Eu sou o melhor e o inferno são os outros

O título deste artigo resume, por exemplo, o que pensam (e o que dizem) nossos políticos acerca dos problemas que eles mesmos ajudaram a produzir.

Em quase 10 anos prestando serviços à Administração Pública Federal (ANP + empresa estatal de biocombustíveis + ANS), este que lhes escreve sempre teve que lidar com uma triste realidade da classe política, que também contamina diversos gestores públicos: a de sempre buscar se eximir de responsabilidade e pôr a culpa dos problemas do país nos outros.

Tal constatação costuma ser resumida por esses políticos e gestores de três maneiras distintas:

1. Quando cheguei, já estava assim;

2. Sou vítima de perseguição pela oposição; e

3. A culpa é da crise.

Infelizmente, a "arte" de assumir os bônus e atribuir o ônus aos outros não é exclusiva de políticos. Em nossa vida profissional, por exemplo, também é comum lidarmos com colegas de trabalho que se enaltecem e buscam atribuir as conquistas coletivas ao seu intelecto superior, enquanto responsabilizam exclusivamente os outros pelos insucessos.

À luz do exposto, fica a seguinte reflexão: até quando aceitaremos isso tudo?

Como bem disse Gandhi, a mudança do mundo começa por nós mesmos. De nada adianta fecharmos os olhos para a realidade e defendermos o mantra de que o inferno são os outros. Afinal de contas, o sucesso ou o fracasso depende da forma como enfrentamos os desafios e as adversidades que surgem em nossas vidas.

Dessa forma, fica um desafio pessoal para quem acredita que entre o estímulo e a resposta sempre haverá a nossa liberdade de escolha: façamos das nossas vidas um eterno Ciclo PDCA (Plan-Do-Check-Action). Agindo assim, amanhã sempre seremos melhores do que hoje.

Quanto aos três discursos supracitados, ficam três desafios para os que acreditam que só conquistam campeonatos os que exercitam a máxima de que juntos somos mais fortes:

1. Pensemos sobre a importância das escolhas que fazemos;

2. Escolhamos as pessoas certas para as posições certas; e

3. Fiscalizemos a atuação das escolhas que fizemos.

Com isso, certamente minimizaremos o risco de que Lulas, Dilmas, Cunhas, Renans, Piccianis, dentre outros, desgovernem as nossas vidas e, ainda, nos responsabilizem pelos erros que eles cometeram, como fez o Ministro Edinho Silva nesta semana.

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!

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