Café com ADM
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FEEDBACK - A IMPORTANCIA DE SE DAR E RECEBER

Dar feedback é um desafio, pois precisamos entender as outras pessoas e a maneira como elas reagem para aprimorar nossa capacidade de dar retorno. E ser capaz de fazer uma leitura das outras pessoas não é uma habilidade inata, mas algo que precisamos desenvolver. Vencendo o desafio, estabelecemos um processo de compreensão, respeito e confiança em uma relação. Normalmente as pessoas relutam em acreditar que dar feedback positivo seja de fato mais importante do que dar feedback corretivo. Somos, em geral, rápidos em apontar os erros dos outros e lentos em reconhecer seus acertos. De acordo com WILLIAMS (2005), para melhorar o feedback que oferecemos aos outros, existem cinco princípios básicos que precisamos conhecer. São eles: 1. A qualidade de qualquer relação, seja profissional ou pessoal, depende da qualidade e da quantidade de feedback que cada indivíduo recebe do outro. Se o feedback for pobre, a relação será igualmente pobre. Se for crítico ou ofensivo, assim será a relação. Mas, se for positivo, a relação também será positiva. 2. Profissionais de qualquer nível hierárquico ignoram o fato de que a cordialidade é um tipo fundamental de feedback. Por isso, dar bom-dia as pessoas e perguntar como foi seu final de semana é um feedback importante. O que alguns podem considerar irrelevante ou papo furado desnecessário é na verdade um feedback de grande valor para a maioria das pessoas. Isso se aplica tanto a seus colabores e colegas como também a amigos e familiares. 3. O contato visual é um tipo de feedback. Quando não fazemos contato visual, é como se estivéssemos dizendo: Você não é importante o bastante para que eu perca meu tempo olhando para você. 4. Precisamos saber que algumas pessoas demandam mais feedback do que outras. Dizemos que elas são de manutenção alta porque precisam de muita atenção e disponibilidade. Com freqüência evitamos dar a essas pessoas qualquer espécie de retorno porque temos medo de que, quanto mais lhes dermos, mais irão querer. Mas, ao negarmos feedback a uma pessoa de manutenção alta, estamos de fato piorando, e não melhorando a situação. 5. Sonegar feedback a alguém é uma espécie de castigo psicológico. Justamente por ser tão doloroso ao ser negado, o feedback pode ser também muito poderoso quando aplicado de forma apropriada. Assim, dar um bom-dia ou fazer contato visual é algo muito simples, mas que causam um grande impacto a quem está recebendo. Agora que você já conhece os princípios básicos sobre feedback, algumas dicas de como dar o feedback. 1. Qual a sua intenção? Antes de dar um feedback, é importante refletir sobre minha intenção em estar fazendo isto. O feedback deve ser um presente que você deverá oferecer para o crescimento do outro. Se esta não for a intenção, é melhor não fazer... 2. Especifico: o feedback deve se referir a fatos específicos, evitando generalizações e utilizando rótulos. Por exemplo, em vez de dizer: você é uma pessoa irritante, o feedback seria mais bem utilizado se contivesse a seguinte informação: você me irritou quando, na última reunião, não deixou que Tânia se manifestasse. 3. Oportuno: o momento de se dar o feedback é outro fator de extrema importância para que realmente haja um aproveitamento de seu objetivo. Feedback na presença de outras pessoas pode gerar um constrangimento e conseqüente não aceitação por parte de quem está recebendo. Evite também deixar passar muito tempo do fato ocorrido: a tendência é de que se deixe para lá, ou ainda que o ouvinte nem se lembre ao certo o como agiu naquela ocasião. Obviamente, você só deverá dar o feedback caso perceba que tanto você quanto sua contraparte estão em condições psicológicas para dar e receber de forma adequada. 4. Solicitado: o momento mais oportuno para se dar um feedback é quando a pessoa solicita. Não perca oportunidades como esta. 5. Forma e conteúdo (amor verdade): a forma como se dá um feedback é tão importante quanto o conteúdo do que se está falando. Seja sempre franco com seus colegas de trabalho. As coisas que não são ditas claramente no dia-a-dia acabam aparecendo de outras maneiras que só corroem o relacionamento... Porém, isto deve ser feito sempre com cuidado e respeito. O carinho com que se consegue dar um feedback diminui possível resistência de quem está recebendo. 6. Lembre-se: muitas vezes usamos o termo feedback como sinônimo de crítica, mas na verdade ele pode ser também positivo. É um retorno para o outro, pode ser um reconhecimento ou um ponto a ser melhorado. Muitas vezes, um elogio é a melhor forma de ajudar um colega a se desenvolver... Para quem recebe um feedback, principalmente quando este se referir a um ponto a ser melhorado. 7. Ouvir sem contra-atacar: também é muito comum aproveitarmos o momento que estamos recebendo um feedback para falar à contraparte coisas sobre ele. Se você não teve a iniciativa de dar um feedback ao colega, não deverá fazer isto quando ele teve. Lembre que este momento não está sendo nada fácil também para quem está lhe dando o feedback. Ouça, tire dúvidas caso não tenha entendido algo direito, agradeça e diga que irá refletir sobre o ocorrido. 8. Elaborar: normalmente feedback que informa sobre um ponto a ser melhorado é um prato de difícil digestão. Não é fácil quando nos deparamos com algo que não havíamos percebido de nós próprios. Leva-se um tempo para assimilarmos este tipo de coisa. Ao receber um feedback, mantenha-se aberto para pensar sobre aquilo que lhe foi dito. Não tente buscar justificativas do porque você agiu assim, isto só fará com que você se conforme e não busque mudar. 9. Tem que incomodar : Se sua reação frente aos feedbacks é de indiferença, provavelmente não haverá mudança nenhuma em seu comportamento. Normalmente receber feedback gera um incômodo. Canalize esta energia para conseguir provocar uma mudança positiva em sua maneira de ser. Analise e reflita sobre suas atitudes, pense se está lidando com as pessoas da maneira certa. A falta de feedback ou o mau uso dele pode dificultar em muito nossas relações, já que ele tem um papel central em nossa vida, regendo nosso esforços e estímulos. Referências WILLIAMS. L. Richard. Preciso saber se estou indo bem!! Rio de Janeiro: Sextante, 2005. http://www.duomodesenvolvimento.com.br Rosa Albuquerque, mestre em Recursos Humanos. Professora - Planejamento Estratégico e Gestão de Mudanças.
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