Exercício de reflexão política

Não sei se já notaram, mas o atual Governo age com certa desenvoltura estratégica quando o assunto é jogo de poder: tornando o Presidente do Senado, Renan Calheiros, o mais novo melhor amigo do Planalto, conquista-se alguém que, de fato, pode influir na análise das contas de 2014 da Presidenta Dilma que está a cargo do Tribunal de Contas da União. Para quem não se recorda, essas contas estão sujeitas a um parecer restritivo em virtude das "pedaladas fiscais".

Quanto à influência de Renan nas análises do TCU, trata-se de uma questão política: alguns de seus aliados integram o time de Ministros que julgarão no Plenário do TCU as referidas contas de Dilma. Em troca, Renan teria a gratidão de Dilma, uma possível manobra orquestrada pelo Governo para evitar que o Senador seja denunciado pelo Ministério Público da União em função da Operação Lava-Jato e alguns cargos adicionais para apadrinhados do Presidente do Senado no Poder Executivo.

Caso a estratégia do Governo se concretize, a tentativa de condução de um processo de impeachment pela Câmara dos Deputados ficaria enfraquecida. Quanto à pretensão de o PSDB derrubar a chapa da Dilma no TSE e provocar a realização de novas eleições, ela assumiria “ares de golpe”. E tudo isso alimentado por uma campanha ideológica potencializada pelos movimentos que a militância do PT (UNE, CUT, MST, dentre outros) vem fazendo ao longo da semana para conferir uma pretensa legitimidade aos que estão no poder à custa de imposturas e escândalos.

Ainda em relação à citada militância, causa espécie que ela não tenha saído às ruas para se manifestar contrariamente ao golpe que foi desferido à Petrobras num dos maiores escândalos de que, talvez, se tenha conhecimento na história da humanidade.

Dessa forma, cabe à população vigiar para que a pizza de Renan e tantos outros não saia do forno à custa da manutenção do projeto de poder do PT. Para tanto, há que se reforçar o ato apartidário previsto em todo o país para o próximo dia 16, sair às ruas e dar um basta a essa crise política, econômica e moral conduzida por essa coalizão de forças que não está nem aí para PIB em queda, inflação em alta, desemprego ou agravamento da pobreza e das desiguladades sociais.

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!

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