Ex-funcionário: a peça-chave na retenção de pessoas

Se uma empresa conseguir chegar ao estágio de ter ex-funcionários capazes de recomendá-la, certamente ela está entre as mais eficientes na prática e manutenção de sua marca empregadora. Mas como chegar neste estágio?

Hoje em dia, com a tecnologia e acesso a informação que temos, é impossível para uma empresa passar incólume. Existe um diálogo sobre cada empresa acontecendo o tempo todo, especialmente nas redes sociais - você querendo ou não.

Da mesma forma, seria muita ingenuidade acreditar que, quando uma empresa oferece uma oportunidade, as referências apresentadas não façam parte do processo de decisão do candidato. A cada dia que passa, as pessoas utilizam as mais diversas fontes para chegar até os atuais ou ex-funcionários e conhecer “a real”.

Entende-se que o momento da “venda” da empresa por parte do gestor e do RH, via de regra, ainda vem carregada de muita idealização com relação à essência da marca como empregadora, ou seja, normalmente não corresponde à realidade. E é este gap que as pessoas procuram nestas fontes.

Redes sociais e sites de avaliação são apenas a ponta do iceberg. As pessoas têm também buscado pessoalmente referências com relação à companhia, especialmente de ex-funcionários, que já não trazem o compromisso ou pressão com relação à empresa. E esta busca é, sem dúvida, capaz de dar uma leitura mais clara aos profissionais prestes a encarar novos desafios.

Há que se ter cuidado com os extremos. Todas as partes aqui devem exercitar a isenção. Aos funcionários e ex-funcionários, é importante que as organizações mostrem os pontos que julgam relevantes, sejam eles negativos ou positivos. Especialmente por que uma empresa, sua cultura e seus valores dialogam de maneira muito particular com cada pessoa.

Cabe às organizações um trabalho verdadeiramente comprometido e profundo de revisão de seus valores, pilares e marca empregadora. E também valorizar o que efetivamente é percebido como importante pelo colaborador, independentemente do que é idealizado pela liderança. Porém, acima de tudo, as empresas precisam efetivamente evidenciar os valores que são praticados.

O que normalmente causa frustração e pode fazer com que um funcionário ou ex-funcionário não recomende de forma alguma uma empresa, mesmo que sua saída tenha sido amigável, é o fato mais básico na comunicação: não cumprir o que se promete. Marca é a essência do que é praticado, e não idealizado.

Se uma empresa cumpre o que fala, mesmo com dificuldades em alguns pontos, com relação a sua entrega, certamente seus ex-funcionários enxergarão valor nesta empresa e a recomendarão para potenciais candidatos.

Se uma empresa conseguir chegar ao estágio de ter ex-funcionários capazes de recomendá-la, certamente ela está entre as mais eficientes na prática e manutenção de sua marca empregadora. E cada vez mais terá menos ex-funcionários, já que naturalmente passará a reter os profissionais que interessam, tornando seu capital intelectual cada vez mais leal, produtivo e pronto para aceitar desafios do crescimento da companhia.

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