Nos últimos dois anos, tenho interagido bastante com os "nativos digitais", a conhecida geração Z, e percebo a capacidade diferenciada de poder de escolha desses jovens.

Relacionar-se com esse jovem (fazer negociações em geral) requer habilidades diferenciadas - não basta uma bela propaganda, promoção, estar presente em todos os canais de comunicação e oferecer-lhe interatividade. É preciso ir além: esses jovens necessitam de "pensamento".

Acredito que todas as empresas buscam a melhor forma de impactar, captar e reter esse cliente e até mesmo os profissionais de recursos humanos estudam entender melhor esse novo profissional, que não é tão ambicioso como as gerações anteriores, mas que sabe claramente o que não quer.

Conectados, são jovens capazes de conversar com você ouvindo música e postando seus vídeos nas redes sociais. E não se iluda, o tempo todo ele está ouvindo você.

São seletivos por natureza, portanto filtram muito rápido o que lhes chama a atenção.

Hierarquias tradicionais e modelos prontos não funcionam com essa "galera". É preciso ser flexível e entender suas necessidades e esse é outro grande desafio, pois diálogo não é o forte deles. Esses jovens preferem interagir através das redes sociais e levam muito em consideração a opinião de sua "tribo" para tomar decisões.

Para entender esse jovem é preciso mergulhar de cabeça no mundo dele, viver as experiências, "ler" as entrelinhas, atende-lo de forma única, valoriza-lo, ser objetivo e direto.

Não acredito em formula mágica para esse relacionamento, mas por vivenciá-lo diariamente, sei que precisamos ser cada vez mais HUMANOS com os nativos DIGITAIS.