Estamos prontos para a inovação?

Colaboração é o ponto de partida para a inovação das práticas no ambiente de trabalho

O trabalho em equipe faz toda a diferença no ambiente organizacional de uma instituição, já que acreditamos no potencial e talento individual de cada colaborador. Todos somos bons e juntos podemos ser melhores! As empresas que querem inovar precisam criar ambientes em que todos possam ter voz ativa; recebendo as visões diferentes a respeito de um determinado assunto, essas contribuições também deverão ser valorizadas.

Todas as ideias são bem-vindas, nesse cenário não há ideia má ou boa. Quando isso ocorre, conseguimos alcançar uma gestão baseada na meritocracia, em que todos os colaboradores conseguem ter espaço para cumprir seu escopo de trabalho e assumir novas responsabilidades e, quando, uma pessoa mostra ótima performance no desempenho de seu trabalho, todos reconhecem que ela subiu um degrau e está pronta para ser promovida. Dessa forma, conseguimos reter os talentos por meio de sistemas de reconhecimento, recompensa e gestão de carreira, nessa relação todos ganham: empresa e colaborador.

Outra situação favorável para o incentivo e o desenvolvimento de talentos é fomentar e criar situações favoráveis para o trabalho em equipe, um ambiente colaborativo em vez de competitivo. Nesse sentido, a competência comunicativa contribui diretamente também, já que os colaboradores conseguem compartilhar práticas e experiências, aprendendo mais juntos do que separados.

Independentemente do cargo, todos têm voz ativa, está aí o segredo, nesse processo: todos trabalham horizontalmente, a tomada de decisão é feita em conjunto, para que todos cheguem ao consenso. Mais uma vez, destaco outra competência importante a de negociação para convencer todos de que sua ideia é melhor.

A diversidade nesses grupos de discussão é riquíssima, já que todos juntos podem chegar a uma solução mais precisa por meio de diferentes visões e traçar projetos numa perspectiva mais inovadora. A troca de conhecimento entre as equipes promove muito mais do que a construção de ideias inovadoras, quando os colaboradores se sentem parte do projeto se sentem reconhecidos e mais motivados a alcançarem às metas em prol da missão da empresa.

Inovar envolve mudança de cultura entre os participantes da empresa, não é dizer que o que fazemos não funciona, é mostrar que podemos ser melhores no que fazemos com práticas baseadas na colaboração. Gestores que conseguem essa sensibilização, terão mais condições de adotar a inovação que exigirá a mudança organizacional no que diz respeito, segundo Moore:

(1) o modo como as instituições educacionais estão organizadas,

(2) o modo como encaram sua missão,

(3) os tipos e números de alunos que atendem,

(4) os currículos que oferecem,

(5) o modo como empregam os recursos humanos

(6) como apoiam seus alunos, proporcionam instrução, avaliam o aprendizado e mesmo

(7) o grau de excelência em que seus programas são considerados.

(MOORE, 2013, p. 400)

Ressalto ainda que as mudanças que vivemos hoje são bem maiores que as tecnológicas, temos revoluções conceituais acontecendo que vieram para transformar não apenas o cenário educacional, mas, também, as empresas que precisam ter a capacidade de inovar. Se as empresas investirem nas mudanças associadas às novas tecnologias tão presentes nesse cenário, elas se beneficiarão de modo significativo com os resultados.

REFERÊNCIA

MOORE, Michael G; KEARSLEY, Greg. Educação a distância: sistema de aprendizagem on-line. Revisão técnica: Renata Aquino Ribeiro. 3.ed. São Paulo: Cengage Learning, 2013.

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