Feliz sabendo!
Feliz sabendo!

Feliz sabendo!

Arrependimento é o exercício da adoração à incompetência

“Eu era feliz e não sabia!”

Já disse ou pensou isso?

Há uma coisa muito humana, que foi e ainda é alvo de inúmeros estudos, conhecida como “distração”,

E não há quem fuja de suas calientes, irresistíveis e suaves carícias.

Seja por uma imagem arrebatadora no horizonte,

Uma canção nostálgica,

Ou por uma mera fotografia encontrada enquanto arrumamos a casa,

Lá estamos nós, sem dar conta, parados no tempo, sem saber que logo mais acordaremos do transe hipnótico lamentando o que esquecemos de fazer.

Isso é meu, é seu, é nosso, como disse, é humano,

Só não deveria ser tão nosso quando se demora tanto pra acordar, que é melhor assumir do que se arrepender,

Por exemplo, quando o transe dura, um namoro inteiro,

Um casamento todo,

Toda uma gestão de um líder,

Toda uma carreira na profissão que se revelará errada,

Ou até uma vida toda,

E assim só perceber o que perdeu, quando está perdido,

Em um dos meus voos rumo à Pernambuco, sentando ao lado de uma senhora que aparentava fácil ter chegado aos seus 60 anos, em dado momento da conversa, que tinha se inaugurado falando da ironia do cinto de segurança no avião, ela me solta o desabafo:

“A minha vida começou a declinar, agora quero ser feliz, sabendo!”

Na hora me perguntei, só em pensamento:

Será que o seu transe levou tanto tempo?

Na verdade a resposta não importa,

O mais importante é quando eu irei acordar dos meus transes diários?

Até quando dependerei de textos, vídeos ou áudios tal como despertadores de foco?

O quanto ainda serei escravo das minhas distrações?

Por que é claro que me distrairei de novo,

Mas tenho que perguntar:

Enquanto escrevo isso, estou ou não em transe?🤔

A culpa é do transe?

Não!

Que tenha transes sem culpas, sem arrependimentos,

Arrependimento é o exercício da adoração à incompetência.

Melhor assumir-me autor do que não quero,

Do que rejeitar o que sempre haverei de criar,

Então…

Que haja mais transes entre beijos, entre abraços, entre amigos, entre bebidas, entre boas comidas, entre risadas,

Que haja mais transes sem culpas, sem receios, sem normas e sem dogmas,

Que simplesmente haja,

E que lá durante o transe em alerta, que eu fique inteiro o tempo que achar necessário!

Para não prender-me ao transe que me tem pela metade e que insiste em vestir-se de desnecessário, sobrecarregando mais ainda minhas mochilas de culpa.

Clayton Milanez

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