Estratégia de aposentadoria – não cometa este erro
Estratégia de aposentadoria – não cometa este erro

Estratégia de aposentadoria – não cometa este erro

Que erro é esse que os brasileiros cometem na hora que planejam a estratégia de aposentadoria?

Se errarmos as contas num planejamento financeiro de longo prazo tão importante quanto a independência financeira na aposentadoria, ao chegar o momento de usufruir desse objetivo tão sonhado, o processo de frustração será muito grande e irreparável.

Para transitar numa sociedade capitalista como a que vivemos, é importante que nos relacionemos bem com o dinheiro, e um projeto que quase todo mundo almeja é conquistar a independência financeira na aposentadoria.

O que buscamos é uma situação onde não dependamos do trabalho, da renda ativa, ou seja, a renda que vem do salário, do pró-labore. Da renda resultante da mão na massa, de arregaçar as mangas de do envolvimento direto com aquilo que se faz para poder fazer jus àquela renda.

Todos desejamos não depender de uma renda ativa para poder financiar o próprio padrão de vida, que nada mais é do que a cesta de bens e de serviços que estamos habituados a consumir.

O PADRÃO DE VIDA E A INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA

Nosso padrão de vida é definido por esta cesta que representa as nossa escolhas e preferências, ou seja, escolhas de qual o cinema que preferimos ir para nosso lazer, qual é a marca da cerveja que preferimos tomar, o macarrão que compramos no supermercado que gostamos de ir, ou a escola que matriculamos nossos filhos.

Todas essas escolhas e preferências juntas, ao final de cada mês, têm um custo associado.

Quando alcançamos um volume de renda que não depende diretamente do esforço ativo, e que essa renda é suficiente para pagar os custos relacionados as estas escolhas, você não depende mais diretamente do teu trabalho. E aí está caracterizada a independência financeira.

Efeitos da Independência Financeira

Um efeito dessa conquista, é que muito provavelmente passamos a viajar mais do que pessoas que não têm independência financeira, teremos mais de lazer do que essas pessoas, mas isso não quer dizer que vamos necessariamente querer parar de trabalhar.

Poderemos decidir trabalhar com alguma coisa por paixão, simplesmente porque acreditamos e gostamos muito naquilo. Afinal de contas não existe dependência daquela renda ativa proveniente de salário, já que os investimentos pagam as contas e mantém o padrão de vida escolhido.

Mas muito cuidado.

Para conquistar a independência financeira na aposentadoria, é preciso levar em conta ao menos três variáveis principais na sua estratégia de aposentadoria.

Para falar de independência financeira na aposentadoria você tem que construir seus ativos. Um volume de dinheiro investido.

Não se deve confundir patrimônio com ativos, o que normalmente gera mesmo alguma confusão.

É comum ouvir pessoas falando sobre a preocupação com formar patrimônio. Existem até programas de formação patrimonial.

Não é necessário você ter patrimônio para ter uma vida com aquela independência financeira na aposentadoria que desejamos e buscamos.

Estamos tratando da questão relacionada com a qualidade de vida.

QUAL É A DIFERENÇA DE ATIVO E PATRIMÔNIO?

Quando você olha para os lados, o que vê com frequência é um padrão que a maioria implementa nas suas vidas à medida que vão ascendendo na carreira ou começam a ter rendas maiores.

Profissionais que tenham um salário com que pagam as contas são promovidos. Começam a ganhar mais eu começam a pagar mais contas, já que também começam a acessar mais lazer.

Em pouco tempo compram um carro novo, depois trocam o carro por um outro carro mais moderno e equipado de uma marca melhor de mais status, compram uma casa de praia, e por aí vai.

Estas pessoas estão acumulando mais patrimônio? Claro que sim. Mas tudo isso através da renda ativa delas.

Se perderem parcial ou totalmente a renda ativa, ou seja, o salário ou pro-labore, percebe-se que em um, dois ou três meses no máximo, elas vão começar a ter muitos problemas.

Elas não conseguirão manter o custo desse padrão de vida, simplesmente porque não têm liberdade e nem independência financeira de verdade.

Algemas de ouro

A percepção aos olhos dos outros e, às vezes, delas próprias, é que elas têm qualidade de vida, quando na verdade não estão levando em conta aspectos importantes relacionados a finanças.

Comem nos melhores restaurantes, compram as melhores roupas, têm um carro bacana, viajam quando desejam e têm tudo aquilo que querem.

Mas, apesar de tudo, ainda estão numa posição escravizante. Talvez com algemas de ouro, com um super carro, com muito luxo e com muito conforto, mas completamente dependentes de um trabalho que forneça uma renda ativa.

São muitas as pessoas que têm rendas consideradas boas para um padrão brasileiro, mas que vivem com insônia porque não sabem como vão fazer para pagar a escola do filho se não fechar aquele contrato, não bater aquela aquela meta para ter aquele bônus, etc.

Se alguém tem um bom salário ou pró-labore, aproveita uma oportunidade e compra uma casa na praia, essa casa passa a fazer parte do seu Patrimônio.

Isso é Patrimônio. Começa a figurar na relação de patrimônio na declaração de Imposto de Renda, mas não gera nenhum dinheiro para colocar no bolso.

Essa é grande diferença entre Patrimônio e Ativo: um Ativo tem a capacidade de gerar e coloca dinheiro no bolso, período a período.

Entenda estes exemplos simples

Patrimônio, aliás, como aquela casa na praia do exemplo acima, provavelmente vai até levar dinheiro embora. Eventualmente gerará despesas com segurança, vai ter IPTU associado a ela, gastos com manutenção etc.

Ativo, por outro lado, seria aquela casa que poderia ser alugada a um terceiro.

O aluguel recebido representa uma renda imobiliária da qual seriam subtraídos todos os custos com aquela casa, e este resultado sendo positivo, aí sim, você tem um bem. Um ativo, já que neste caso está colocando dinheiro no bolso do proprietário, período a período.

ESTRATÉGIA DE APOSENTADORIA COM INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA

Agora, vamos supor que alguém tivesse 1 Milhão de Reais. Este seria o seu Ativo.

E essa é a primeira coisa que alguém tem que ter no processo de construção da independência financeira na aposentadoria. Tem que ter ativos.

A outra coisa que é preciso entender, é que esses ativos juntos entregam uma coisa de volta chamada retorno. Normalmente este retorno é medido em percentual.

Então imaginemos que a combinação dos ativos que essa pessoa tem (ela tem um milhão de reais investidos) vão entregar um retorno de 1% ao mês todos os meses.

Veja a diferença: quando eu tenho que trabalhar todos os dias para fazer jus ao meu salário, isso é uma renda ativa.

Já renda passiva não depende diretamente do meu esforço ou envolvimento direto.

Se alguém tem uma casa alugada, poderia estar num mês normal como qualquer outro, poderia estar viajando em outro país ou em outra cidade de férias, que, tudo mais mantido constante, ainda assim continuaria recebendo essa renda de aluguel. É a esse tipo de renda passiva que eu me refiro aqui.

Quando se investe um milhão de Reais no mercado financeiro, qualquer que seja o tipo de investimento, e este investimento retorne por exemplo 1% ao mês, significa que se tem uma renda passiva de R$10.000,00 por mês. Os R$10.000,00 equivalem ao rendimento resultante de 1% de um milhão de Reais.

Mas tem uma outra coisa muito importante, que precisa ser confrontada com os nossos ativos para saber se conquistamos o status de sermos realmente independentes financeiramente, de poder estourar champanhe e dizer que, a partir de agora, temos independência financeira de verdade.

Não se trata apenas de parecer ser rico, e sim de efetivamente conquistar uma posição de riqueza.

Para isso, é preciso comparar os seus ativos com o custo do seu padrão de vida. Aquele que expliquei no inicio deste post.

Lembra que no padrão de vida, as escolhas e preferências têm um custo associado?

Primeiro Erro Construindo Sua Estratégia de Aposentadoria

O primeiro erro, mas que não é todo mundo que comete, é olhar para a rentabilidade bruta. O que é certo é sempre considerar a rentabilidade líquida.

Suponha um rendimento de R$10.000,00 gerado a partir de um certo volume de ativos investido a uma certa taxa de retorno, e um custo do padrão de vida pessoal ou familiar de também R$10.000,00.

Se for possível conseguir na média obter R$10.000,00 com o dinheiro investido, e se estiver satisfeito com o nível de qualidade de vida que a família tem, num custo total de padrão de vida também montado em R$10.000,00, quer dizer que se no próximo mês, no mês subsequente e no outro, não houvesse a renda do salário, de um serviço freelancer, do Uber, pró-labore da empresa, ou o outra coisa que se faça ativamente todos os dias, não seria necessário ter que mudar o filho de escola, não teria que mudar a marca da cerveja que toma, nem tão pouco o lugar em que corta o cabelo.

Isso porque o atual padrão de vida está refletindo uma quantidade de dinheiro que pode ser patrocinada pela renda passiva.

Mas, dependendo de qual tipo de investimento seja feito, custos de corretagem podem ser relevantes.

Além do que, nunca se pode esquecer de descontar os impostos da rentabilidade gerada por esses ativos. Destaque especial para o Imposto de Renda.

Veja que aí nesse simples cálculo, não foram considerados custos de transação, apesar de estes nem sempre são tão relevantes assim.

Então, nesse número, R$10.000,00, não se pode estar olhando para a rentabilidade bruta, e sim para rentabilidade líquida, após descontados todos estes custos mencionados, além de outros que possam haver.

Segundo Erro Construindo Sua Estratégia de Aposentadoria

Agora, o segundo erro que muita gente comete e que é o motivo deste post, é que tem uma velha conhecida que, se você esquecer na sua estratégia de aposentadoria, daqui a 15, 30, 40 anos, quando chegar o dia de começar a viver desfrutando dessa renda, será uma surpresa bastante desagradável, em muito pouco tempo.

Se não for levada em conta a inflação nesse processo, você quebra a cara quando perceber que os R$10.000,00 de rendimentos, em pouco tempo não serão suficientes para conseguir acompanhar a evolução dos R$10.000,00 que representam o custo do padrão de vida.

O impacto inflacionário na qualidade de vida vai inviabilizar o corte de cabelo, já que de tempos em tempos aumenta de preço, a escola do filho também, a cerveja preferida, e por aí vai.

Então, mesmo querendo manter a mesma cesta de escolhas e preferências, isso não vai ser possível, por não ter levado em conta a previsão da inflação futura nesta rentabilidade.

Por exemplo, se a inflação fosse de 0,3%, então você deveria fazer 1% menos 0,3% e considerar 0,7% como rendimento líquido, no lugar de 1%.

Sendo assim, já que o rendimento líquido é de apenas 0,7% de um milhão de Reais, o rendimento a ser considerado não é mais R$10.000,00. É na verdade R$7.000,00.

Entender isso vai fazer com que você consiga planejar uma estratégia de aposentadoria, em que você passa a ter consciência que, no momento que você quiser efetivamente comemorar a conquista da independência financeira na aposentadoria e viver desses rendimentos, você vai poder fazer isso pelo resto de seus dias aqui no nosso Planeta.

Não vai se iludir com valores fictícios que na verdade estarão sendo corroídos pela inflação, enquanto você pensa inocentemente que terá o suficiente para manutenção do seu padrão de vida no futuro.

VIVER DE RENDA

Ninguém deseja que isso aconteça, e acredito que aqui ficaram esclarecidos estes conceitos de renda ativa, renda passiva, rendimento bruto e rendimento líquido.

É bem fácil encontrarmos treinamentos na internet ou ebooks prometendo ensinar a viver de renda.

Quando ouvimos falar sobre viver de renda, isso nos remete àquelas pessoas que que, por exemplo, há algumas décadas literalmente viviam só da renda imobiliária gerada por imóveis próprios alugados a terceiros.

Mas, perceba que todos nós obrigatoriamente vivemos de renda, ou seja, você já vive no mínimo da sua renda ativa. A questão é como é a composição da renda.

Durante a nossa vida produtiva nos esforçamos constantemente para tentar aumentar a renda ativa (seja salário, pró-labore, ou o que for), porque quanto mais se consegue direcionar uma parte dessa renda ativa para comprar ativos, maior é a probabilidade de conquistar essa independência financeira com uma boa estratégia de aposentadoria através da construção de renda passiva, sem deixar de levar em conta os custos, como Imposto de Renda e, principalmente, a tão imprevisível inflação.

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