Estratégia de perpetuação no poder: um desserviço para uma nação

Enquanto uns pregam harmonia, os que almejam tão somente a perpetuação no poder defendem e sustentam a lógica do "dividir para conquistar".

O ano mal começou, e as disputas políticas que tomaram conta do cotidiano nacional em 2015 retornaram com força. Trata-se de uma série de embates que lembram uma guerra de trincheiras, na qual o Brasil está no meio do tiroteio e, portanto, prestes a sofrer um duro golpe de um dos lados envolvidos.

Mas... Como tal embate ideológico tomou conta do país em tão pouco tempo?

A origem dessas disputas, que teve na Lava Jato o fim de um "acordo de cavalheiros" selado pelos dois lados que sempre se locupletaram à custa do patrimônio público, remonta ao projeto de perpetuação no poder que o Foro de São Paulo tentou viabilizar na América Latina, com a aquiescência dos chineses.

Dessa forma, surgiu um contraponto à influência estadunidense no continente americano, fazendo com que surgissem embates político-ideológicos entre os que estão ao lado do neoliberalismo norteamericano e os que apoiam o modelo chinês de Estado forte e onipresente na vida econômica nacional. Essas disputas vêm ocorrendo, por exemplo, na Venezuela, no Equador, na Nicarágua e, é claro, no Brasil.

Contudo, os embates entre essas duas vertentes geraram uma divisão estrutural na sociedade brasileira, divisão alimentada, principalmente, pelas aspirações do grupo ligado ao Foro de São Paulo, liderado por Lula e sua turma. Isso se deve, sobretudo, a uma estratégia que se assemelha a uma estratégia de guerra, que está apoiada nos seguintes eixos:

1. Construção de uma ideologia que sirva de amálgama e de diretriz para os diferentes grupos/movimentos a serviço do projeto de poder em questão.

2. Fortalecimento de uma figura que seja capaz de conduzir o projeto de poder, funcionando como uma espécie de "messias dos exércitos".

3. Cooptação de potenciais opositores ao projeto de poder.

4. Perseguição dos que se opõem efetivamente ao projeto de poder.

5. Divisão interna nos grupos políticos opositores ao projeto de poder, por meio da cooptação de alguns membros e da infiltração de "agitadores" no seio do grupo opositor.

Ressalte-se que o campo de batalha onde se processa essa guerra é a sociedade brasileira, que vê sua vida econômico-social comprometida por disputas que também se assemelham à de crianças numa creche em busca do controle do melhor brinquedo.

Ademais, como bem disse Sun Tzu em sua A arte da guerra, a guerra é o último recurso de que deve dispor um governante, dados os prejuízos que ela causa à vida das pessoas e à economia do Estado. Porém, parece que os coxinhas e os mortadelas não estão nem aí para isso...

Quem ganha com esse estado de coisas ainda é cedo para dizer. Entretanto, quem perde é o país como um todo.

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!

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