Eu mando no dinheiro, mas ela decide no que gastar

A relação do dinheiro entre recém casados está se tornando um dos grandes motivos para separações. Aqui repasso um pensamento de como trabalhar as emoções envolvidas

Eu e minha esposa somos um casal parceiro em tudo, até nas finanças.

E quando casamos ela me disse: “A partir de hoje você cuida das contas, vamos abrir uma conta em conjunto e você decidi o nosso futuro!” Fiquei surpreso com a decisão até porque no início do namoro ela já era muito bem organizada com suas contas.

Então decidimos fazer um plano de como seria nossa relação com o dinheiro. Primeiro passo foi relacionar todas as despesas que teríamos para manter a casa, nossos interesses em comum, prestação do carro, financiamento da casa. E é claro uma reserva financeira, obrigatória para não ser pego por surpresas indesejadas.

E por aí foi. Decidimos que cada um teria o seu percentual para gastar do salário, assim seria justo, pois, os dois possuem rendas diferentes.

Todas as decisões não são fáceis de tomar. Até porque muitos tinham uma vida, uma rotina financeira antes de casar. Mas, quando a decisão é de unir forças os esforços devem ser em comum para dar certo.

No momento dos votos do matrimônio os noivos fazem a habitual declaração, “prometo ser fiel, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza.”

Esta úlitma é que está complicando muitos casais que não entendem que decidindo se unirem estão se tornando uma sociedade em comum. Por interesses em comum, por projetos em comum, objetivos de prosperar em conjunto, crescer, constituir sua fortaleça.

O relacionamento de um casal pode ser comparado como negócio onde duas empresas unem forças para prosperarem unidas. O objetivo desta união é que ambos os lados tenham vantagens. Se um lado só vencer, o outro verá que está sendo prejudicado, e, romperá o acordo. Então um dos lados busca outra parceria para prosperar.

É a mais pura verdade. As pessoas estão se casando com pensamento que a união é apenas de corpos, sentimentos e para cuidar dos filhos. Mas, onde fica os objetivos que cada um tinha antes de casar. A frustração dos casamentos começa por aí.

Mas, isto só acontece por que não ouve esta conversa sobre desejos e aspirações, onde cada um gostaria de chegar e de estar. Os segredos, as motivações, as ambições, os desejos, são estas emoções que cada um deve conhecer do outro. E onde entra o dinheiro?

Na realização destas emoções. Se todas elas não forem compartilhadas e cada um quiser realizá-las sozinho. Como ficará a entidade firmada, o casamento?

Colocar alguns sonhos e desejos de lado para que o ínicio deste processo prospere é essencial para o sucesso. Veja bem, não estou dizendo você deve desistir dos seus sonhos por causa do casamento. Mas, ele deve ser discutido antes de concretizar a união. A questão está em avaliar onde sua nova família se encaixa neste sonho. Exemplo, “o meu sonho é andar de bicicleta pelo mundo;” “Morar um ano no exterior para conhecer a cultura”.

Estes sonhos e desejos devem ser analisados antes do casamento. Qual é a sua REAL paixão para isto? Preciso concretizá-lo? É o meu maior desafio? Se a resposta para todas estas perguntas for SIM, então decida se o casamento é prioridade. Ou, se você encontrar a parceira ou parceiro ideal que tenha os mesmos desejos e gostaria de unir forças para concretizá-los juntos. Seria o verdadeiro ápice da realização dos sonhos.

Na grande maioria dos casos onde o casal une forças financeiras eles prosperam. O casal entra em sintonia e juntos definem o que deve ser investido para o casal e o que cada um necessita para realização própria.

Este processo financeiro só terá sucesso com cumplicidade de ambos aos objetivos financeiros. O que queremos ser ou ter? O que necessitamos? Do que precisamos? O pensamento deve estar no NÓS e não no EU. Assim, o dinheiro nunca será o problema entre o casal e sim a motivação para realização dos sonhos e desejos.

Uma dica de como o casal poderia lidar a questão de diferenciação salarial e o quanto cada um poderia gastar com seus caprichos e desejos momentânea. Exemplo, 20% do salário correspondente poderia ser gasto como queiram.. Ele ganha 2.000,00 e ela 1.500,00, neste exemplo, ele tem 400,00 para gastar consigo e ela 300,00. Mas, lembrando que estes valores devem fazer parte da sua planilha de gastos. E ter uma regra bem definida para isto, o restante que sobra, “caixinha reserva”, uma poupança para momentos emergênciais é muito importante ter. Até diria que seria o primeiro passo que o casal deveria tomar, construir um patrimônio juntos com suas economias mensais. (mas isto é outra história).

Pensa sempre que o dinheiro não é o seu inimigo e sim a recompensa pelo seu esforço. E ele ajudará você a realizar seus desejos e sonhos materiais.

E vamos para ACTION!

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