ESTAMOS A CAMINHO DO FUTURO

O DESENVOLVIMENTO BRASILEIRO PASSA PELO ACRE Marcelo Costa Economista do CORECON- RJ e Docente da UNINORTE/AC Por favor, você pode me dizer que caminho devo seguir a partir daqui? Na verdade, isso depende muito de onde você quer chegar, respondeu o gato. Bem, eu não me importo muito com isso, pois estou apenas passeando pela floresta, disse Alice. Então não faz a menor diferença por onde você vá!, respondeu o gato. (adaptação livre da obra de Lewis Carol) A moral da história do trecho acima passa pela dimensão e importância de se estabelecer sempre um objetivo e uma estratégia para chegar a ele, é fundamental. Sem sabermos aonde queremos chegar, dificilmente podemos traçar um caminho para atingir esse objetivo. Na verdade, o caminho a ser traçado para chegar ao objetivo definido passa a ser nossa estratégia. Planejar faz parte de um processo natural que todos devemos seguir, sejamos empregados ou empresários; entidades públicas ou privadas. E aonde quer chegar o Estado do Acre? Quais as diretrizes hoje existentes, que o fazem ver o futuro com os olhos de esperança, da certeza de melhorias dias para a sua população? É nítida a diferença existente entre o Acre de ontem e aquele que encontramos hoje, por suas ruas, calçadas, comércio, e interior. Em sua maioria, todos que aqui vivem e que por aqui passam, que tiveram a oportunidade de vivenciar o Acre antigo, pode constatar tais mudanças. Então dirão os oposicionistas políticos ou gratuitos deste ou de outro Governo, que o Estado sofreu somente uma maquiagem urbana, onde obras de fachada foram realizadas de modo a fazer com que a população tivesse a idéia de ação, enquanto na verdade era e ainda são inóquoas tais obras e melhorias. Mas, reflitamos: aonde levam tais comentários depreciativos? Nos conduzem a dúvida de serem emitidos: ou por lamento, por não terem feito quando lá estavam nas mesmas condições de realização e não realizaram; ou por serem do contra, onde nada está bom, sempre aquém, emitindo opiniões negativistas. É indiscutível que a Capital, Rio Branco, cresceu em espaço físico e humano de forma muito significativa, mostrando-se um pólo de convergência de imigrantes das mais variadas regiões do País. Suas ruas, originadas pelas picadas na mata realizada pelo nativos seringueiros e seringalistas, por serem tão estreitas, hoje encontram-se congestionadas pelo excesso de carros e movimentos de veículos e pessoas. O que faz demandar atualmente o Estudo do Planejamento Urbano de suas ruas, fluxo de trânsito e áreas de lazer. Quanto ao urbanismo, às áreas comuns, como o Parque da Maternidade, Parque do Tucumã, Gameleira, Mercado Novo, Mercado dos Colonos, Rua Epaminondas Jacome, vias que levam ao Aeroporto, Via Chico Mendes, e as principais Avenidas, como Nações Unidas e Antônio da Rocha Vianna, totalmente construídas e reformuladas, são o retrato deste novo Acre, desta nova Era, Na área de saúde, onde até hoje se tem, só que em menor escala, o fortalecimento em determinadas Instituições, trouxeram até o Acre, profissionais talentosos e voluntariosos, com pioneirismo, estão aplicando e capacitando a medicina acreana para atender a maioria dos casos, em que outrora o paciente era obrigatoriamente levado a um outro Estado do País para realizar o tratamento. Mesmo que hoje ainda não tenhamos aplicados todos os recursos e realização de cirurgias e tratamentos, de fígado, coração, e cancer. Temos a certeza, de que todo este tratamento ambulatorial e hospitalar, em muito em breve, estará atuante, e será espargido por toda a Capital e o Estado do Acre. Proporcionando dignidade a todos. Ainda na área de Saúde, contamos com a Medicina Intinerante em todo o Território do Estado, através do Projeto Alfa-Cem, onde uma equipe de Médicos Especialistas, Generalistas e Enfermeiros passam a visitar as populações até então esquecidas, negligentemente, por todas as Gestões Públicas, quaisquer que sejam as Esferas de Governo do País e do Estado. A projeção do produtos da região, como a castanha, o açaí, o látex e o artesanato, a conquistarem efetivamente o mercado Nacional, nas principais e maiores Cidades do País e do Mundo. O ganho de escala advindo da visão profissional e de melhoria contínua da Gestão, tanto pela atuação efetiva e eficiente do Sistema S em nosso Estado, das Intituições Privadas e da Sociedade Civil. A saciedade desta capacitação com vistas a agregar valor a produtos e serviços, reduções das despesas e eliminação de desperdícios, que fazem com que os custos sejam significativamente reduzidos a cada etapa da produção e negociação com fornecedores e mercados demandantes. No interior a evolução empreendedora das Prefeituras, que contam com o apoio das esferas Estadual e Federal, reverteram a expectativa de futuro, de viverem eternamente estigmatizadas a uma Economia local limitada e descapitalizada, que tinham em tempos passados, para subsistirem de forma sustentável economicamente. Sobretudo, todas as Cidades, que encontram-se na fronteira do Peru e da Bolívia, seja pela construção da Ponte Binacional, pela Estrada do Pacífico, seja também pela melhoria das BR-040 e BR-167, que pela contrução do anel viário, na Capital, vêem o futuro muito mais promissor. Seja pela chegada de produtos mais em conta, pelo progresso industrial e comercial, e prosperidade a população, proporcionados pelo novo fluxo nascente de mercadorias e serviços. Não importará mais se estará trafegando carga em época de verão ou inverno, cujas estradas serão os canais de acesso para alcance de um novo tempo. Quanto a reestruturação da máquina governamental, tanto Estadual como Municipal, é notório o ganho de organização e aperfeiçoamento de seus quadros, folha de pagamento, e capacitação técnica de pessoal. Foi-se o tempo onde o pagamento dos funcionários ficavam a mercê do fluxo de caixa financeiro estatal e da vontade política de seus dirigentes. E encontrava-se inchaços nestes quadros, que oneravam o orçamento Estatal, com pagamento de funcionários que constavam em folha de pagemento, mas que lá nunca apareceram, e muito menos trabalharam. E se o cumprimento dos compromissos financeiros por parte do Estado viessem a atrasar, com atrasos de salários e pagamentos? Como ficariam as Economias de todas as Cidades Acreanas? Se imaginarmos, que a dependência do capital do Estado já foi muito maior, temos que hoje ainda sobreviveríamos por mais algum tempo, pois o Estado motivou, e ainda motiva, a quem quiser empreender, com vistas a estruturarem um Setor Privado e Empresarial forte e auto-sustentável, como pode-se ver nos trabalhos qualificados das Associações de Classe Patronal, Órgãos Para-Estatais e Entidades do Comércio e Indústria, como ACISA e FIEAC. Vemos assim, que o crescimento populacional, cultural e pela procura de informações e visitações ao Estado do Acre, não é pontual, local e sazonal. É evolucionista e progressistas, cujo Desenvolvimento Econômico-Social será, certamente, adquirido e absorvido por toda a sociedade. Cabe-nos somente agirmos rapidamente para que não percamos o trem da história, a oportunidade enriquecedora de crescimento e prosperidade. Que, venhamos a implantar todos os nossos planos de melhoria privada, em empresas e individuos, através da capacitação profissional em recursos humanos, investimento em tecnologia industrial e ganhos de escala comercial, onde o fluxo da cadeia de abastecimento logístico será a mola propulsora de toda a dinâmica de desenvolvimento. Lamentável é, que mesmo com todo esse cenário, mesmo que não seja ainda o ideal para todos nós nativos e residentes nesta terra, nos rendemos as melhorias proporcionadas neste últimos anos. Adquirido arduamente pelo trabalho de reverter toda a adversidade logística desta Região do País, mesmo de convivermos ainda com tantos derrotistas, pessimistas e corvos, que contaminam nossa auto-estima e nada acrescentam de bom ao tomarem certas posturas. Se quisessem mesmo colaborar, lutariam ombrados com todos, situação e oposição, por uma reforma fiscal e tributária, via a reestruturação Constitucional (Federal, Estadual e Municipal) justa, onde viéssemos a ter uma descentralização urgente e necessária. Pois, onde é que o cidadão assalariado recorre numa urgência de saúde, por exemplo? No Hospital ou posto de saúde do Municipío. Que, ultimamente, em todos os Estados Federativos vêem-se como centros de convergência de todo e qualquer caso emergencial de assistência. Mesmo que o paciente tenha planos de saúde caros e onerosos. Todos residimos e dependemos do Município, primeiramente, e depois do Estado. A priori, não dependemos diretamente da União, que já por décadas, encontra-se inchada e interventora negativamente em todos os segmentos da Economia. A carga tributária é imoral e a maior existente hoje dentre todas as Nações. Então, que venhamos a lutar por uma busca pela desoneração e autonomia dos entes públicos e privados, quanto a impostos e tributos, pela autonomia federativa de Municípios e Estados, onde somente por aí o Desenvolvimento Econômico e Social, que já se encontra entre nós venha a ser aprimorado, com prosperidade e crescimento contínuo da economia e da sociedade acreana. E a dúvida ainda persiste, mediante tudo que já foi realizado no Estado e no Brasil: quanto vale a nossa autonomia, enquanto cidadãos, viventes e dependentes das Cidades, para termos uma vida mais próspera e feliz? Temos, neste ano, mais uma oportunidade de, mesmo após atingirmos certa estabilidade dos indicadores econômicos, de nos libertármos das amarras do fisco Estata. Pois, o maior provedor de nosso progresso não é o Estado, mas sim a nossa vontade de fazer acontecer. Contudo, a rota do Desenvolvimento Sócio-Econômico Brasileiro passa, já há algum tempo, aqui pelo Acre. Será que ainda nos resta dúvida, e a alguém, quanto a esta nova realidade?

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