Espanha e Costa Rica - exemplos bons e ruins de Administração

Existem empresas que precisam aprender a diferença entre ser tradicional ou inovadora

Completado a primeira semana de jogos da Copa do Mundo aqui no Brasil, podemos tirar algumas lições que nos servem para administrar melhor os nossos negócios. Em primeiro lugar os “grandes”, como Espanha e Inglaterra já se encontram eliminadas do Mundial, e o “azarão” Costa Rica já está classificada para a segunda fase do Mundial derrotando a tetracampeã Itália e o bicampeão Uruguai.

Trago estas informações para levantar uma questão: existem empresas que se comportam como a Espanha e a Inglaterra e competem no mercado somente com o nome e a marca e outras pequenas empresas como a Costa Rica. Desconhecidas da maioria das pessoas conseguem oferecer um produto/serviço que atendem às necessidades dos seus clientes, e, ainda os encantam com atendimento de qualidade e serviços de pós-venda.

Quantas empresas, somente nestas duas últimas décadas arruinaram-se e viram seus grandes impérios serem transformados em uma grande massa falida! Mesbla, Varig, Supermercado Marcos, Lojas Arapuã e tantas outras que não avaliaram corretamente os seus concorrentes e não renovaram suas administrações, e consequentemente seus produtos e serviços. Por outro lado encontramos várias seleções Costarriquenhas, que souberam enfrentar os grandes sem fazerem loucuras. Acredito que analisaram o mercado que queriam entrar, e viram que tinham condições de ocupar os espaços vazios deixados pelos grandes concorrentes.

A seleção espanhola, principalmente, chegou ao Brasil como a atual campeã Mundial. Com muitas estrelas futebolísticas, porém sem àquela vontade de se consagram bicampeã, devido à falta de renovação e de entusiasmo que não aconteceu na seleção da Espanha.
E, em tudo na vida precisa renovar. Como na Teoria de Darwin datada no início do século XIX, onde há uma seleção natural dos organismos mais bem adaptados ao meio que têm maiores chances de sobrevivência do que os menos adaptados. As empresas só sobreviverão se adaptarem melhor ao seu ambiente.

E a Costa Rica com um futebol bem menos famoso do que da Espanha e sem nenhuma estrela internacional conseguiu encantar seus clientes com um futebol disciplinado e competitivo. Disciplina e Competitividade, talvez sejam estas duas forças que faltam em muitas empresas. Não conseguem enxergar os seus adversários e menosprezam os mais fracos. Pensam que os clientes são propriedade exclusiva da empresa, e não fazem nada de diferente para mantê-los ou atraí-los para seu “jogo”.

Infelizmente, enquanto existir administradores e empresários com o mesmo pensamento do técnico da Espanha – Vicente del Bosque, que não soube renovar ou motivar a sua seleção nem com novas jogadas, encontraremos grandes empresas falindo por total inépcia dos seus comandantes que não avaliaram as “Costas Ricas” que habitam seu mercado.

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