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Espírito empreendedor nas organizações

Comecei a estudar o tema empreendedorismo em 1999, por ocasião da minha participação numa competição internacional de Planos de Negócios no Texas, representando a EAESP-FGV, onde eu fazia o meu mestrado em Administração.

Comecei a estudar o tema empreendedorismo em 1999, por ocasião da minha participação numa competição internacional de Planos de Negócios no Texas, representando a EAESP-FGV, onde eu fazia o meu mestrado em Administração. Quanto mais eu estudava o assunto mais fascinado eu ficava com a força do empreendedorismo na economia mundial. Até então minha experiência em empresas se limitava a grandes corporações e pouco eu sabia sobre a aventura de ter um negócio próprio, a não ser uma tentativa frustrada há mais de 10 anos com uma confecção em sociedade com alguns amigos que não durou mais do que um ano.

O que mais me fascinou em meus estudos foram as características dos empreendedores de sucesso: a criatividade, a tenacidade e determinação, a iniciativa e capacidade de realização, a propensão de assumir riscos e responsabilidades, a motivação em torno de um sonho realizado, a coragem de nadar contra a corrente e romper com regras e paradigmas. Quanto mais eu identificava estes traços, mais eu me perguntava: Puxa vida, mas é este tipo de talento que eu gostaria de ter nas equipes que lidero. Este perfil só existe no empreendedor? Será que as grandes empresas possuem este tipo de talento? Provavelmente.


Então comecei a pesquisar sobre o assunto e descobri uma carência muito grande de obras que tratassem do assunto no Brasil, embora houvesse uma farta fonte de informações em língua inglesa. A partir desta pesquisa comecei a ter contato com outros pesquisadores americanos como Larry Farrell, Gifford Pinchot, Shaker Zahra, Ted Nicholas, o casal Nodoushani, a dupla Kuratko e Montagno, Cunnigham e Lischeron, entre outros.

Todo este aprendizado foi reunido na forma de um livro, cuja publicação coroa o trabalho de dois anos de estudos e pesquisas. Espírito Empreendedor nas Organizações que está sendo lançado agora pela Editora Saraiva já não é mais o primeiro livro sobre empreendedorismo em grandes empresas, mas certamente é único na sua abordagem e concepção pelos seguintes motivos:

1) Mais de 90% do livro é baseado em artigos e livros de pesquisadores norte-americanos, a maioria de universidades renomadas, totalizando 113 referências bibliográficas.
2) Muito de minha experiência pessoal em multinacionais como Cargill Agrícola e Citibank é retratado como ilustração de várias destas teorias.
3) A prática do intra-empreendedorismo é apresentada na forma de estudos de casos de 11 empresas nacionais que figuram no I Ranking de Empreendedorismo Corporativo elaborado pelo Instituto Brasileiro de Intra-empreendedorismo e publicado na revista Exame há um ano.

Dividido em 5 partes (Empreendedorismo, Intra-empreendedorismo, Inovação, Prática e Estudos de Caso) o livro conceitua as diversas formas de empreendedorismo corporativo e desmistifica alguns dos elementos que sempre fundamentaram a gestão de organizações ao longo do tempo. Algumas acabaram por se traduzir, ao longo dos anos, em verdadeiras travas que as impedem de desenvolver uma das mais raras e valiosas competências desejadas em setores de alta competitividade: A capacidade de inovar.

O capítulo que trata deste tema faz uma ponte entre empreendedorismo, organizações e inovação, explorando algumas formas pelas quais as organizações podem usar seus talentos empreendedores para promover a inovação, não só na forma de novos produtos ou serviços, mas principalmente em suas áreas internas. Indo mais além, o capítulo encerra com uma lista de dicas práticas que dirigentes e líderes podem seguir para fomentar um clima interno mais favorável à criatividade e identificação de oportunidades.

Aliás, as dicas práticas dão o tom do penúltimo capítulo, coletando e reunindo idéias para se implementar um programa de intra-empreendedorismo nas organizações, a maior parte delas capitaneada pela alta administração ou pelo RH Corporativo. Algumas idéias sobre formas de recompensa e remuneração, treinamento e desenvolvimento, re-estruturação organizacional e avaliação de desempenho se juntam a fundamentos de gestão de projetos e elaboração de planos de negócios.

Por fim, a prática na prática. 11 empresas contam suas histórias de como implementaram uma cultura voltada ao empreendedorismo interno: Algar, Amil, Brasilprev, Credicard, Microsiga, Satélite Distribuidora, Serasa, Suzano Bahia Sul, Tokio Marine, Fundições Tupy e Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo. São onze casos diferentes, onze culturas diferentes e onze negócios diferentes. Na falta de uma metodologia única, cada uma construiu seu próprio modelo. A diversidade das histórias mostra como é possível adequar o clima empreendedor em qualquer circunstância, desde que os responsáveis tenham em si a atitude empreendedora de fazer o programa acontecer.

Sem a pretensão de esgotar o tema, o livro busca, acima de tudo, suscitar o interesse sobre o assunto e reconhecer no espírito empreendedor uma forma de alavancar novos patamares no desempenho e desenvolvimento das organizações, resgatando em seus funcionários o mesmo sentimento de propriedade e orgulho do negócio que os sócios fundadores tiveram ao criar a empresa anos atrás.


FICHA-TÉCNICA


Título: Espírito Empreendedor nas Organizações
Autor: MARCOS HASHIMOTO
Editora: Saraiva
ISBN: 8502055127
Ano: 2006
Edição: 1
Número de páginas: 277
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
Preço: R$ 55,00

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