Gerenciamento dos Resíduos Sólidos

Atualmente, as organizações mais competitivas estão focadas no resultado, acreditando que somente resultados positivos e crescentes permitem a resistência à entropia negativa e a expansão dos negócios. Isto se tem mostrado como a única saída dessas organizações para a sobrevivência no mercado em que atuam, já que o fato de não agirem desta forma, poderá fazer com que venham a falir, deixando de contribuir para com o seu principal papel de responsabilidade social: que é o de gerar empregos (não significando que todas elas atuam com este ideal), além de atender ao mercado com seus bens e serviços, tornado-se a única saída de gestão aparentemente viável, principalmente em um país em que as organizações e toda a sociedade são alvos de um aparente excesso de tributação. Neste cenário, de busca intensa de lucros, as lideranças em produtividade e em eficiência operacionais, devem ser objetivos fundamentais na busca de excelência. Infelizmente, talvez devido ao fruto da miopia administrativa, muitas organizações abandonam ou mesmo não implementam ferramentas que criam a base necessária para o sucesso, muitas dessas ferramentas são simples, fáceis de serem implantadas e implementadas, sendo que o mais importante, rapidamente produzem resultados positivos. Entre as ferramentas possíveis de serem utilizadas, está o processo de reaproveitamento dos resíduos sólidos, pois integra uma fabricação mais econômica e o desenvolvimento de melhores aspectos ambientais. Apesar de ser o segundo maior reciclador em percentual de latas de alumínio no mundo (73% das latinhas produzidas), reciclar 40% da produção dos vidros nacionais , calculando-se ao todo, que a industria da reciclagem que tem apenas pouco mais de uma década de existência, movimente no Brasil cerca de 1,2 bilhões de dólares por ano . O Brasil joga cerca 5,8 bilhões de reais por ano no lixo , correspondendo a 17 vezes o orçamento destinado ao Ministério do Meio Ambiente A falta de uma política adequada de educação ambiental faz com que grande parte da população não perceba a importância da cultura dos 3R: reduzir, reutilizar e reciclar, que tem por fim, melhorar a qualidade de vida da sociedade, reaproveitando os resíduos sólidos que são gerados diariamente. Os resíduos sólidos conhecidos popularmente como lixo, é um problema que deveria ter interesse totalmente peculiar, mas à vontade de encontrar uma solução é, na maioria das vezes, singular. Sendo esta vontade operada isoladamente, não tem o poder motivacional para disseminar a importância e os benefícios que o reaproveitamento do lixo possui perante toda a sociedade. Existe um consenso geral de que a reciclagem é viável economicamente, mas quase tudo o que existe a respeito, é fruto da boa vontade de organizações ambientais. Com certeza, chega-se em certos casos, a se formar grupos em determinados locais, mas estas, muitas vezes, não são o suficiente para tornar o projeto a um nível inteiramente municipal, disseminando a cultura entre a população. Os nossos representantes políticos, dificilmente se sensibilizam com os problemas da sociedade brasileira ou estão míopes para esta causa. Parecem estar mais voltados a defender seus interesses pessoais. Infelizmente, adotar práticas de gestão não é o forte da administração pública. O descaso das cidades brasileiras que não tratam dos resíduos sólidos urbanos, dando-lhe uma destinação inadequada, é enorme, basta ver a realidade nos diversos municípios brasileiros, dos cerca de 5 mil municípios brasileiros, apenas 135 têm programa de coleta seletiva do lixo , sendo que 5% de todos os municípios possuem planos, porém, apenas pouco mais de 2,7%, tem-se efetivamente implementado. Os resíduos sólidos que são eliminados diariamente pela população, quando destinados de forma inadequada, provocam a degradação do meio ambiente, poluem e comprometem a saúde pública. Segundo Nunesmaia (1997) a fração orgânica contida no lixo urbano brasileiro gira em torno de 50 a 60%,sendo grande responsável pela produção de chorume. Sendo este um líquido produzido pela decomposição dos resíduos orgânicos, possui cor escura e libera um gás possuidor de um cheiro forte, chamado metano, que contribui significativamente para o aquecimento global e é um importante fator de degradação ambiental. Porém, o homem pode tratar desse problema tornando-o algo positivo em relação ao meio, já que com a utilização dos mais variados tipos de tecnologia, pode-se além de tratar do lixo tornando-o inofensivo, gerar energia elétrica através dos gases que são liberados da sua decomposição, segundo a Qualix (2003) ao captar o gás metano, canalizá-lo e utiliza-lo para gerar energia, com a mais moderna tecnologia, a poluição cai de maneira significativa, poupando-se a atmosfera e eliminado o cheiro forte típico dos aterros. Ao mesmo tempo em que se produz energia, o material orgânico é transformado em adubo rico em minerais através da compostagem, que é um processo de fermentação, na qual a meteria se transforma sob a ação de microorganismos, esse processo produz gás carbônico (CO2) e vapor dágua (H2O), além de produzir um produto orgânico estável rico em produtos humicos (MANSSADIJIAN, 1992). Este composto é um excelente vitalizador do solo, podendo ser usado para recuperar áreas degradadas no perímetro urbano, áreas jardinadas e até mesmo em plantações. Sendo valorizada, a parte orgânica contida no lixo urbano aumenta de maneira significativamente a vida útil de um aterro sanitário. Quanto aos resíduos não-orgânicos, como plástico, vidro, metal e papel, podem ser dados outro destino além do lixão e do aterro sanitário a RECICLAGEM. Segundo Nathanson (1986) a reciclagem é um processo que reutiliza os materiais descartados para a formação de um novo objeto. Sendo esses materiais reaproveitados, a necessidade de se extraí-los da natureza se minimiza, ganha o Meio Ambiente e a Economia, que além de reduzir a quantidade de matéria extraída do meio, poupa-se energia e água no processo de purificação do insumo. Para que a reciclagem seja de qualidade, é necessária que haja entes, uma coleta seletiva na sua fonte de origem, pois sendo um instrumento que integra o gerenciamento de resíduos sólidos, prevê a realização de uma educação ambiental, que e extremamente importante para o sucesso da coleta seletiva, e seguidamente, para a reciclagem. Através dela pode-se levar a população a conscientizar-se da importância da reutilização do lixo e de sua própria responsabilidade em contribuir. No caso da adoção da cultura do aproveitamento dos resíduos sólidos 3R Reutilização Reaproveitamento e Reciclagem as medidas recicláveis geram, não apenas vantagens para a economia, mas grandes ganhos na qualidade ambiental, que tem reflexos em toda a sociedade. Eis alguns exemplos,segundo Imbelloni (2004): Cada tonelada de papel reciclado representa 3 m3 de espaço disponível nos aterros sanitários e a energia economizada com a reciclagem de uma garrafa de vidro é suficiente para manter acesa uma lâmpada de 100 w por quatro horas. Na fabricação de uma tonelada de papel reciclado são necessários 2 mil litros de água, quanto que para a fabricação da mesma quantidade, sendo que, extraindo da natureza é necessário um volume de água de até 100 mil litros, e o Brasil somente recicla cerca de 30% do seu consumo de papel. Visto que o reaproveitamento dos resíduos sólidos não está sendo realizado de forma a ser maximizado em sua utilização, já que há uma necessidade de suprir uma carência cultural em relação à possibilidade do aproveitamento do lixo, pois, além de reduzir o acumulo de material no aterro sanitário, prolongando sua vida útil, o reaproveitamento do lixo estará beneficiando toda a população com a redução da degradação do meio ambiente, fica-se a interrogação para a justificativa de não se estar investido nestes processos de reaproveitamento, já que o retorno para a melhoria da vida social, tanto no âmbito da saúde como em relação à redução dos custos de produção e na criação de novos postos de trabalho que seriam gerados com esses investimentos, são incontestáveis. Referências: ESB.Compostagem. Disponível em: www.esb.ucp.pt/compostagem/ Acesso em 17/10/2004. IMBELLONI, Rodrigo. & ABRALPE. A importância da reciclagem. Disponível em: www.resol.com.br/curiosidades2.asp?id=1660 Acesso em 17/10/2004. MANSSADIJIAN. apud, NUNESMAIA, M. de F. da S. Lixo: soluções alternativas projeções a partir da experiência UEFS. UEFS Feira de Santana, 1997. NATHANSON. apud, NUNESMAIA, M. de F. da S. Lixo: soluções alternativas projeções a partir da experiência UEFS. UEFS Feira de Santana, 1997. NUNESMAIA, M. de F. da S. Lixo: soluções alternativas projeções a partir da experiência UEFS. UEFS Feira de Santana, 1997. PENIDO, J. H. & Indias National Newspaper. Reciclagem. Disponível em: www.resol.com.br/curiosidades2.asp?id=947 Acesso em 18/102004. QUALIX. Gás metano. Disponível em: www.qualix-sa.com.br Acesso em 17/10/2004. STEFANO, Fabiane. Este lixo esta dando certo. Disponível em: www.terra.com.br/istoedinheiro/135/economia/eco135_04.htm Acesso em 19/10/2004

Comentários

Participe da comunidade, deixe seu comentário:

Deixe sua opinião!  Clique aqui e faça seu login.
    Leonardo Capelão

    Leonardo Capelão

    Graduado em Ciências Econômicas e graduando em Enfermagem
    café com admMinimizar