Esperança, gratidão e um 2016 melhor

"Como insistia o inesquecível Paulo Freire, não se pode confundir esperança do verbo esperançar com esperança do verbo esperar."

Entramos na reta final de 2015, mais alguns dias e passaremos a caminhar para longe deste ano, graças a Deus, não foi fácil para ninguém, a crise nos pegou de jeito, corrupção, escândalos, desastres e este talvez seja o motivo por estarmos esperando atomicamente pela virada do ano.

Quando percebemos esta ansiedade por um novo ano, passo a lembrar dos anos anteriores, e observo, mesmo com meu pouco tempo de existência, que todos os anos foram assim, faça a mesma experiência, quantas vezes você ouviu algo parecido com: “este ano foi tão bom, que queria ficar mais um mês nele” ou “este ano deveria durar mais” ou talvez “como foi proveitoso este ano” talvez esta última seja mais plausível, mas não é frequente.

Para deixar claro onde quero chegar, vou deixar um trecho mencionado pelo Mario Sérgio Cortella se referindo a uma reflexão muito conhecida do seu mestre Paulo Freire, confira:

“Como insistia o inesquecível Paulo Freire, não se pode confundir esperança do verbo esperançar com esperança do verbo esperar. Aliás, uma das coisas mais perniciosas que temos nesse momento é o apodrecimento da esperança; em várias situações as pessoas acham que não tem mais jeito, que não tem alternativa, que a vida é assim mesmo… Violência? O que posso fazer? Espero que termine… Desemprego? O que posso fazer? Espero que resolvam… Fome? O que posso fazer? Espero que impeçam… Corrupção? O que posso fazer? Espero que liquidem… Isso não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo. E, se há algo que Paulo Freire fez o tempo todo, foi incendiar a nossa urgência de esperanças”

Quando vejo a espera das pessoas pela virada do ano, como se as coisas fossem mudar magicamente, somente porque mudou um dígito no calendário, visualizo imediatamente as palavras do Cortella, 2015 não está bom? Espere 2016! Mas ai eu te pergunto, virar o ano muda o que? Os dias continuaram a ter 24 horas! Você terá o mesmo emprego! Sua família será a mesma! A não ser que você se mexa para mudar isso. Virar o ano não é o suficiente para que as coisas melhorem. Parece pessimismo, mas não, qualquer visualização diferente disto é uma distopia que minimamente indica um grau de deficiência mental!

Outro fato interessante e ao mesmo tempo curioso é a forma singular e alternativa que o tempo representa para cada pessoa. Deixe-me esclarecer, ao entrar no Facebook no domingo a noite nos deparamos com inúmeros “memes” e “chapolins” demonstrando a eternidade que se passará até a sexta feira, bonecos se arrastando pelo começo da semana e pulando em um copo de cerveja na sexta-feira, enfim, chegando ao fim do ano, categoricamente, sem uma mínima exceção ou qualquer desvio do padrão, todas as pessoas dizem: “nossa, como este ano passou rápido!” na verdade minha vontade é dizer: “Claro! Você passou o ano todo sem fazer nada, esperando pelo fim de semana, que acaba em dois dias, os outros cinco dias são dias completamente descartáveis onde você passou a maior parte do tempo reclamando sem fazer nada de produtivo e quer que o ano não tenha passado rápido? Todo ano tem o mesmo tempo, o que você faz do tempo é que é diferente” pense nisso e tire a bunda do sofá em 2016, viva os dias, mas esta regra só vale se for para viver todos os dias.

Por fim, vou contar um segredo que tem funcionado para muitas pessoas, este pensamento é a gênesis da auto ajuda, com ele você não precisará gastar um centavo com livro de auto ajuda, este segredo está alicerçado em uma única palavra, GRATIDÃO, sabe quando as coisas começam a dar certo na vida? Quando passamos a ser gratos por aquilo que temos, por aquilo que conquistamos, pelas pessoas que nos rodeiam e a partir deste ponto você estará pronto para subir de nível, você só passa de fase quando ir bem na fase atual, seja grato. Afinal, respirar já é uma dádiva e sempre há algo para agradecer.

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