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GENTE: COMPETÊNCIA ESSENCIAL

Atualmente o mercado internacionalizado está impondo às organizações a necessidade de adotar modelos de gestão centrados na competência de seus profissionais. Mesmo diante de sistemas informatizados cada dia mais sofisticados, o ser humano continua a ser portador e produtor de conhecimentos. Os colaboradores não podem mais ficar restritos a cumprir procedimentos pré-estabelecidos, mas igualmente serem capazes de saber agir com pertinência diante de situações que exijam competência. Colocando praticidade na definição de competência pode-se dizer que é a capacidade das pessoas em resolver os problemas profissionais em um determinado contexto, em realizar as atividades, o trabalho que lhe foi designado. Envolve, ainda, a capacidade de conviver com as mais diferentes pessoas sem que essas diferenças interfiram no trabalho profissional. É a capacidade de memorizar, calcular, criar, inovar, ter iniciativa, perseverança. Tem a ver, ainda, com os conceitos que uma pessoa tem sobre si mesma e que se refletem nas atitudes, valores, emoções, ações e reações que ela expressa diante de uma situação. É a combinação de qualificações (conhecimentos teóricos + conhecimentos práticos + comportamentos) para produzir um resultado, para reagir a um acontecimento inesperado, dentro de um contexto organizacional, com capacidade e iniciativa de construir um novo aprendizado ou apresentar soluções realizáveis. Na organização, as competências reportam-se aos conhecimentos fundamentais disponíveis, todos os ativos materiais e imateriais. O ser humano constitui-se numa particularidade, uma vez que os investimentos feitos e assimilados podem torná-lo fonte de potencial vantagem perante a concorrência. A gestão de pessoas, portanto, torna-se um dos aspectos mais importantes da organização e deve ser feita pela integração dos conhecimentos adquiridos pelo indivíduo e por suas qualidades individuais (desenvolvidas desde sua formação familiar, profissional, valores, experiências, esforço pessoal), pelos objetivos que a empresa pretende alcançar e pelas políticas de pessoal adotadas pela empresa. Gerenciar as competências humanas deveria ser encarada pela organização como um dos objetivos estratégicos a fim de assegurar a competitividade no mercado. Apesar de este não ser ainda um pensamento unânime nas empresas, já se observa uma certa reflexão que pode redundar em realidade. Vistas como essencial em qualquer organização, a competência das pessoas pode ser analisada segundo quatro critérios: 1. os procedimentos intelectuais (estratégias de resolução de problemas desenvolvidas durante os estudos e o trabalho) ; 2. os conhecimentos adquiridos tanto teóricos como técnicos ; 3. as relações de tempo e de espaço (a capacidade de tratar um número de dados informacionais e ampliar o campo de análise antecipada dos problemas) ; 4. as relações interpessoais. A gestão das competências não se encontra à disposição através de consultores, mas é uma construção a ser feita por toda a organização, a partir da conscientização da real importância das pessoas e de suas inteligências colocadas a serviço da organização. É uma visão que provoca uma mudança na estratégia global e na estrutura organizacional, na definição de alvos e objetivos e na metodologia de ação para o alcance dos resultados.
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