ter controle (preferencialmente, nem mesmo informação) sobre o valor da carga ou produto movimentado, no intuito de evitar possíveis extravios de mercadorias. Salienta-se que, na logística 62% dos custos são destinados ao setor de transportes, 20 % para armazenagem e 18% para outros. Ou seja, 60% dos custos de armazenagem são destinados ao picking.

O ultimo passo na área de armazenagem corresponde ao empacotamento de recursos materiais, para facilitar a movimentação de volumes, em detrimentos a movimentação fracionada de materiais. Estimula-se a redução do tempo das operações, dos custos e ganhos de escala. Esse processo final e conhecido como packing. Para ser executado, o packing demanda a utilização de instrumentos de movimentação como paletes e os filmes stretch, com a finalidade de envoltório aos recursos. Observa-se que os paletes devem respeitar o padrão nacional PBR (padrão Brasil), em conformidades com suas escalas (1,00 x 1,20), capacidade máxima de 1.500 kg e respeitando a legislação ambiental na sua fabricação, quando forem em madeira.

1.8 Expedição
A expedição é uma atividade de armazém que se realiza depois de a mercadoria ser devidamente embalada e inclui as seguintes tarefas (Tompkins et al., 1996, p. 393).
A última etapa baseia-se na expedição. Devem ser executados os processos de conferencia físico, logo após a separação (ou picking, como citado anteriormente), evitando o envio de materiais errados, extraviados, ou ate mesmo danificados, reduzindo os custos da logística reversa, e, por fim, o processo fiscal, com a emissão da nota fiscal e o envio das mercadorias para os consumidores.

A emissão da nota fiscal, em função do pedido de compra enviado pelos consumidores finais, antes mesmos do picking e do packing, é um erro comum nas organizações logísticas. A nota fiscal de vê ser emitida somente com a verificação e a existência dos materiais em estoque e posterior conferencia física dos volumes. Dessa forma, as organizações logísticas, podem se proteger das falhas nas entregas e da logística reversa, nesse caso, sendo um custo excessivo e desnecessário.

Por último, as mercadorias devem ser enviadas e disponibilizadas nas docas de expedição e acomodas no modal de transportes selecionado. Para o envio e acompanhamento de cargas aos consumidores finais.

Com a modernização tecnológica nos grandes centros de distribuição, requer a adoção de novos métodos de gerenciamento e gestão no centro de distribuição. Na ordem dessas considerações os grandes desafios estão na busca da modernização para ter uma competitividade para a qual são indispensáveis a Qualidade no processo de expedição.


1.9 Aspectos contemporâneos

Atualmente, o gerenciamento de armazéns, vem demandando inúmeros estudos acadêmicos e empresarias para p manuseio interno e correto de estoques. Há a necessidade de pessoas treinadas para evitar prejuízos operacionais e na agilidade para a entrega de produtos, respeitando assim o nível de serviços na logística (qualidade, tempo e custo).

Com o advento de sistemas de tecnologia, todo o armazém pode ser gerenciado, por meio de indicadores de desempenho e programas computacionais de alto desempenho. E até mesmo o processo de codificação (codificação EAN) pode ser citado.

Não obstante, as empresas devem preocupar-se em não criar gargalos nos seus depósitos. Para isso, devem programar ate mesmo as docas de recebimento e a expedição, com as transportadoras e os fornecedores entregando no tempo certo, em virtude das previsões de demanda. Alem disso, devem respeitar o principio da gestão colaborativa, proposta por diversos autores do Brasil e do mundo.

2. Metodologia da pesquisa

Este artigo é de caráter exploratório, pois vai de encontro na questão, do armazenamento das empresas, explorando o foco central, também sendo de caráter descritivo, explicando, e alocando os principais pontos, descrevendo, o que ocorre no cotidiano empresarial.

Essa amostra de pesquisa ocorreu no segundo semestre do ano corrente, o qual veio especificar sobre a questão da armazenagem, e todo o processo feito, explorando as empresas, e acompanhando passo a passo.

Fizemos alguns questionários á 15 colaboradores de empresas diferentes, como uma forma de enriquecer ainda mais o nosso trabalho, com o propósito, de explorar todo o segmento de armazenagem, e ajudar ao leitor, a entender um pouco mais sobre a armazenagem, e de um modo tal poder favorecer para a sua empresa, ou no seu ambiente de trabalho.

Vejamos no tópico seguinte toda a apresentação e análise de resultados que foram obtidos.

3. Apresentação e análise de resultados

A partir do que fora visto durante toda essa pesquisa, fizemos alguns questionários, aos colaboradores das mais diversas empresas, afim de aprimorar e ir a fundo em nossos conhecimentos.

No gráfico 1 abaixo, mostraremos quais as vantagens de uma boa armazenagem na opinião dos mesmos.

Como foi visto no gráfico 1, se destaca um melhor aproveitamento do espaço, consequentemente se reduz custos, além claro de melhor a segurança e evitar riscos.

No gráfico 2, na armazenagem não existe só vantagens, também tem as desvantagens que estará citada nos pontos abaixo, de acordo com a opinião dos colaboradores.

A partir do que foi visto, percebe-se que os custos têm uma participação grande, pois os materiais armazenados estão sujeitos a capitais os quais se traduzem em juros a pagar, além do que armazenagem requer a ocupação de recintos próprios ou o aluguel que se traduz em rendas e requer serviços administrativos. Um armazém de grandes dimensões implica elevados custos de movimentações, um armazém de grande porte necessita de maquinas com tecnologia. Também vimos que a mercadoria armazenada têm prazos de validade que têm de serem respeitados, além outros fatores que implicam na armazenagem.

E no gráfico 3 decidimos explorar o que ajuda numa melhor armazenagem, quais são os fatores que contribuem.

Nesse gráfico, deu-se a oportunidade de escolher mais de um ponto, e os que mais foram citados, foi a questão da tecnologia, pois sabemos que é preciso, afim de um melhor endereçamento, dentre outros fatores, além de capacitar os profissionais, e a estrutura que é usada ajuda, em ganhar espaço, com isso reduzir custos. Além claro de outros pontos que foram falados.

CONCLUSÃO

Concluímos que a função de armazenagem dentro de uma empresa é muito importante, tanto para o crescimento da empresa, quanto para a satisfação dos consumidores com esse serviço.
A definição do posicionamento é uma decisão estratégica. Faz parte de um conjunto de decisões, que envolvem políticas de estoque, de transporte e de produção que visam prover um fluxo eficiente de materiais e produtos acabados ao longo de toda a cadeia de suprimentos. A função das instalações de armazenagem reflete estas decisões através da missão estratégica da armazenagem.
Atualmente, esta missão tem passado por algumas transformações profundas, que envolvem serviços que vão muito além da tradicional estocagem de curto e médio prazo. Essas mudanças são coerentes com as transformações por que passa a logística. As empresas procuram agilizar cada vez mais o fluxo de materiais, diminuindo o tempo entre o recebimento e a entrega dos pedidos para reduzir os investimentos em estoque. Neste ambiente, o papel da armazenagem está voltado para prover capacidade de resposta rápida e muitos dos serviços executados visam justamente diminuir as necessidades de estoque.
REFERÊNCIAS

BALLOU, R. H. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993.
BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos / logística empresarial. 5 ed. Porto alegre: Bookmam, 2006.
BOWERSOX, Donald J. ; Gloss, David J. Logística empresarial:O processo de integração da cadeia de suprimento.1.ed.5.reimpr. São Paulo: Atlas, 2007
BRAGA TADEU, F. H. Gestão de estoques: fundamentos, modelos matemáticos e melhores praticas aplicadas. 1 ed. São Paulo: 2010.
CHING, Hong Yuh Gestão de estoques: na cadeia de logística integrada. 3.ed.São Paulo: Atlas, 2007
DIAS, Marco Aurélio P. Administração de materiais: princípios, conceitos e gestão. 5.ed.São Paulo: Atlas,2006
FIGUEIREDO, K. F. et. AL. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento do fluxo de produtos e dos recursos. 1 ed. São Paulo: Atlas, 2006.
MARTINS, Petrônio G. Administração de matérias e recursos patrimoniais. 2.ed. São Paulo: Saraiva, 2006
MOURA, Reinaldo A. Sistema e técnicas de movimentação e armazenagem de materiais: Sistemas e técnicas. 5.ed.rev. São Paulo: Imam, 2005
MOURA, Reinaldo A. Atualidades na logística.1.ed. São Paulo: Imam, 2004
TOMPKINS, James A. et al. - Facilities plaining. 2ª ed. Nova Iorque: John Wiley & Sons, 1996. ISBN 978-0-471-00252-9
VIANA, J. J. Administração de materiais: um enfoque prático. 1 ed. São Paulo: Atlas, 2002.

Comentários

Participe da comunidade, deixe seu comentário:

Deixe sua opinião!  Clique aqui e faça seu login.
    café com admMinimizar