Estratégias de Resultado

Nesta época do ano as empresas começam a se movimentar para elaborar o planejamento, visando assegurar a realização de seus objetivos estratégicos. O que podemos notar é que muitas delas não se preparam adequadamente para elaborar um plano formal.

Nesta época do ano as empresas começam a se movimentar para elaborar o planejamento, visando assegurar a realização de seus objetivos estratégicos. O que podemos notar é que muitas delas não se preparam adequadamente para elaborar um plano formal, com as ferramentas adequadas e muito menos com conhecimento suficiente para esta construção. O que pude observar nos últimos anos é uma sucessão de equívocos que terminam levando a ferramenta ao descrédito. Vamos analisar quatro deles:

1. Apresentei uma proposta de consultoria ao dono de uma empresa, que ficou encantado com a forma de condução do processo. Porém ele insistia que todo o Planejamento Estratégico (P.E.) fosse realizado em um único no final de semana, reunindo os gestores em um hotel de nosso litoral. Importante lembrar que planejar não uma ação isolada, mas sim um processo no qual as ideias são maturadas através do tempo. Para a elaboração de um instrumento de planejamento que possa servir como referência à organização é fundamental dar tempo ao tempo, estendendo o período a encontros seqüenciais e espaçados, com o objetivo de amadurecer o processo.

2. Certa vez estava conversando com um profissional de consultoria que afirmou ser ele o responsável pela elaboração do P.E. de todos os seus clientes. Perguntei se, ao final do processo, os clientes implantavam as ações previstas. Você já pode imaginar a resposta. Planejar é definir o que você quer, precisa e deve fazer para atingir suas metas, e ninguém pode definir isso por você. O que é possível e recomendável é a contratação de uma consultoria para entrar com a ferramenta técnica e conhecimento geral, enquanto que da empresa extrai-se todo o conteúdo específico, que é a essência do instrumento.

3. O presidente de uma conhecida empresa convidou-me para uma reunião na qual reconheceu a importância do P.E., estava convencido que isso poderia representar um ganho significativo no desempenho do seu negócio. Impôs “apenas” uma condição: ele mesmo não participaria do processo. Como uma empresa pode fazer um planejamento que se diz estratégico sem a participação do principal líder? É fundamental que a condução do processo esteja no topo da pirâmide, assessorado pelos gestores.

4. Quando o gerente comercial de uma grande empresa pediu uma proposta para realizar o Planejamento Estratégico, fiquei excitado porque se trata da líder de mercado, com abrangência nacional. Qual não foi minha surpresa ao constatar que eles optaram por fazer o trabalho sem qualquer ajuda externa, dizendo-se conhecedores de todo o processo e do mercado. Quando todos os envolvidos são da empresa, continua havendo hierarquia, interesses pessoais e jogo de poder. Um agende externo pode mediar questões internas com maior isenção, buscando assegurar o interesse maior da empresa. Além disso, pode contribuir com visões inovadoras e quebra de paradigmas.

Todos agentes econômicos mundiais estão de olho no Brasil e o Nordeste é a bola da vez. Importante estarmos preparados para assegurar competitividade às nossas empresas no cenário que se projeta para nossa região. Definir claramente aonde queremos chegar e quais os caminhos a serem trilhados para a realização de nossos objetivos, é fundamental para garantir às nossas empresas um lugar ao sol.

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