Fazer mais com menos é, realmente, possível?
Fazer mais com menos é, realmente, possível?

Fazer mais com menos é, realmente, possível?

Quando nossa empresa nos proporciona as ferramentas e os conhecimentos necessários para alcançar tais objetivos é relativamente tranquilo. Mas, e quando isso não acontece?

Prezados administradores, hoje irei compartilhar com vocês uma pequena história que ilustrará, de uma forma bem simples, um pensamento que adora ser proferido por nossos queridos chefes. Trata-se da boa e velha máxima “fazer mais com menos”, um importante princípio da eficiência organizacional.

A grande questão a ser refletida é a seguinte: fazer mais com menos quando nossa empresa nos proporciona as ferramentas e os conhecimentos necessários para alcançar tais objetivos é relativamente tranquilo, mas, e quando isso não acontece?

E quando nós sabemos que somos capazes, e estamos motivados para executar as tarefas que nos foram propostas, mas somos impedidos de realizá-las por culpa de uma ineficiência organizacional? Quais implicações isso irá nos gerar?

Acompanhem:

Imaginem uma equipe de 10 pessoas construindo uma casa. Elas têm certo número de dias para a construção. Imagine que dois operários estão doentes, e não há substitutos. Cada um vai faltar dois dias de trabalho. Mas os demais operários são informados de que precisam terminar a obra a tempo. Eles resmungam, mas conseguirão terminar, mesmo com dois homens a menos.

Eles podem trabalhar uma hora extra por dia, ou trabalhar no fim de semana. Mas, digamos que dois operários fiquem doentes e levem as ferramentas para casa. Não há martelos. Não há pregos, escadas ou serras. E não há verba para comprar novas ferramentas.

Se o empreiteiro diz aos trabalhadores que eles ainda têm de completar a tarefa dentro do prazo, sem ferramentas, eles vão pensar que o chefe está louco. E se ele insistir, eles podem tentar, mas vão fracassar. Porque, sem as ferramentas, essa equipe não pode realizar seu trabalho.

O que essa simples passagem nos mostra é que, a partir do momento em que queremos fazer nosso melhor trabalho, mas não temos como, a nossa tendência natural é começarmos a nos sentir frustrados.

Mas existe um importante detalhe a ser dito, frustração não é o mesmo que desmotivação. Só fica frustrado aquele funcionário que realmente se importa com os objetivos da organização, aquele que realmente se dedica ao que faz, mas que, infelizmente, é impedido por obstáculos organizacionais de utilizar todo o seu potencial.

Mas, calma, que pode piorar. Geralmente, como tais funcionários não querem se indispor com seus superiores, principalmente em uma cultura paternalista como a brasileira, a frustração costuma ser uma doença silenciosa.

Esses funcionários, com o tempo, podem se desligar da empresa, indo em busca de um lugar melhor. O gestor que não compreende esse processo poderá presenciar uma verdadeira fuga de talentos.

Agora, o mais importante: como identificar e como resolver essa importante questão?

Bem, esse será o assunto do meu próximo texto, no qual abordarei os princípios contidos no livro O inimigo do engajamento profissional: conquiste o comprometimento de sua equipe e elimine a frustração, de Mark Royal e Tom Agnew.

Porém, já vou adiantando, esse problema não será resolvido com palestras motivacionais, como a maioria dos gestores acredita.

Não percam!

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