Esqueça plano de carreira: crie as suas oportunidades

Chega de esperar que as coisas aconteçam, se você está lendo isso é por que tem motivação suficiente para ir atrás de construir sua carreira e não de procurar um local com a carreira dos seus sonhos. Fica minha dica de como começar hoje a construir a sua

Todas as revistas de negócios, palestras e artigos, ou seja, onde houver informação de carreira, a impressão que fica é que isso é responsabilidade da empresa.

Você lê e ouve diariamente, formas como as empresas criam planos de carreira e benefícios para reter seus funcionários e os motivarem. Você vê inclusive, como entrar nessas empresas com os tão sonhados planos de carreira e isso valoriza a empresa e torna a concorrência para trabalhar nelas, uma verdadeira guerra.

Mas e você, que está lendo esse artigo e trabalha em uma empresa de pequeno e médio porte, ou até mesmo em uma micro empresa? Está fadado a não ter plano de carreira e ficar se remoendo o resto da vida por não ter entrado em uma dessas grandes companhias?

NÃO! Novidade para você caro leitor, 60% do emprego do país está em micro empresas (fonte), pequenas empresas provavelmente na sequência e as gigantes por último, ou seja, se essa for sua única meta de vida, repense. Busque satisfação na atividade desempenhada e não no local que a desempenha. Estruture você a sua carreira.

Para estruturar você mesmo sua carreira, irei contar experiências pessoais que vivi e considero para mim como uma evolução ao meu intelecto e a minha carreira.

Trabalho em uma mesma empresa há 7 anos. Praticamente minha primeira empresa registrado. Ao entrar nela, não pensava em seguir carreira, afinal, meus objetivos sempre foram as gigantes (das quais não preciso citar seus nomes).

No entanto, algo aconteceu e em 8 meses eu recebi minha primeira promoção para um cargo um pouco menos operacional no mesmo setor. Os novos desafios tomaram meu tempo, até que esses desafios ficaram pequenos novamente, então pensei: "como crescer agora?" Não havia muitos cargos a se galgar, pois meu superior é um rapaz jovem e competente, então logicamente não teria por que esperar sua possível saída ou tropeço. Meu raciocínio foi "preciso fazer a empresa crescer para eu crescer junto.”.

Esse pensamento é muito importante, mas a vida não é simples. Diversos interesses da empresa podem impedir que no momento que ela cresça sua evolução financeira e profissional cresça no mesmo patamar (esse é o problema que as pessoas não querem e por isso procuram empresas com plano de carreira). Enfim, sim a empresa aumentou em seu tamanho em quase o dobro de quando entrei e com isso muita coisa mudou e mais trabalho eu tive.

Com o tempo, novamente esse trabalho me pareceu pouco ou com pouco sentido, queria agregar mais, queria estar em outro cargo fazendo outras funções. Então refleti novamente "o que me impede de fazer o que não é minha função? Nada.". Com isso, comecei a programar projetos, um atrás do outro, como se fosse minha função e isso me gerou uma série de evoluções. Veja o que fiz e você pode fazer ou pensar em algo semelhante:

Em 2007 resolvi trocar pela primeira vez em 10 anos o plano de saúde da empresa. Fiz um estudo com todos os funcionários antes de decidir e isso me fez perceber que havia um descontentamento nesse quesito, e com isso, consegui autorização para fazê-lo. Ganhei muita experiência nesse processo de mudança e em pesquisa de satisfação com funcionários.

Em 2008 criei uma rotina de redução de custo, onde peguei todos os itens que eu era incumbido de comprar e analisei uma possível melhora nos gastos. E consegui uma redução de ao menos 40% do que era gasto em média com equipamentos de informática a limpeza.

Em 2009 passei a espontaneamente a dar feedback para o restante do pessoal que trabalhava comigo, com intuito de ajudá-los a evoluir profissionalmente e até mesmo em alguns assuntos pessoais. Muitos desses feedbacks foram solicitados por eles a mim. Praticamente me tornei mentoring deles. E isso me fez tornar o gestor do setor nomeado pela diretoria.

Em 2010 vi que precisávamos ter maior contato com os funcionários. Que isso era pedido por eles. Com isso, criei um jornal interno ao qual eu era o editor. Esse projeto no começo não tinha nem se quer a aprovação da diretoria, que via como algo "sem tanta importância", mas demonstrou o contrário, onde os funcionários ao receber dicas se tornaram mais atentos e alinhados com os objetivos da empresa.

Houve diversos feitos, que não cabe falar em um artigo, já que o intuito é motivá-lo a dar dicas de como criar suas próprias oportunidades.

Por fim, criei um novo cargo para mim, onde nesse ano de 2013, vi que a empresa poderia ter um gestor de produtividade e consegui autorização da diretoria em ser a pessoa responsável por medir e melhorar os números de toda a empresa, sendo responsável por mais de 15 supervisores, 100 filiais e 550 funcionários. Gerenciar esses itens será um desafio, onde minhas capacidades serão colocadas à prova, mas sair da zona de conforto sempre foi minha motivação.

Os valores (R$) que essas atitudes me trouxeram, são menos importantes do que a experiência que alcancei, em uma empresa onde muitos poderiam não ver para onde correr. Tornei-me muito mais do que em alguns lugares que tem plano de carreira para até 10 anos.

A mensagem que fica é: "não se concentre no cargo e nas atividades que esperam de você, isso é, como diz a palavra, esperado. Se concentre em vender o algo a mais, é assim que as empresas surpreendem clientes e é assim que você surpreenderá sua empresa".

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