Estratégia como fator preponderante para o sucesso das organizações no século XXI

A busca por desempenho eficiente é longa em todas as organizações, embora haja uma luta constante em desenvolver meios e ferramentas que possam assegurar o sucesso e trazer de forma rápida resultados que as organizações necessitam. Com as incertezas de um cenário mutável e instável a todo tempo surge à necessidade que as organizações criem estratégias que possam assegurá-las dos perigos que o mercado dispõe, bem como preparar-se para as incertezas. Com os avanços tecnológicos e científicos as distancias tem sido encurtadas, o que tem aproximando pessoas e facilitando o acesso imediato às informações, que serão utilizadas nas tomadas de decisões. Antes os grandes gurus da administração estudavam fórmulas e modelos que aplicados nas empresas garantiriam sucesso e uma boa engrenagem dos negócios. Taylor precursor da administração como ciência, via à empresa como um sistema fechado que apenas se preocupava com as tarefas e o controle do tempo, que iria garantir a eficácia desejada; logo em seguida o também engenheiro Fayol, com sua teoria clássica, pregava que o sucesso organizacional dependia do ênfase na estrutura da empresa, e na descrição dos cargos hierárquicos; Em seguimento, nasceu a teoria das relações humanas de Elton Mayo, que surgiu fazendo oposição a abordagem cientifica da administração, tendo como ponto base a experiência de Hawthorne, onde Mayo, percebeu uma nova variável que dava ênfase as pessoas nas organizações, que antes eram vistas apenas como meio de exploração do empregador. Percebemos que os principais precursores da administração esqueciam que havia um cenário externo e que o mesmo deveria ser levado em consideração para garantir a vida aos negócios organizacionais, e a eficiência organizacional. Ao redor da década de 50, o alemão Ludwig Von Bertalanffy elaborou uma teoria interdisciplinar, que dizia que as descobertas da ciência deveriam ser utilizadas pelas demais e que serviriam como fonte de compreensão para o conhecimento; as ramificações que as teorias da administração se propuseram a estudar passaram a serem vistas de forma sistêmica o que ocasionou a percepção de que o sistema macro influenciava de forma gradativa as organizações, sendo ele o principal moldador de todos os objetivos organizacionais. Com a percepção que o ambiente é a principal vertente que influência os negócios e os objetivos organizacionais, as empresas passaram a adotar estratégias para o desempenho de suas ações e para isso, começaram a estudar formas e meios para alcançar resultados a curto e a longo prazo. Segundo Chiavenato todo sistema depende de um maior que o envolve e do qual faz parte, ou seja, as empresas não podem traçar estratégias sem perceber as mudanças gradativas que o cenário macro oferece, e nem da forma que o mesmo é percebido, pois qualquer visão distorcida ou estratégia traçada de forma errônea poderá prejudicar o desempenho da organização. Nota-se, portanto, que para que uma organização tenha sucesso em suas atividades, é necessário adotar uma estratégia bem elaborada e focada no alvo que é o resultado, mas para tanto, torna-se essencial, basear-se no conjunto de funções, que orienta as atividades de uma empresa que são conhecidas como administração aonde é preciso que seja adotada uma estratégia bem elaborada e focada no alvo que é o resultado. O homem redescobre hoje que o futuro não é previsível, nem está escrito, mas é profundamente incerto. Edgar Amorin Partindo do pressuposto que o futuro é incerto, as empresas passaram a desenvolver estratégias que possam lhes dar confiança em suas tomadas de decisões. Fala-se muito hoje em ferramentas que auxiliem em tomadas de decisões seguras; um exemplo atual é o Balanced Scorecard que é uma ferramenta criada por Kaplan e Norton com a finalidade de construir sistemas de gestão estratégica nas organizações para facilitar a gerencia e assegurar o lucro de suas operações no mercado, utilizando cenários de transformações balanceados entre dimensões criticas para o desempenho dos negócios. A estratégia empresarial focaliza a melhoria da posição competitiva dos produtos ou serviços de uma empresa ou unidade de negócios em um determinado setor ou segmento de mercado. A estratégia empresarial pode ser competitiva (enfrentando um ou mais concorrente para obter vantagens), cooperativa (trabalhando com um ou mais concorrentes para obter vantagens em relação aos demais concorrentes) ou utilizar ambos os sistemas - e serve para colocar em questão a maneira como a empresa ou suas unidades devem competir ou cooperar em uma determinada indústria. Segundo Hunger e Wheelen a estratégia competitiva cria uma posição defensável em um setor para que uma empresa possa superar o desempenho das concorrentes. Essa estratégia suscita as seguintes questões: Devemos competir com base no custo baixo( e, da mesma forma, em preço baixo), ou devemos diferenciar nossos produtos ou serviços com base em algum outro fator distinto do custo, como qualidade ou serviço? Devemos competir frente a frente com nossos maiores concorrentes pela maior, porem mais procurada, participação de mercado, ou devemos focalizar um nicho onde possamos atender um segmento de mercado menos procurado, embora lucrativo? Hunger e Wheelen propõem duas estratégias competitivas genéricas para superar o desempenho de outras corporações de um determinado setor: menor custo e diferenciação. Essas estratégias são chamadas de genéricas porque podem ser seguidas por uma empresa de qualquer tipo ou tamanho, até mesmo por organizações sem fins lucrativos. Estratégia de menor custo é a capacidade de uma empresa ou unidade de negócios projetar, produzir e comercializar, com mais eficiência que os concorrentes, um produto comparável ao deles. Estratégia de diferenciação é a capacidade de oferecer ao comprador um produto de valor único e superior em termos de qualidade, recursos especiais ou serviços pós venda. Nenhuma estratégia competitiva especifica oferece garantia de obter sucesso, e algumas empresas que implementam com bom êxito uma das alternativas de Hunger e Wheelen descobriram que não podiam sustenta-la. Cada uma das estratégias genéricas tem seus riscos. Em um aspecto, a liderança de custo pode ser imitada pela concorrência, especialmente quando sua base torna-se menos importante para os compradores. Por exemplo, uma empresa que segue uma estratégia de diferenciação deve garantir que o maior preço cobrado por sua maior qualidade não fique muito acima da concorrência; caso contrário, os clientes não verão o custo extra dessa maior qualidade como válido. Os que optam por estabelecer um foco podem conquistar melhor diferenciação ou menos custo em segmentos de mercado, mas podem também perder para concorrentes que visem a alvos amplos quando o caráter único do segmento de mercado desaparecer gradativamente ou não houver mais demanda. Referências Bibliográficas: GIANESI, Irineu G. Nogueira,; CORREA, Henrique Luiz,. Administração estratégica de serviços: operações para a satisfação do cliente. Sao Paulo: Atlas, 1994. 233p. ISBN 8522411522 WRIGHT, Peter L.,; KROLL, Mark J.; PARNELL, John A.. Administração estratégica: conceitos. São Paulo: Atlas, c1998. 433p. ISBN 8522423571 (broch.) HITT, Michael A.,; IRELAND, R. Duane,. Administração estratégica: competitividade e globalização. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003. 550 p. DERESK, Helen.. Administração global: estratégica e interpessoal. Porto Alegre: Bookman, 2004. 3 CAVALCANTI, Marly,; COLENCI JR, Alfredo,; CATROPA, Amauri Pedroso,. Gestão estratégica de negócios: evolução, cenários, diagnósticos e ação : com estudos de casos nacionais e internacionais. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, c2001. 385 p75 p
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